<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476</id><updated>2012-01-27T20:47:30.309Z</updated><category term='hídricas; eólica'/><category term='carros eléctricos'/><category term='hídricas'/><category term='ciências da morte'/><category term='nuclear'/><category term='ciências da vida'/><category term='clima'/><category term='Energias renováveis'/><category term='política científica'/><category term='eólica'/><category term='redes eléctricas'/><category term='educação'/><category term='smart grids'/><category term='petróleo'/><category term='carvão'/><category term='ID'/><category term='solar'/><category term='política energética'/><title type='text'>A ciência não é neutra</title><subtitle type='html'>Ciência, Tecnologia, e políticas tecnológicas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>267</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-9047419954212341743</id><published>2012-01-21T18:09:00.000Z</published><updated>2012-01-21T18:09:19.243Z</updated><title type='text'>MANIFESTO PARA UMA NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA III</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Foi publicada o 3º Manifesto para uma Nova Política Energética em Portugal. O seu texto completo pode ser lido &lt;a href="http://energiaparaportugal.com/cont1_01.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e entre os seus subscritores constam &lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Mira Amaral, Miguel Cadilhe, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Pedro Ferraz da Costa&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Miguel Beleza,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: magenta;"&gt;Veiga Simão&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: magenta;"&gt;Henrique Neto&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Limito-me a respigar as conclusões do documento:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;div class="font ftsize13 txt3 bold aCenter" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;V. CONCLUSÕES&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span class="separa"&gt; 32. &lt;/span&gt; Num período crucial para a reforma da economia nacional, as opções de política seguidas até agora em nada reduziram a persistente dependência energética do país. O aumento do preço das matérias-primas cria uma ameaça maior à reestruturação em curso, anulando o bom comportamento das exportações. Urge consolidar e materializar o desenvolvimento das acções que permitam reduzir as importações de petróleo no sector dos transportes, tal como o actual Governo inscreveu no seu programa, mas isso exige intervenções bem mais complexas e abrangentes que a simples mudança de tecnologias ou os habituais apelos à utilização dos modos energeticamente mais eficientes mas que (ainda) servem menos bem os seus clientes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span class="separa"&gt; 33. &lt;/span&gt; São necessários estudos públicos que escrutinem o impacto do PNAER. É necessário contabilizar os sobrecustos escondidos da estratégia seguida: enorme esforço de investimento em rede de transporte, com baixa utilização; problemas e custos acrescidos de centrais de reserva; problemas na gestão dinâmica do sistema para compensar variações bruscas de produção renovável; maior risco de falha do sistema.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="separa"&gt; &lt;span style="color: blue;"&gt;34. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; É de estranhar que Portugal seja na Europa um campeão das novas renováveis. Se a opção fosse assim tão boa, porque razão é que os outros países, bem mais ricos e desenvolvidos e dotados de um bastante melhor recurso eólico, não adoptaram a mesma política, estando mesmo a abandoná-la, como é o caso da Holanda? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span class="separa"&gt; 35. &lt;/span&gt; As energias renováveis têm o seu papel, que não deixa de ser importante e deverão ser utilizadas e fomentadas desde que exista racionalidade técnica e económica. Não podem é ser encaradas como uma mera bandeira política, contribuindo para o agravamento da nossa situação económico-financeira. &lt;strong&gt;Não devem assim ser celebrados pelo Governo português mais contratos de fornecimento de energia, com preço garantido, a partir de energias renováveis.&lt;/strong&gt; Os novos investimentos em energias renováveis devem contar apenas com os preços de mercado. Igualmente, e à medida que forem caducando, não devem ser renovados os contratos de energias renováveis com preços garantidos, caso contrário serão os portugueses mais pobres os que mais sofrerão, por insistirmos em&lt;/span&gt; &lt;span style="color: blue;"&gt;produzir energia cara. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span class="separa"&gt; 36. &lt;/span&gt; O expediente que tem sido adoptado pelo Governo português para evitar subidas acentuadas das tarifas, sem tocar nos privilégios dos electroprodutores, é o de adiar no tempo a repercussão nas tarifas da totalidade dos sobrecustos nelas incluídos. Tal como nos recorda a troika, essa "solução" nada resolve, apenas adiando a cobrança dos encargos excessivos que são suportados pelo resto da economia. Cria défices tarifários, os quais ainda por cima são remunerados, gerando encargos com juros que terão de ser suportados pelo resto da economia, que assim terá que suportar uma nova fonte de encargos do sector. O crescimento exponencial desse défice (propulsionado pelos respectivos juros) põe em causa a sustentabilidade do sector eléctrico, o qual - via consumidores - fica ainda mais vulnerável a choques externos. O respectivo financiamento, a ser obtido pela já altamente endividada EDP, encontra-se longe de estar assegurado no actual contexto financeiro. Mas uma coisa é certa: como a EDP se vê obrigada a titularizar junto da banca portuguesa todos os défices tarifários, o crescimento destes, no actual contexto de crise de liquidez e de desalavancagem do sector financeiro, irá absorver os já escassos recursos disponíveis para crédito, que assim é desviado do sector produtivo em favor da manutenção dos privilégios dos electroprodutores. Mais défice tarifário implica, pois, menos financiamento às empresas, menor crescimento económico e, em resumo, asfixia dos consumidores e das empresas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span class="separa"&gt; 37. &lt;/span&gt; Recordamos que esses privilégios se materializam através:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding-left: 20px;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a) Dos CMEC e dos CAE, que garantem aos produtores as mesmas rendas que auferiam em regime de monopólio, mesmo após a liberalização do sector;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding-left: 20px;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;b) Das garantias de potência, que atribuem uma renda a centros electroprodutores criados em regime de mercado, quer produzam ou não, tornando-se assim mais um custo ocioso do sistema;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding-left: 20px;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;c) De tarifas garantidas e prioridade absoluta no despacho à produção em regime especial (PRE) que subverte o funcionamento de um mercado, cuja lógica e principal vantagem na correcta alocação de recursos e sinal adequado aos seus actores se baseia no princípio do mérito económico no despacho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span class="separa"&gt; 38. &lt;/span&gt; Em suma, a não corrigir-se a situação, só há duas hipóteses: o aumento de tarifas da ordem dos trinta por cento para os domésticos e superior a esses valores para as empresas (segundo declarações do Ministro da Economia), o que é absolutamente insuportável face ao rendimento disponível das famílias e insustentável em termos de competitividade das empresas; ou geração de défices tarifários que se estimam superiores a 3 000 milhões de euros a adicionar ao já existente, gerando uma dívida brutal dos consumidores à EDP, visto que o défice tarifário constitui um crédito da EDP sobre os consumidores que a empresa vai tentar vender à banca portuguesa. Esta dará prioridade a esse financiamento, porque tem cobertura estatal, o que poderá implicar um sério prejuízo para a economia em geral pois significa o desvio de financiamento das empresas (para quem já é terrivelmente escasso) para a EDP. &lt;strong&gt;Se o Governo não começar já a cortar no monstro eléctrico, tal irá ter gravíssimos custos que não são sustentáveis para todos nós, empresas e famílias.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span class="separa"&gt; 39. &lt;/span&gt; Por outro lado, a situação descrita no número anterior irá certamente ter um impacto significativo no processo de privatização da EDP. Um dos elementos significativos do balanço da EDP (o tal défice tarifário que poderá alcançar cerca de 5000 milhões de euros muito rapidamente, a partir dos 2700 milhões já aceites para o ano corrente) tem dificuldades em conseguir financiamento pela banca portuguesa, num contexto dramático de falta de liquidez. O mercado já percebeu os riscos desse activo da empresa (o défice tarifário) e isso já é reflectido na evolução decepcionante da cotação das respectivas acções. Mas se, por absurdo, os novos investidores minimizarem esse risco e o governo conseguir por essa via maximizar o encaixe financeiro, a empresa irá operar num contexto de renda de situação e de contínua geração de défices tarifários totalmente incomportáveis para os consumidores e para as empresas, o que configurará uma privatização num contexto económico sem sustentabilidade a prazo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Os signatários não hesitaram em publicar as suas reflexões quando sentiram que isso era essencial para corrigir o errado trajecto da política seguida. Vêm de novo colocar de uma forma construtiva à disposição do Governo estas reflexões sobre as insuficiências do modelo actual e dos seus efeitos directos e indirectos sobre a competitividade económica e as contas nacionais. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;O país precisa urgentemente, para ser competitivo e socialmente equilibrado, de ter energia suficiente a preços competitivos. Há pois que rever toda a política energética, com base em custos reais e avaliar o potencial de todas as alternativas nas suas modernas opções tecnológicas.&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-9047419954212341743?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/9047419954212341743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=9047419954212341743&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/9047419954212341743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/9047419954212341743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2012/01/manifesto-para-uma-nova-politica.html' title='MANIFESTO PARA UMA NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA III'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-9171502328028083295</id><published>2012-01-16T07:30:00.000Z</published><updated>2012-01-16T07:30:03.118Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><title type='text'>EDP, a nossa energia...?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Começo este &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; explicando a minha relação pessoal com a EDP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Desde muito antes do slogan publicitário sobre a "nossa energia", a EDP sempre foi para mim a "nossa energia".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O meu doutoramento, feito nos anos 80, foi pioneiro&amp;nbsp;em ter tido por eixo um projecto Universidade-Indústria, concretamente IST-EDP. Plenamente sucedido do ponto de vista contratual e científico, mau grado algumas desavenças pessoais entre responsáveis da EDP e do IST na altura...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Antes deste projecto, desejara fazer o doutoramento&amp;nbsp;no estrangeiro. Abrir-me-ia outras portas lá fora, mas o meu orientador vendeu-me a ideia de que, sendo os doutoramentos a base da Investigação académica, e esta a base da Investigação de um país, fazê-lo no estrangeiro era trabalhar para o desenvolvimento de outros países, numa altura em que o nosso precisava de nós. E eu comprei a ideia. Por patriotismo. Acreditem ou não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Depois do doutoramento continuei sempre a ter projectos e trabalhos com a EDP, graças primeiro ao sucesso desse doutoramento, e depois ao de cada trabalho e projecto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Trabalhos e projectos sempre da iniciativa da EDP&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Nunca pedi subsídios à EDP para fazer algo que me interessasse a mim e, pelo contrário, sempre adaptei os meus interesses às necessidades reais da EDP, tanto na Investigação como no ensino!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Por exemplo: no início dos anos 90 participei num projecto avançado para a automatização das Subestações da Rede de Muito Alta Tensão, e depois concebi e dirigi a coordenação dos Sistemas de Protecções dessa rede. Os meus mestrandos de então (hoje, com Bolonha,&amp;nbsp;seriam doutorandos) chegaram a chefes dessas áreas na EDP, mais tarde REN.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas fiz muitas outras coisas pela EDP. Defendi-a contra empresas que a processaram por problemas de qualidade de energia. Defendi-a na &lt;a href="http://www.edpdistribuicao.pt/pt/seguranca/Pages/camposElectromagneticos.aspx"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;questão das Linhas de Alta Tensão e dos protestos populares&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; contra os seus supostos&amp;nbsp;"malefícios para a saúde". Sempre com sucesso e dedicação, por ver a EDP como &lt;strong&gt;a nossa energia&lt;/strong&gt;, a nossa electricidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na década passada vim a ter outros projectos com a EDP. Tive até, durante &lt;strong&gt;6 anos&lt;/strong&gt;, escritório na EDP: no LABELEC primeiro, e na EDP-Inovação depois, quando esta foi criada. E todos os trabalhos chegaram a termo com pleno sucesso técnico, com muitas das medidas por mim preconizadas adoptadas pela empresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Nos últimos 2 anos e meio&amp;nbsp;critiquei neste blog a ideologia ecologista utópica que nos governava, e também no Manifesto para uma Nova Política energética cuja primeira publicação foi em Abril de 2010. Critiquei a política mas nunca critiquei pessoas, nem a EDP, "a nossa energia".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mencionei ocasionalmente alguns governantes, é certo, mas a propósito de afirmações públicas suas concretas de que discordava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E também mencionei algumas vezes a EDP, por ser ela que detém a nossa electricidade, mas mesmo então nunca a critiquei&amp;nbsp;nem à sua Administração, limitando-me a expor análises de factos tendo por pano de fundo a crítica à política nacional na energia, e não à da EDP empresa. E como tenho a consciência tranquila quanto&amp;nbsp;à lisura do&amp;nbsp;que escrevo, fi-lo de cara descoberta, coisa rara entre nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Chegou a altura, porém, de cruzar essa fronteira e, para que tudo seja transparente, começo por declarar que tenho uma mágoa pessoal no assunto. Já vão ver porquê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A primeira medida que a actual Administração da EDP tomou e me atingiu foi logo que tomou posse com o Dr. Mexia em 2006 e acabou com os contratos de prestação de serviços que a EDP tinha com os raros doutorados que lhe faziam I&amp;amp;D aplicada na empresa. Mencionei isso aqui indirectamente,&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/search/label/ID?updated-max=2010-12-28T05:30:00Z&amp;amp;max-results=20"&gt; &lt;span style="color: blue;"&gt;numa análise da I&amp;amp;D nacional&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, quando notei a contradição de a EDP se apresentar como tendo multiplicado os seus investimentos em I&amp;amp;D por 80 mas ao mesmo tempo o seu suporte de doutorados ter passado de 3 para &lt;strong&gt;zero&lt;/strong&gt;. Um desses doutorados cujo contrato de prestação de serviços &lt;u&gt;de I&amp;amp;D&lt;/u&gt; a EDP mantinha, era eu (que fui quem inaugurou esse tipo de colaboração com a empresa)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mesmo assim, nunca critiquei a EDP por isso. E não o fiz por que houve quem, na empresa, achasse que no meu caso os projectos&amp;nbsp;deviam continuar com contratos específicos, que substituíram o contrato genérico de prestação de serviços que antes tinha. E, assim, os projectos continuaram, e apenas deixei de frequentar o escritório que me disponibilizavam na EDP-Inovação (cujas instalações se reduzem a um pequeno apartamento sem &lt;strong&gt;nenhum&lt;/strong&gt; investigador), por não ter lá nem ferramentas nem gente com que realizar os trabalhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, depois houve a publicação do Manifesto e a criação deste blog, e o longo braço do Governo anterior e dos lobbies a ele afectos levou a Administração da &lt;em&gt;holding&lt;/em&gt; a mandar questionar por que razão esses projectos contratados comigo ainda não tinham sido extintos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Organizaram-me um "processo" político (alegando falsamente que eu criticara a EDP), com "ficha" e tudo, e tornou-se perigoso para os que na empresa me estimam falar comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E assim, com o fim (bem sucedido, como sempre) dos meus últimos projectos de I&amp;amp;D com a EDP no final de 2011, graças à Administração do Dr. Mexia e pela primeira vez em 30 anos deixei de ter projectos de I&amp;amp;D para a "nossa electricidade".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Uma &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Purga_(pol%C3%ADtica)"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;purga política&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ou "saneamento", como todos na EDP sabem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Clarificada&amp;nbsp;a minha relação com a "nossa electricidade", esclareço que fui entretanto solicitado por terceiros para outros trabalhos e que tenho muitas "Memórias" científicas e académicas para escrever, pelo que não me queixo de ter ficado desocupado. É apenas uma mágoa que vocês entenderão; talvez afinal devesse ter-me doutorado no estrangeiro e ficado por lá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Passando então ao que me trás por cá, depois deste prólogo, não venho criticar a venda da EDP.&amp;nbsp;Foi uma desgraça inevitável, na lógica geo-política que o país perfilha, e por cujo termo esperei antes de me manifestar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Com o que venho indignar-me é com a euforia que por aí reina com esta venda, como se ela tivesse sido um grande feito, e com &lt;a href="http://sicnoticias.sapo.pt/economia/article1082795.ece"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a mistificação que o CEO da EDP, o Dr. Mexia, apresentou&amp;nbsp;sobre ela&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, não só gabando o seu sucesso como invocando para a sua própria gestão os supostos méritos disso &lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora importa esclarecer que a venda dos 21.35% da&amp;nbsp;EDP pelo preço obtido&amp;nbsp;foi um verdadeiro saldo, um desastre que entregou o controlo da nossa segunda maior empresa nacional por tuta e meia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Foi, e isso é meritório, vendida pela melhor oferta. Foi até vendida com um "prémio" de 50% sobre o valor de mercado. O que falta explicar, porém,&amp;nbsp;é se esse valor de mercado (numa bolsa deprimida),&amp;nbsp;reflecte o verdadeiro valor estratégico da empresa, ou se não reflecte antes&amp;nbsp;o buraco a que a gestão do Dr. Mexia e a política governamental que ele apoiou conduziram a "nossa energia"!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora, meus amigos, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;2.69 biliões de €,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o valor da &lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: red;"&gt;nachinalização&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da EDP, não chegam sequer para financiar a&amp;nbsp;construção de &lt;u&gt;uma só&lt;/u&gt; central a carvão como a de Sines, um dos muitos activos que a EDP possui!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Só &lt;a href="http://economico.sapo.pt/noticias/edp-vai-investir-2-mil-milhoes-nas-barragens-hidroelectricas_7381.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;o investimento da EDP em novas hidroeléctricas do PNBEPH&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e "reforços de potência" supera largamente o valor pago pelo controlo da EDP!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E, se somarmos todos os activos da EDP, centrais de produção e redes, mais os capitais próprios da empresa, chegamos a &lt;a href="http://www.edp.pt/pt/investidores/publicacoes/relatorioecontas/2011/Relatrios%20e%20Contas%202011/RC1Trimestre2011PT.pdf"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;50 biliões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de €, &lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: #38761d; color: white;"&gt;o quádruplo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dos &lt;span style="color: #38761d;"&gt;12,6 biliões&lt;/span&gt; de que os &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;2,69&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; biliões pagos pela &lt;em&gt;Three Gorges&lt;/em&gt; são 21.35%!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porquê então este irrisório preço de saldo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porque o Dr. Mexia, à imagem do que o primeiro Primeiro-Ministro que o nomeou em 2006 para o lugar que detém fez com o país, endividou a EDP em &lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;strong&gt;16,5 biliões de €,&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;para realizar investimentos ruinosos no estrangeiro, em eólicas subvencionadas pelos poderes políticos de países estrangeiros,&amp;nbsp;investimentos que estão em muito maus lençóis! Mas, mesmo descontando os passivos da EDP, o seu património ainda vale &lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: #0b5394; color: white;"&gt;duas vezes e meia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o valor de "mercado" definido pela venda do seu controlo! Como pode o actual CEO da EDP gabar-se do mérito deste negócio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na verdade, a EDP é agora uma empresa de elevado risco, coisa que os mercados sabem e que explica os &lt;strong&gt;10%&lt;/strong&gt; de taxa de&amp;nbsp;juro que a EDP vinha a ter de pagar para conseguir refinanciar a sua colossal dívida, e se algum mérito especial houve na venda conseguida foi o ter-se conseguido impingir essa dívida à China (com o que a taxa de juro lá baixou de 10% para uns ainda incomportáveis 8.5%!...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sFfC9rAP_Ek/Tw698aWYShI/AAAAAAAAAZ8/Rn9-VRkSeB8/s1600/17_capa_mercados.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="406" src="http://1.bp.blogspot.com/-sFfC9rAP_Ek/Tw698aWYShI/AAAAAAAAAZ8/Rn9-VRkSeB8/s640/17_capa_mercados.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Os tais investimentos em energias renováveis feitos pela EDP no estrangeiro, com &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/07/ainda-sobre-o-cluster-da-enercon.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;eólicas fabricadas no estrangeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e com dinheiro emprestado pelo estrangeiro, dependem na grande maioria de os poderes políticos dos países em questão continuarem dispostos a subvencionar as elevadas tarifas que só elas permitem a rentabilidade dessas renováveis. É tema para futuros &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt;, mas todos sabem que o protocolo de Quioto faleceu Dezembro passado em Durban e&amp;nbsp;que a economia mundial não está propensa a fantasias dessas...! Os alegados lucros que a Administração da EDP tem imputado aos investimentos estrangeiros derivam sobretudo da &lt;strong&gt;valorização cambial&lt;/strong&gt; dos&amp;nbsp;activos e lucros brasileiros&amp;nbsp;nos últimos anos, mas claro que isso é puramente contingente, como o ilustra o recente aumento da dívida da "EDP Renováveis" nos EUA, resultante da valorização do dólar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora além destes investimentos puramente financeiros e de alto risco no estrangeiro serem apresentados como grande valia da EDP, outra completa mistificação que os &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; por conta desta empresa têm feito passar é que um dos seus trunfos seria a "tecnologia". Não se poderia invocar melhor exemplo da genética socratina desta Administração do que tal aldrabice!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É que quem detém o&amp;nbsp;&lt;em&gt;know-how&lt;/em&gt; tecnológico de energia eólica são os fabricantes estangeiros que concebem, fabricam&amp;nbsp;e vendem à EDP os aerogeradores que ela manda instalar lá fora sem sequer lhes "tocar"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;De energia eólica, a EDP nada sabe, e todos os que acompanham o que cá se faz em I&amp;amp;D em energia estão a par de que até&amp;nbsp;&lt;a href="http://ecotretas.blogspot.com/2012/01/windfloat-mais-detalhes-da-fraude.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a célebre &lt;em&gt;windfloat&lt;/em&gt; nada tem de concepção portuguesa a não ser o dinheiro que custou&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E como poderia ser de outra forma, se a EDP não tem ninguém a estudar tais assuntos na empresa, nem fora dela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Não foi, de facto, nem pela valia dos investimentos em renováveis da EDP no estrangeiro, nem muito menos pela inexistente "tecnologia" da EDP no assunto, que a China comprou o controlo da EDP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Foi apenas por que a República Popular da China anda às compras e está atenta às épocas de saldos!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-size: small;"&gt;na entrevista &lt;em&gt;linkada&lt;/em&gt;, o Dr. Mexia diz que as tarifas da electricidade são definidas pelo Regulador, a ERSE. Ora isto é mistificador, porque a remuneração da maior parte da produção de electricidade sobre a qual a ERSE&amp;nbsp;calcula as tarifas&amp;nbsp;não é definida por esta&amp;nbsp;mas sim por &lt;strong&gt;legislação governamental&lt;/strong&gt; directa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-9171502328028083295?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/9171502328028083295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=9171502328028083295&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/9171502328028083295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/9171502328028083295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2012/01/edp-nossa-energia.html' title='EDP, a nossa energia...?'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sFfC9rAP_Ek/Tw698aWYShI/AAAAAAAAAZ8/Rn9-VRkSeB8/s72-c/17_capa_mercados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-3523400198366926070</id><published>2011-12-23T20:50:00.002Z</published><updated>2011-12-23T20:50:46.774Z</updated><title type='text'>Aos meus amigos, Feliz Natal e um bom ano do dragão (2012)!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JSrFY6e8yQ4/TvTpckpmFcI/AAAAAAAAAZ0/4jL8CABLrDM/s1600/Feliz+Natal+2011.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="438" src="http://3.bp.blogspot.com/-JSrFY6e8yQ4/TvTpckpmFcI/AAAAAAAAAZ0/4jL8CABLrDM/s640/Feliz+Natal+2011.png" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-3523400198366926070?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/3523400198366926070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=3523400198366926070&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3523400198366926070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3523400198366926070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/12/aos-meus-amigos-feliz-natal-e-um-bom.html' title='Aos meus amigos, Feliz Natal e um bom ano do dragão (2012)!'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JSrFY6e8yQ4/TvTpckpmFcI/AAAAAAAAAZ0/4jL8CABLrDM/s72-c/Feliz+Natal+2011.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-3721202293559658541</id><published>2011-10-30T09:30:00.003Z</published><updated>2011-11-05T08:50:51.796Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='smart grids'/><title type='text'>Smartgrids: Fantasia e realidade. Parte IV: os roteiros de Portugal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Há cerca de um ano iniciei uma série de posts sobre as &lt;em&gt;smartgrids&lt;/em&gt;, começando por &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/11/smartgrids-fantasia-e-realidade-parte-i.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;uma apreciação do roteiro europeu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Dias depois acrescentei &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/11/smartgrids-fantasia-e-realidade-parte.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;uma apreciação do roteiro norte-americano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e a seguir do &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/11/smartgrids-fantasia-e-realidade-parte_17.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;roteiro da China&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, onde concluía com um sublinhado da importância de normas internacionais, &lt;em&gt;standards&lt;/em&gt;, de comunicação informática para a viabilização das &lt;em&gt;smartgrids&lt;/em&gt; em larga escala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Neste último post anunciava que terminaria a série com um post final sobre as perspectivas portuguesas, mas passaria um ano até que as condições para isso estivessem maduras, coisa que considero estar neste momento. No último número (3º) da &lt;a href="http://www.energiaefuturo.pt/livraria/ficha.php?sku=rev03"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;revista Energia e Futuro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; publiquei um artigo de síntese sobre o assunto, de que respigo aqui as conclusões:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 24pt 0cm 10pt 14.2pt; mso-list: l0 level1 lfo1; mso-pagination: none; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;7.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;Lições do périplo e opções para o roteiro português nas smartgrids&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Portugal, como já foi referido, adoptou na década transacta a visão europeia mais utópica&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;das&lt;em&gt; smartgrids&lt;/em&gt;, com um firme apoio do Governo e das empresas de electricidade em que este detinha &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;golden-shares&lt;/i&gt;. Exemplos da promoção governamental desta visão foram o projecto “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Green Islands&lt;/i&gt;” para os Açores, e na EDP uma experiência de instalação de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smart meters&lt;/i&gt; foi reali­zada na cidade de Évora, embora ainda não sejam conhecidos resultados práticos da mesma. No entanto, o périplo que aqui se fez pelos diversos roteiros para as &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smartgrids&lt;/i&gt; nos grandes blocos mundiais permite suportar as seguintes lições:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 7.1pt; mso-list: l1 level1 lfo2; mso-pagination: none; mso-text-indent-alt: -7.1pt; text-align: justify; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;I.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O objectivo principal da instalação de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smart meters&lt;/i&gt;, como componente das&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; smartgrids,&lt;/i&gt; é o suporte de tarifas de electricidade volá­teis e rapidamente variáveis que reflictam a disponibi­li­dade intermitente da energia gerada por fontes eólicas e solares, supostas dominantes ou mesmo exclusivas no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mix&lt;/i&gt; elec­tro-produtor; um objectivo secundário mas importante nos EUA é uma racionalização dos consumos e correspondente redução. Um outro propósito pode exis­tir, o da redução de “per­das comerciais” (fraudes e furtos) quando estas são signifi­cativas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=36337476&amp;amp;postID=3721202293559658541#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;, moti­va­ção princi­pal da Itália quando iniciou a instalação de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smart meters&lt;/i&gt; em larga escala em 2006; mas este propósito pouco tem a ver com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smart­grids&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 7.1pt; mso-list: l1 level1 lfo2; mso-pagination: none; mso-text-indent-alt: -7.1pt; text-align: justify; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;II.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A operacionalização dos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smart meters&lt;/i&gt; acarreta sempre, no actual estado da tecnologia, um subs­tancial agravamento de custos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=36337476&amp;amp;postID=3721202293559658541#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;, agravado pelo contexto de uma geração predominante intermitente que arrasta uma subida generalizada das tarifas. Este aumento de custos sus­cita reacções negativas dos consumidores que são dificil­mente suportáveis pelos operadores em ambientes democráticos, e os estudos realizados na Europa sobre a rentabilidade do investi­mento em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smart meters&lt;/i&gt; têm sido todos negativos (excepto quando as “perdas comerciais” evi­tadas são importantes).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 7.1pt; mso-list: l1 level1 lfo2; mso-pagination: none; mso-text-indent-alt: -7.1pt; text-align: justify; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;III.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;As experiências americanas mostram que a racionalização de consumos e alguma adaptação dos mesmos à intermitência da geração (reflectida nas tarifas) só é aceite por parte conside­rá­vel dos consumidores se: 1) lhes proporcionar ganhos económicos; 2) não causar descon­forto excessivo; 3) garantir a privacidade e permitir dizer “não”; 4) exigir uma intervenção mínima, intuitiva e livre (do tipo “carregar num botão”). Estes requisitos só podem ser satisfeitos por sistemas intei­ramente automáticos que liguem em rede aparelhos consumidores e electrodomésticos aos&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; smart meters&lt;/i&gt;, sistemas esses de baixo custo. Este baixo custo requer, por sua vez, a existên­cia de normas de comu­nica­ção para essas redes domésticas que permita a interoperabilidade de novos apa­relhos consumidores fabricáveis em massa, garantindo, assim, a concorrência e a ino­vação. Estas normas ainda não existem e, sem elas, não haverá fabri­cação dos referidos apare­lhos “smart” e, sem estes, não haverá “gestão da pro­cura” em escala significativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 7.1pt; mso-list: l1 level1 lfo2; mso-pagination: none; mso-text-indent-alt: -7.1pt; text-align: justify; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;IV.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Dos pontos anteriores conclui-se que a “gestão da procura” numa escala económica e sistemi­camente significativa não ocorrerá enquanto uma nova tecnologia de redes de comu­nicações domésticas e respectivos aparelhos de consumo se não desenvolver em larga escala, o que não sucederá previsivelmente antes de uma década (a um nível capaz de ter impacto), opinião esta partilhada pela China. Dada por um lado a fra­queza da indús­tria por­tuguesa de electro­do­mésti­cos e outros aparelhos de consumo em Baixa Tensão, e por outro lado a natureza de mer­cado verdadeiramente global de produtos em jogo nestas tec­nologias, não parece que Portugal tenha um interesse prioritário em disputar lide­ranças nesta frente tecnológica das &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smart­grids&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 7.1pt; mso-list: l1 level1 lfo2; mso-pagination: none; mso-text-indent-alt: -7.1pt; text-align: justify; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;V.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;As micro-redes não se concretizarão, a não ser em certas instalações militares. Uma super-rede continental europeia, pelo contrário, poderá vir a materializar-se, se resolver algumas questões de soberania, mas Portugal não tem condições geográficas adequadas a uma signifi­ca­tiva inter­venção no assunto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 7.1pt; mso-list: l1 level1 lfo2; mso-pagination: none; mso-text-indent-alt: -7.1pt; text-align: justify; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;VI.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nem a “gestão da procura” nem as “super-redes”, que em todo o caso não se materializarão no futuro próximo, resolverão completamente o problema da intermitência de uma exces­siva gera­ção eólica e fotovoltaica. Os EUA, a China e diversos países europeus (da Polónia à Holanda) pla­neiam, por isso, uma importante componente nuclear no mix descarbonizado de geração eléc­trica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 7.1pt; mso-list: l1 level1 lfo2; mso-pagination: none; mso-text-indent-alt: -7.1pt; text-align: justify; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;VII.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Qualquer instalação em larga escala de tecnologias “smart” nas redes eléctricas exige a adopção internacional de normas de comunicação. Recentemente a Europa, os EUA e a China chegaram a consenso sobre essas normas, mas apenas no domínio da ciber­segurança e das comunicações usadas nas redes de Média e de Alta Ten­são.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O último ponto tem um particular interesse se se considerarem as tecnologias de Automatização das redes de Média e Alta Tensão (Distribuição e Transmissão), ou seja, as redes que se situam entre as de Baixa Tensão das micro-redes e as especiais em Muito Alta Tensão das super-redes. Um estudo do mercado norte-americano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=36337476&amp;amp;postID=3721202293559658541#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt; em que, como se viu, a modernização das redes EXISTEN­TES e do seu controlo informático é um dos pilares do projecto das &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smartgrids&lt;/i&gt;, perspec­tiva: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Uma infra-estrutura avançada de contagem e smart meters são as tecnologias fundacionais da rede eléctrica “smart”. Mas esta é mais do que contadores domésticos inteligentes&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;… Há outros projectos em fases iniciais de implementação de tecnologias e conceitos mais avançados de smartgrids….&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt; &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Automatização da Distribuição&lt;/b&gt; é a próxima “big thing” em smartgrids…. Para as empresas de electricidade, a sua implantação pode propiciar economias significativas através de melhorias mensuráveis na eficiência operacional, fiabilidade, qualidade de serviço e conserva­ção de energia –todas contribuindo para a satisfação dos consumidores. … A maioria dos gastos das empresas de energia serão em aparelhos de corte na Distribuição e respectivos con­trolos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;É de notar a coincidência das conclusões deste estudo do mercado americano com a opinião apresentada pelo Director da CPFL no Brasil, podendo afirmar-se que, seja qual for o ritmo de evo­lução das tecnologias “smart” na Baixa e na Muito Alta Tensão, a Automatização da Distribui­ção em Média e Alta tensão é algo que sucederá seguramente, visto que se aplica a redes já exis­tentes e para as quais também já existem as normas internacionais de comunicação informática.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Acontece que, por razões históricas, Portugal desenvolveu desde há 30 anos considerável expe­riência académica, industrial e de utilização nas tecnologias de Automatização da Distribuição de energia, o que lhe dá em princípio uma oportunidade de lutar aí por um lugar na liderança das &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smartgrids&lt;/i&gt;. Assim não seja esse “know-how” &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;perdido em prol de visões tecnoló­gicas determina­das por ideologias utópicas!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 6pt 7.1pt; text-indent: -7.1pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; O custo só da instalação dos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;smart meters&lt;/i&gt; é estimado, para grandes escalas, em 250€ por unidade, mas alguns sistemas mais simples, como o italiano, terão custado apenas cerca de 70€/unidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="FR" style="mso-ansi-language: FR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Verdana; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;Groupement Européen des entreprises et Organismes de Distribution d’ Energie, «&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;GEODE Position Paper on Smart Metering&lt;/i&gt;», Novembro 2009.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;[3] &lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;MRG Inc, “&lt;strong&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;U.S. Smart Grid, Beyond the Smart Meter&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;”, Março 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="FR" style="mso-ansi-language: FR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Num próximo post final analisarei o que está a acontecer neste quadro em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-3721202293559658541?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/3721202293559658541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=3721202293559658541&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3721202293559658541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3721202293559658541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/smartgrids-fantasia-e-realidade-parte.html' title='Smartgrids: Fantasia e realidade. Parte IV: os roteiros de Portugal'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-2501917252695308924</id><published>2011-10-16T12:30:00.004+01:00</published><updated>2011-10-16T18:17:08.173+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eólica'/><title type='text'>Energia eólica reduz investimentos e perdas na rede?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Um dos benefícios que o &lt;em&gt;lobby&lt;/em&gt; eólico e alguns desconhecedores costumam invocar para as energias renováveis é que elas poupam investimentos na rede eléctrica, assim como perdas na sua utilização, porque seriam consumidas no próprio local onde são produzidas, ou pelo menos ali perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora isso só é verdade para centrais geradoras com potências instaladas muito pequenas ou, sendo maiores, se inseridas em grandes complexos industriais que consomem de facto a maior parte dessa energia - como é o caso da cogeração, quando verdadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Um dos melhores exemplos do que realmente se passa é a situação da produção eólica, que invoca essa economia de redes eléctricas no último documento de publicidade enganosa que tenta passar por "estudo independente" da APREN (um "trabalho" que custou perto de 1/4 de milhão de € e que foi pago por um organismo dependente do Ministério da Economia, o &lt;em&gt;Fundo de Apoio à Inovação&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Com efeito, e como se pode consultar &lt;a href="http://www.centrodeinformacao.ren.pt/PT/publicacoes/EnergiaEolica/A%20Energia%20E%C3%B3lica%20em%20Portugal%20-%202010.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;strong&gt;44%&lt;/strong&gt; da potência eólica instalada está directamente ligada à rede de Muito Alta Tensão da REN!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na verdade, esses &lt;strong&gt;44%&lt;/strong&gt; directamente ligados à REN incluem parques com mais de &lt;strong&gt;100 MVA&lt;/strong&gt; (que totalizam 28% de toda a potência eólica instalada), e os restantes são essencialmente parques com mais de &lt;strong&gt;50 MVA&lt;/strong&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Nos 56% restantes, ligados à rede de Distribuição, só &lt;strong&gt;10%&lt;/strong&gt; têm potências instaladas inferiores a 10 MVA e estarão ligados de forma distribuída à rede de Média Tensão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A larga maioria destes 56%, &lt;strong&gt;46%&lt;/strong&gt; do total, tem potências entre os 10 e os 50 MVA, e está ligada ou à rede de repartição de 60 kV (a maior parte), ou pelo menos directamente às Subestações da EDP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Uma das razões disto ser assim são as economias de escala que se obtêm ao juntar os aerogeradores nos mesmos terrenos e partilhando linhas de ligação à rede.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, uma outra razão existe para isto, e que é o método de atribuição de "pontos de injecção" na rede dos parques eólicos (e, em geral, da produção em regime especial, PRE) usado em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Este método, ainda que informalmente, continua a ser o preconizado num "Guia Técnico" elaborado em 1988, quando as primeiras mini-hídricas e cogerações começaram a ser instaladas (as eólicas só chegariam uma década depois). Estipulava ele que a relação entre a "Potência de curto-circuito" da rede no ponto de ligação atribuído e a potência a instalar devia ser pelo menos de 20. Esta relação, também conhecida por relação de curto-circuito, visava limitar as perturbações causadas aos consumidores quando um PRE se liga&amp;nbsp;à rede, mas pressupunha certos factos tecnológicos que nunca se vieram a verificar (ver (1)). E, no entanto, essa regra tornar-se-ia norma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Daqui resulta que se, por exemplo, se quiser instalar um PRE de&amp;nbsp;10 MW, frequentemente ele se terá de ligar à rede de 60 kV, com&amp;nbsp;o correspondente custo agravado da ligação, e então este custo justifica-se melhor se for possível ligar um PRE de 20 ou mesmo 40 MW...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Há quase &lt;strong&gt;10 anos&lt;/strong&gt;, quando as eólicas se começavam a instalar,&amp;nbsp;elaborei, a pedido da DGEG, uma proposta de revisão da legislação e regulamentação técnica das condições de ligação à rede dos PRE, mas ficou na gaveta, disseram-me que por boicote da REN e da FEUP, que então tinham grande audiência no Ministério da Economia&amp;nbsp;(a proposta pode ser consultada &lt;a href="https://dspace.ist.utl.pt/bitstream/2295/221496/1/Proposta%20alteracao%20Regulamento%20MT_BT%20interligacao%20PRE%202002%20PSa.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e o guia técnico da sua aplicação&amp;nbsp;&lt;a href="https://dspace.ist.utl.pt/bitstream/2295/221497/1/Proposta%20Guia%20Tecnico%20interligacao%20PRE%202002%20PSa.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A proposta resultou de um &lt;em&gt;benchmarking&lt;/em&gt; que fiz do que havia na altura de melhor em todo o mundo, mas só muito recentemente algumas das disposições que eu aí preconizava começaram a ser aplicadas, graças a sugestões da EDP...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;De qualquer modo as eólicas vieram trazer novas exigências técnicas e, com o crescente tamanho que vêm adquirindo, dificilmente se podem instalar num quintal...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pesLrs4balo/Tpq_a9ThVPI/AAAAAAAAAX4/UgEk-rZMFfs/s1600/wind+mill.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-pesLrs4balo/Tpq_a9ThVPI/AAAAAAAAAX4/UgEk-rZMFfs/s640/wind+mill.jpg" width="499" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;(1) - O facto principal que aquela regra pressupunha era que os geradores viessem a ser predominantemente assíncronos, exigindo baterias de condensadores, que deviam injectar cerca de 60% de potência reactiva na rede. Com isso e uma&amp;nbsp;relação de&amp;nbsp;curto-circuito superior a 20, a ligação à rede nunca causaria variações de tensão superiores a 3%. Porém, basta que os PRE não injectem nem consumam potência reactiva nenhuma para que aquela variação de tensão seja quase nula, e &lt;strong&gt;será mesmo nula&lt;/strong&gt; se consumirem alguma reactiva, numa dada proporção da activa que injectam. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;É o que se faz em toda a parte, da Alemanha à Irlanda, e que permite que os PRE possam ser ligados a redes locais, com a única ressalva da potência&amp;nbsp; real (activa) que injectam na rede menos o mínimo gasto pelos consumidores locais ser comportável pelas linhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Assim, tem-se entre nós um perfeito aborto técnico, cuja persistência só se entende pela conjugação de interesses da REN (justificar investimentos desnecessários) com o dos grandes produtores (encarecer o acesso à rede para os pequenos). &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-2501917252695308924?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/2501917252695308924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=2501917252695308924&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/2501917252695308924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/2501917252695308924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/energia-eolica-reduz-investimentos-e.html' title='Energia eólica reduz investimentos e perdas na rede?'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pesLrs4balo/Tpq_a9ThVPI/AAAAAAAAAX4/UgEk-rZMFfs/s72-c/wind+mill.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-3832828903966681834</id><published>2011-10-15T06:45:00.002+01:00</published><updated>2011-11-02T12:12:13.942Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hídricas; eólica'/><title type='text'>Perdas no armazenamento eléctrico e o circuito comercial da energia eólica</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Como já &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/acertos-e-extras-sobre-rentabilidade.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;justifiquei aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, tenho assumido um rendimento global da bombagem pelas hidroeléctricas reversíveis de 75%, baseado em dados teóricos dificeis de confirmar empiricamente e, na dúvida,&amp;nbsp;preferindo "beneficiar o infractor".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Um desses dados teóricos é um exemplo hipotético constante da &lt;a href="http://www.gesaq.org/documents/PNBEPH_Memoria.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;memória descritiva do PNBEPH&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, na pag. 53, que diz "&lt;em&gt;considerando, por exemplo, que n&lt;span style="font-size: small;"&gt;b&lt;/span&gt;*n&lt;span style="font-size: small;"&gt;t&lt;/span&gt;=0,75&lt;/em&gt;...".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, depois de uma busca mais extensa e de algum diálogo com o Ecotretas, comecei a encontrar as tais evidências empíricas que me faltavam, conduzindo-me a valores de rendimento para a bombagem bastante inferiores, 70% na melhor hipótese.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora&amp;nbsp;descobri, na própria &lt;a href="http://www.gesaq.org/documents/PNBEPH_Memoria.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;memória descritiva do PNBEPH&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, pag. 151 (&lt;em&gt;4.2.2. Valia eléctrica dos aproveitamentos&lt;/em&gt;), uma afirmação que me escapara: "...&lt;em&gt;a eficiência global do processo bombagem-turbinamento será bastante inferior a 100% (usualmente &lt;strong&gt;65 a 70%&lt;/strong&gt; de rendimento global&lt;/em&gt;)"!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Portanto, e considerando ainda as perdas no transporte da energia eólica entre os respectivos parques e as barragens (pelo menos 1.5%),&amp;nbsp;não há&amp;nbsp;dúvida que se pode afirmar com toda a segurança que na bombagem se perde &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red; font-size: x-large;"&gt;1/3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da energia eólica armazenada, e não &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;1/4&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; como tenho assumido!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Por outro lado, existe &lt;a href="http://www.centrodeinformacao.ren.pt/PT/publicacoes/PublicacoesGerais/Relat%C3%B3rio%20Intercalar%20sobre%20Seguran%C3%A7a%20de%20Abastecimento%20ao%20n%C3%ADvel%20da%20Produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20Electricidade%20-2009-2020%20-%20Sum%C3%A1rio%20Executivo.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;um documento da R&lt;/span&gt;EN&lt;/a&gt; que reconhece que, devido à confluência da chuva com o vento nos Invernos, nem todo o excesso de energia eólica poderá ser armazenado, tendo de se "deitar fora" entre &lt;strong&gt;1 e 3%&lt;/strong&gt; do total, respectivamente nos cenários de produção eólica que havia e o previsto para 2020. Por conseguinte, a consideração de perdas ainda maiores que 1/3, nesses cenários de produção eólica, e &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/acertos-e-extras-sobre-rentabilidade.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;como fiz aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, não é exagerado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6rPoNU7CbCw/TpkJ5j_nlvI/AAAAAAAAAXo/RTMTPMBYR3A/s1600/excesso+eolica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="409" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-6rPoNU7CbCw/TpkJ5j_nlvI/AAAAAAAAAXo/RTMTPMBYR3A/s640/excesso+eolica.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Vejamos agora como funciona o "circuito comercial" desta energia eólica, de modo a clarificar de vez as mistificações que alguns têm propalado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Assumamos, por hipótese, que estamos em 2020, com 8500 MW de potência eólica instalada, que produzem em média anual&amp;nbsp;2100 MW.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Estes &lt;strong&gt;2100 MW médios&lt;/strong&gt; dão uma ideia da &lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;strong&gt;energia anual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; gerada mas, como já expliquei noutros &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt;, haverá alturas em que as eólicas estarão a produzir 80 a 90% da potência instalada (7500 MW), e outras em que se ficam pelos 6 a 10% (700 MW), e o sistema tem que ser capaz de viver com esses extremos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Voltando à&amp;nbsp;energia e seu circuito comercial, os 2100 MW médios&amp;nbsp;são obrigatoriamente aceites pelas redes da&amp;nbsp;REN e da EDP a que os produtores eólicos estão ligados, mas quem compra a energia eólica pelo valor tarifado é o "comercializador de último recurso", a EDP SU ("Serviço Universal"). Este valor é, em &lt;strong&gt;2011&lt;/strong&gt;, em média, de &lt;strong&gt;9,54 ç/kWh&lt;/strong&gt;, como se pode &lt;a href="http://www.erse.pt/pt/electricidade/factosenumeros/Documents/SIPRESet11infoJul11.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;ver aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (&lt;span style="font-size: small;"&gt;o &lt;em&gt;lobby&lt;/em&gt; eólico detesta que se mostrem estes números&lt;/span&gt;...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-heJs5hr6lxw/TpkKWJ59WtI/AAAAAAAAAXw/xnLYvvK6upI/s1600/eolica2011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-heJs5hr6lxw/TpkKWJ59WtI/AAAAAAAAAXw/xnLYvvK6upI/s640/eolica2011.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Tendo então pago aos produtores eólicos&amp;nbsp;&lt;strong&gt;1756 milhões de €,&lt;/strong&gt; por aqueles 2100 MW médios anuais (&lt;span style="font-size: small;"&gt;na realidade e presentemente, como ainda vamos em metade desses 8500 MW, os produtores eólicos também só recebem metade daquele dinheiro,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #38761d;"&gt;878 milhões de €&lt;/span&gt;),&amp;nbsp;o comercializador vende directamente à EDP Distribuição 2/3 dessa energia, ao valor de mercado médio de cerca de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;5 ç/kWh&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Portanto, por 2/3 da energia pela qual terá pago 2/3 x 1756 M€ = 1171 M€, receberá dos consumidores apenas 614 M€ à conta de energia. O resto, 557 M€, será pago pelos consumidores como "&lt;em&gt;custos de interesse económico geral&lt;/em&gt;", ou CIEG, neste exemplo a &lt;strong&gt;4,54 ç/kWh&lt;/strong&gt; - o que faltava para os &lt;strong&gt;9,54 ç/kWh&lt;/strong&gt; recebidos pelos produtores eólicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Continuando o exemplo hipotético, p&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;ara o outro 1/3 de energia eólica que sobrou, 700 MW em média, não há consumidores, e por isso o comercializador vende-a a preço &lt;strong&gt;zero&lt;/strong&gt; a quem aparecer, e quem aparece são as barragens. Porém, como o pagou a 9,54 ç/kWh aos produtores eólicos, fica com um prejuízo de &lt;strong&gt;585,4 M€,&lt;/strong&gt; de cujo reembolso a ERSE se encarregará de tratar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;As barragens, que&amp;nbsp;compraram essa energia a 0 ç/kWh&lt;strong&gt;,&lt;/strong&gt; vendem-na, nas horas de ponta, por exemplo a 9 ç/kwh, mas na verdade não toda, porque &lt;strong&gt;1/3&lt;/strong&gt; se perdeu no processo; vendem apenas 460 MW em média. Recebem, portanto, &lt;strong&gt;362,9 M€&lt;/strong&gt; anuais, o suficiente para rentabilizar o serviço prestado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Entretanto, os consumidores adquiriram 1400 MW médios pelos quais pagaram os 9,54 ç/kWh devidos aos produtores eólicos (5 à conta de energia e 4,54 à conta de CIEG, como vimos), e adquiriram mais 460 MW das barragens, a 9 ç/kWh.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas as contas não estão completas. Faltam os 585,4 M€ de prejuízo que o comercializador teve ao adquirir os 700 MW eólicos a 9,54 ç/kWh para os vender de borla às barragens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Duas coisas podem agora acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na primeira, a ERSE manda repercutir na tarifa dos consumidores aquele valor (eventualmente no ano seguinte), e estes vêm a pagar, portanto, mais 585,4 M€ pelos 1860 MW médios de energia&amp;nbsp;eólica que lhes chegou aos contadores (desprezando as perdas na rede), ou seja, pagam mais &lt;strong&gt;3,6 ç/kWh&lt;/strong&gt; eólico (585,4 M€/(1860*8760 horas)), naturalmente como CIEG!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Recapitulando, os consumidores adquirem 1400 MW ao preço pago aos produtores eólicos (9,54 ç/kWh) e 460 MW ao preço pago às barragens (9,0 ç/kWh), mas depois pagam ainda 3,6 ç/kWh por cada um desses 1860 MW médios, o que dá um custo total de exactamente &lt;strong&gt;13,0&lt;/strong&gt; ç/kWh.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O acréscimo de 3,46 ç/kWh sobre os 9,54 ç/kWh pagos aos produtores eólicos é o sobrecusto sistémico das barragens e das perdas no processo de armazenamento. Totaliza, como vimos, &lt;strong&gt;585,4 M€,&lt;/strong&gt; dos quais &lt;strong&gt;362,9 M€&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;são as receitas das barragens, e a diferença, &lt;strong&gt;222,5 M€,&lt;/strong&gt; é o&amp;nbsp;pagamento da energia perdida na armazenagem, paga aos produtores mas impossível de consumir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas pode acontecer outra coisa.&lt;br /&gt;Pode acontecer que o Governo decida que não quer sobrecarregar já os consumidores, e que portanto os tais 585,4 M€ de prejuízo da EDP SU não sejam repercutidos no tarifário dos consumidores no ano seguinte. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O comercializador fica com esses 585,4 M€ em crédito, que regista como "activo circulante", mas o dinheiro na verdade está em falta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É o défice tarifário.&lt;br /&gt;Que faz então o comercializador? Vende esse crédito à banca, ("titulariza-o") e recebe o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Quem fica com a dívida agora é a banca, mas esta não tem que se preocupar porque o Estado garante o pagamento do défice que entretanto rende juros. Neste exemplo,&amp;nbsp;585,4 M€.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Naturalmente, essa dívida vai crescer, por via dos juros acumulados e, por outro lado, ao ter servido para reembolsar a EDP SU do seu prejuízo, esse dinheiro vai faltar à banca para financiar a economia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É o que vinha a acontecer, e &lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2058096&amp;amp;page=-1"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;é o que vai continuar a acontecer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Claro que os &lt;strong&gt;13,0 ç/kWh&lt;/strong&gt; a que cheguei no exemplo não são tudo o que o consumidor vai pagar,&amp;nbsp;nem sequer tudo o que vai pagar pelo custo da energia eólica. Terá ainda que pagar o&amp;nbsp;&lt;em&gt;backup&lt;/em&gt; das térmicas necessárias para quando não há vento e que quando há estão paradas mas prontas a produzir, e ainda o custo da rede eléctrica e os custos de todos os restantes serviços associados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mais IVA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-3832828903966681834?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/3832828903966681834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=3832828903966681834&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3832828903966681834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3832828903966681834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/perdas-no-armazenamento-electrico-e-o.html' title='Perdas no armazenamento eléctrico e o circuito comercial da energia eólica'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6rPoNU7CbCw/TpkJ5j_nlvI/AAAAAAAAAXo/RTMTPMBYR3A/s72-c/excesso+eolica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-8687759479838665694</id><published>2011-10-13T17:23:00.005+01:00</published><updated>2011-10-19T20:24:22.205+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eólica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hídricas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes eléctricas'/><title type='text'>Encargos de potência: rendas ou sobrecustos da energia eólica?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Há semanas fui entrevistado para um programa sobre as barragens que passou na RTP 2 há dias, e que pode ser &lt;a href="http://www.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Biosfera"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;visualizado aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; por quem quiser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="360" src="http://www.dailymotion.com/embed/video/xlo7r8" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/xlo7r8_encargos-de-potencia-rendas-ou-sobrecustos-da-energia-eolica_news" target="_blank"&gt;Encargos de potência: rendas ou sobrecustos da...&lt;/a&gt; &lt;i&gt;por &lt;a href="http://www.dailymotion.com/BBird351" target="_blank"&gt;BBird351&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Nesse programa expliquei à jornalista o papel das barragens reversíveis na regularização da energia eólica e como o sobrecusto daí decorrente era imputável àquela forma de produção, mas houve pontas soltas na minha entrevista que não foram convenientemente tratadas pela reportagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Uma dessas pontas é a verba que as barragens vão receber a título de encargo de potência, e que o Prof. Joanaz de Melo estimou em 49 M€/ano (eu estimei 52 M€&amp;nbsp;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/09/condicoes-de-rentabilidade-das-novas.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;nestas contas aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, mas a diferença&amp;nbsp;é um&amp;nbsp;detalhe menor).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O Prof. Joanaz de Melo e a reporter falam desta verba como uma "&lt;em&gt;renda&lt;/em&gt;", que as barragens receberão "&lt;em&gt;quer produzam quer não&lt;/em&gt;", mas é altura de esclarecer que essa receita corresponde de facto ao pagamento de um serviço, e que esse serviço é absolutamente necessário, pelas razões que vou mostrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Um sistema eléctrico tem de ter capacidade instalada capaz de satisfazer a ponta máxima de consumo anual que possa ocorrer, e que por cá é no Inverno. Como pode haver alguma central momentâneamente avariada, e como o consumo pode por qualquer razão metereológica exceder um pouco o previsto (um frio intenso, por exemplo), em geral na península ibérica tem-se uma reserva de 10% sobre essa ponta de potência máxima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Quer isto dizer, por exemplo, que se se admitir que no Inverno poderemos atingir&amp;nbsp;9,5 GW de consumo máximo, o sistema tem que prever&amp;nbsp;10,5 GW de potência disponível para acorrer a essa ponta de consumo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Numa central termoeléctrica, ou nas hidroeléctricas no Inverno, podemos contar com a sua potência instalada para isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mesmo no que respeita aos produtores independentes mas termoeléctricos, como a biomassa, Resíduos Sólidos, biogás, cogeração, e também nas mini-hídricas, podemos estatisticamente contar com uma parte muito substancial da sua capacidade para ajudar à tal ponta máxima de consumo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, nas centrais de energias renováveis intermitentes, não!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A energia fotovoltaica, por exemplo, obviamente não gera&amp;nbsp;à noite, e também gera muito menos no Inverno que no Verão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, o grande problema da nossa rede nesta matéria é a energia eólica, devido à enorme capacidade que ela já tem cá instalada e à que ainda se planeou vir a instalar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Com efeito, neste momento teremos uns 4,2 GW de eólicas instaladas que, em média anual, produzem 1,05 GWh.ano (17.5% de toda a electricidade consumida anualmente, tanto já como na Dinamarca), e que em certas madrugadas de muitos dias do ano chegam a estar a produzir mais do que o que se é capaz de consumir, razão de ser da armazenagem pelas barragens que a reportagem abordou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, isto é imprevisível e não se pode contar com isto para a tal ponta de consumo anual pelo Inverno!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;De facto, há também muitos dias, em especial no Verão, em que as eólicas só trabalham a 6% da sua capacidade, por falta de vento, e embora no Inverno, quando ocorrem as pontas de consumo, o mínimo com que se possa contar seja um pouco melhor, mesmo assim não ultrapassa os 0,4 GW, menos de 10%!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ou seja: por mais energia eólica que tenhamos, temos de ter sempre outras centrais que podem estar "&lt;em&gt;a produzir ou não&lt;/em&gt;", como dizia o Prof. Joanaz de Melo, mas que realizam um serviço indispensável: o de acorrer à produção, especialmente na tal ponta de consumo anual, no qual praticamente não se pode contar com o vento para o efeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E se essas centrais têm que estar disponíveis, têm que ser construídas e mantidas em boas condições. Mesmo que muitas vezes estejam paradas!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E isso implica um custo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Custo que, obviamente, resulta da intermitência incontrolável das formas de produção fotovoltaica e eólica. Um sobrecusto que &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/06/os-cae-e-os-cmec-sao-ainda-parcialmente.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;se lhes deve, por isso, imputar por inteiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Espero que tenha ficado claro por que razão, mesmo que o plano completamente delirante de virmos a ter 8500 MW de potência eólica instalada se concretizasse, continuaríamos a precisar de praticamente as mesmas centrais hidroeléctricas e térmicas para satisfazer as pontas de consumo, já que não se pode nunca contar antecipadamente com mais de 6 a 8% da capacidade eólica para satisfazer essa necessidade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E falei em térmicas porque há anos em que há pouca chuva e portanto também não há agua nos rios no Verão, nem vento, e embora no Verão as pontas de consumo sejam menores que no Inverno, em contrapartida ainda há menos vento e menos água nos rios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Isto não é novidade nenhuma para quem sabe alguma coisa do assunto, e é por isso que nos anos 70 em Portugal se avançou para a construção de algumas termoeléctricas, depois de uma série de anos secos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E é por isso que boa parte dos tais "subsídios" pagos também às termoeléctricas são ainda sobrecustos da energia eólica; o vento pode reduzir a produção de energia total daquelas térmicas, mas não reduz em quase nada a necessidade de as ter "à mão". E se elas não cobram na energia, é preciso pagar-lhes só para estarem lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;De facto, o problema da energia eólica, a partir do momento em que atinge quando está no máximo o consumo mínimo de um país (o que já acontece cá), é que só é capaz de andar se tiver duas muletas: uma para as alturas de excesso (muleta da armazenagem), e outra para as alturas de falta de vento (muleta de &lt;em&gt;backup&lt;/em&gt;). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E na fotovoltaica é ainda pior!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora as muletas têm de se pagar!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-8687759479838665694?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/8687759479838665694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=8687759479838665694&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/8687759479838665694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/8687759479838665694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/encargos-de-potencia-rendas-ou.html' title='Encargos de potência: rendas ou sobrecustos da energia eólica?'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-53093084669315139</id><published>2011-10-09T13:00:00.000+01:00</published><updated>2011-10-09T13:12:37.440+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes eléctricas'/><title type='text'>Ingenuidades juvenis e a Madeira</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Segundo acabo de ler num jornal, a Empresa de Electricidade da Madeira, EEM, estará a &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/viaturas-da-eletricidade-da-madeira-transportam-eleitores=f679176"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;transportar eleitores até às urnas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Numas eleições que se adivinham renhidas como nunca, gestos destes poderão significar a vitória ou não de Alberto João Jardim. Digo "poderão", porque nem sei se a notícia é verdadeira...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O que a notícia me fez recordar foi a minha única experiência de relacionamento com a EEM, em 1988, já lá vão uns 23 anos. Na altura eu ainda era muito intolerante perante a fraqueza alheia, vindo como vinha de tempos e experiências, na primeira metade dos&amp;nbsp;anos 70,&amp;nbsp;em que o nível de&amp;nbsp;exigência normal era ser-se herói - herói ou proscrito, era a opção...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A história conto-a assim: a EEM defrontava-se com um problema na sua rede eléctrica em que, quando havia um curto-circuito numa das novas linhas de 60 kV da ilha, as protecções não só desligavam essa linha, como deviam, como também desligavam os cabos e linhas de 30 kV que alimentavam o Funchal, que ficava às escuras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na EEM pensavam que tinham um problema de selectividade de protecções e, como à época eu era considerado o especialista nacional no assunto, o mesmo veio ter comigo, depois de passar pelo INESC onde ninguém sabia como pegar naquilo. Continuou a acontecer, isso dos problemas difíceis de protecções virem ter comigo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Antes de tentar analisar propriamente o sistema de protecções que a Madeira tinha eu, como um médico que começa por fazer um exame geral a um novo doente, resolvi fazer uma análise geral da rede eléctrica da ilha, para me familiarizar com ela. Distribuição do trânsito de energia pelas linhas e cabos, cálculo de curto-circuitos, até a estabilidade da rede estudei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É um tipo de análise corrente em redes eléctricas, que requer programas especiais de computador a que, à época, em que ainda não havia PCs, e muito menos Internet,&amp;nbsp;pouca gente tinha acesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora logo ao fazer essa análise prévia da rede percebi a origem do problema, que não era um problema de selectividade de protecções, tal como por vezes um aparente problema de rins está num foco infeccioso noutro orgão... !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O problema estava em que, tendo nós&amp;nbsp;aderido à "Europa" e tendo começado a chegar os fundos europeus, a Madeira tinha também começado a fazer grandes investimentos na sua rede eléctrica, e tinha construído e ampliado um conjunto de pequenas hidroeléctricas, no extremo Ocidental da ilha, que ligara ao Funchal, a Sudeste, por linhas de 60 kV. As linhas de&amp;nbsp;60 kV eram, para a Madeira (como o são nos Açores), as "auto-estradas" da energia e, segundo constava, estas novas linhas tinham atravessado vaus e serras e até tinham sido utilizados helicópteros para a sua colocação, tendo sido inauguradas pelo próprio Presidente da ilha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O que eu constatava com a análise do trânsito de energia na rede, porém, é que nessas linhas não passava energia praticamente nenhuma, enquanto as velhas linhas e cabos de 30 kV, que iam pela orla Sul da ilha, estavam perto dos limites das suas capacidades. E o que é que acontecia? Acontecia que sempre que havia um curto-circuito (coisa normal numa rede eléctrica) nessas linhas de 60 kV, levando as respectivas protecções a desligá-las, as antigas de 30 kV ficavam com a carga delas e entravam em sobrecarga, seguindo-se a sua correcta desligação pelas protecções respectivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O problema, portanto, estava na própria estrutura da rede eléctrica e na forma como aquelas linhas novas de 60 kV tinham sido adicionadas ao sistema da ilha. A rede não era capaz de suportar contingências, como se diz no jargão técnico da especialidade. Apesar de malhada, não tinha "segurança N-1"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Procurando averiguar, pelo estudo suportado em computador, o que havia de errado, dei-me conta que as linhas tinham sido decididas sem que tivesse havido qualquer estudo prévio da rede resultante e tinham sido concebidas "a olho". De facto, era evidente que se tinha procurado que as linhas fossem curtas, para que a energia fosse preferencialmente por elas, mas elas tinham sido acrescentadas à rede pré-existente, de 30 kV, através de transformadores de 30 para 60 kV colocados nos seus extremos, e o que acontecia é que esses transformadores inseriam uma "resistência" em série com as linhas que impedia a passagem da energia - e ninguém tinha antecipado isso!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Pouco diplomata como eu era nesse tempo, fiz um relatório a explicar a situação, e a propor medidas correctivas na estrutura da rede, as quais teriam de anteceder qualquer revisão do sistema de protecções. E lembro-me que teci algumas considerações menos elogiosas sobre a falta de um estudo prévio num investimento daquela natureza...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Claro, nunca mais na vida fui contactado pela EEM e nem um "obrigado" recebi por este estudo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Sei que depois disso a EEM implementou algumas das medidas correctivas da rede que eu propus e muitas outras, e que veio a estabelecer colaborações com outros académicos, mas comigo é que nunca mais quis nada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Eu, pelo meu lado, por muito tempo considerei que a Madeira era um caso de 3º Mundo, porque se é certo que não tinha que ter especialistas capazes de lhe fazerem estudos daqueles, sempre poderia ter seguido o exemplo dos Açores que, em situação semelhante, recorrera à consultoria externa (ainda que de uma empresa estrangeira). E desde aí sempre achei que havia uma enorme diferença de mentalidade e cultura entre os dois arquipélagos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Acabei por nunca ir à Madeira, até hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A última vez que passei pela Madeira foi há mais de 50 anos, era ainda criança, em viagem de paquete para Angola. Lembro-me de o barco ancorar ao largo e virem até ele uns pequenos "gasolinas" com uns miúdos que pediam moedas aos passageiros do paquete. Os passageiros atiravam as moedas lá de cima e estas caíam no mar, e imediatamente os miúdos mergulhavam para as apanhar na água.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Aquilo impressionava-me, nos meus 6 ou 7 anos de idade. O mar era enorme e os miúdos, quase da minha idade,&amp;nbsp;eficazes a apanhar as moedas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Sei que essa miséria acabou e talvez vá de novo à Madeira este fim de ano... Hoje sou muito mais&amp;nbsp;tolerante do que era em 1988 e o povo da ilha vai precisar da nossa&amp;nbsp;solidariedade!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-53093084669315139?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/53093084669315139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=53093084669315139&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/53093084669315139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/53093084669315139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/ingenuidades-juvenis-e-madeira.html' title='Ingenuidades juvenis e a Madeira'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-5729254299012741485</id><published>2011-10-08T13:22:00.002+01:00</published><updated>2011-10-09T00:21:40.020+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solar'/><title type='text'>Nada muda?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;... e, enquanto o Governo hesita sobre se há-de cumprir as recomendações da &lt;em&gt;troika&lt;/em&gt; e cortar nas rendas instaladas na Energia, ou ganhar agora&amp;nbsp;uns desejados 0,5 a&amp;nbsp;2 biliões extra&amp;nbsp;nas privatizações em troca de um défice tarifário de 3&amp;nbsp;ou mais&amp;nbsp;biliões que há-de vir ter ao Estado daqui a&amp;nbsp;poucos anos, por força do art.º 5 do &lt;a href="http://www.mercado.ren.pt/DocReg/BibLegisla/DL%20165%20de%202008.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;DL 165/2008&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=11222"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;mais um parque fotovoltaico é anunciado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que irá sobrecustar aos consumidores mais &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;11,3 milhões de €&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ao ano!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FEzpkRGu-Bs/TpA_XrUcn-I/AAAAAAAAAXk/Il6fbWzzBno/s1600/energiasolarpainel004_%2528small%2529_1317909515.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="313" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-FEzpkRGu-Bs/TpA_XrUcn-I/AAAAAAAAAXk/Il6fbWzzBno/s400/energiasolarpainel004_%2528small%2529_1317909515.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;De facto, a tarifa da fotovoltaica anda agora em 34 ç/kWh, quando o valor médio de mercado da electricidade assumido pela ERSE anda pelos 4,5 ç/kWh. Por outro lado, é provável que o factor de utilização desta central atinja os 20%, o que permitirá gerar 38,6 GWh/ano. 38,6 GWhx(34-4,5)/100 = 11,3 M€.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-5729254299012741485?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/5729254299012741485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=5729254299012741485&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/5729254299012741485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/5729254299012741485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/nada-muda.html' title='Nada muda?'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FEzpkRGu-Bs/TpA_XrUcn-I/AAAAAAAAAXk/Il6fbWzzBno/s72-c/energiasolarpainel004_%2528small%2529_1317909515.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-4329758794066330770</id><published>2011-10-03T13:30:00.005+01:00</published><updated>2011-10-03T13:51:15.255+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hídricas'/><title type='text'>Acertos e extras sobre a rentabilidade das novas hidroeléctricas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Depois da compilação actualizada das &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/09/condicoes-de-rentabilidade-das-novas.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;minhas&amp;nbsp;contas sobre&amp;nbsp;as novas hidroeléctricas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um diálogo com o Ecotretas levou-me a rever os cálculos no pressuposto de que o rendimento do processo de armazenagem é, não os 75% que tenho assumido até aqui, mas na verdade inferior a 70%.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;De facto, a literatura optimista que preconiza o armazenamento hídrico como forma de regularizar as renováveis intermitentes costuma apontar a banda de 70-82% para os rendimentos do processo, e foi por isso que eu, preferindo pecar por excessiva bondade do que por má fé, tenho considerado o valor médio dessa banda e arredondado para cima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, toda a literatura que se baseia em dados reais de hídricas de bombagem reais aponta antes a banda de 65-77% (ou seja, menos 5% que a outra), e um dado concreto é a eficiência atingida em algumas&amp;nbsp;grandes barragens chinesas feitas com o apoio técnico da sabedora e experiente EDF: 70%.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Assim, os dados que o trabalho orientado pelo Prof. Peças Lopes (agora ocultado do escrutínio público) e que eu mencionara no post anterior, que efectivamente eram de um rendimento&amp;nbsp;inferior a 70%, devem ser típicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Por outro lado, também tenho assumido umas perdas na rede da REN, para o tansporte dos parques eólicos às barragens, de apenas 1%, mas os relatórios da REN mostram que o valor típico anda na banda 1,5-2%.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Assim, e se refizer as contas do &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; anterior considerando um rendimento total para o armazenamento hídrico de 68, 66 e 63%, respectivamente para uma potência eólica instalada de 4250 MW ( a actualmente existente), 5700 MW (a considerada pela REN para o PNBEPH) e de 8500 MW (a planeada pelo Governo anterior), os resultados modificam-se como mostrarei. O rendimento decrescente que indiquei resulta de, crescendo a quantidade de água bombada, crescerá também a quantidade que terá de ser dissipada abrindo as comportas das barragens, devido à competição com a água da chuva pela capacidade das albufeiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Antes de continuar, convém notar que o armazenamento hídrico acresce o custo do kWh de energia eólica em duas parcelas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- a primeira resulta do custo propriamente do armazenamento, ou seja, essencialmente as receitas das hidroeléctricas pelo serviço prestado;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- a segunda resulta de que, sendo a energia eólica paga directamente aos produtores, o custo para os consumidores&amp;nbsp;é o mesmo mas a dividir por uma quantidade de energia eólica menor, devido às perdas no processo de armazenamento. Ou seja, esta parcela resulta dos consumidores pagarem também as perdas da armazenagem, na origem e ao produtor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Considerando então agora estes novos rendimentos e que , para os três cenários de potência eólica instalada e admitindo sempre um factor de utilização de 25%, no primeiro (4250 MW instalados, 1062.5 MW produzidos em média) se armazenarão em média 175 MW (1/6), que no segundo (5700 MW, 1425 MW em média) se armazenarão em média 350 MW (1/4),&amp;nbsp; e que no último (8500 MW, 2125 MW em média) se armazenarão 700 MW (1/3), obtem-se, assumindo como antes 8,5% de taxa de remuneração do investimento e um diferencial de 6,5 ç/kWh entre o preço de venda e o de compra pela EDP da energia eólica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="background-color: #38761d; color: white; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Cenário com a potência eólica actualmente instalada (4250 MW)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Neste cenário a EDP não consegue recuperar o investimento feito. Os custos adicionais para os consumidores resultantes do armazenamento serão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- receitas das hidroeléctricas - 1,81 ç/kWh eólico;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- pagamento das perdas - 0,45 ç/kWh eólico;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- Sobrecusto total por kWh de origem eólica - &lt;strong&gt;2,26&lt;/strong&gt; ç/kWh;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- Adicional de custo por cada kWh consumido no país - 0,4 ç/kWh;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- % de sobrecusto na factura média: &lt;strong&gt;3,7%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- saldo energético das novas barragens: 136 MW hídricos - 56 MW de perdas (em média)&amp;nbsp;= 80 MW.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="background-color: #38761d; color: white; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Cenário com a potência eólica instalada de&amp;nbsp;5700 MW&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Neste cenário a EDP já consegue recuperar o investimento feito, mas ao fim de 50 anos. Os custos adicionais para os consumidores resultantes do armazenamento serão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- receitas das hidroeléctricas - 1,97 ç/kWh eólico;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- pagamento das perdas - 0,74 ç/kWh eólico;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- Sobrecusto total por kWh de origem eólica - &lt;strong&gt;2,71&lt;/strong&gt; ç/kWh;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- Adicional de custo por cada kWh consumido no país - 0,62 ç/kWh;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- % de sobrecusto na factura média: &lt;strong&gt;5,8%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- saldo energético das novas barragens: 136 MW hídricos -&amp;nbsp;120 MW de perdas (em média)&amp;nbsp;=&amp;nbsp;16 MW.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="background-color: #38761d; color: white; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Cenário com a potência eólica instalada de&amp;nbsp;8500 MW&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Neste cenário a EDP recupera o investimento feito em&amp;nbsp;13 anos. Os custos adicionais para os consumidores resultantes do armazenamento serão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- receitas das hidroeléctricas - 2,16 ç/kWh eólico;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- pagamento das perdas - 1,12 ç/kWh eólico;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- Sobrecusto total por kWh de origem eólica - &lt;strong&gt;3,28&lt;/strong&gt; ç/kWh;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- Adicional de custo por cada kWh consumido no país - 1,07 ç/kWh;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- % de sobrecusto na factura média: &lt;strong&gt;10%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- saldo energético das novas barragens: 136 MW hídricos -&amp;nbsp;266 MW de perdas (em média)&amp;nbsp;=&amp;nbsp;&lt;strong&gt;-130&lt;/strong&gt; MW.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-4329758794066330770?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/4329758794066330770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=4329758794066330770&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4329758794066330770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4329758794066330770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/10/acertos-e-extras-sobre-rentabilidade.html' title='Acertos e extras sobre a rentabilidade das novas hidroeléctricas'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-4613295587282138786</id><published>2011-09-30T23:59:00.012+01:00</published><updated>2011-10-02T13:13:05.220+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hídricas'/><title type='text'>Condições de rentabilidade das novas hidroeléctricas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Faz hoje exactamente 2 anos que pela primeira vez &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/09/clusters-industrais-nas-renovaveis-23_30.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;escrevi aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que os extraordinários investimentos em hidroelectricidade anunciados pelo Governo de então não iam gerar energia praticamente nenhuma - iam, sim, servir de estabilizador das energias eólica e solar que então se projectavam a uma escala gigantesca!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Chegara a esta conclusão depois de consultar a informação publicamente disponível na net, estimulado pelos extraordinários números que eram avançados, e apesar de uma &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/02/mais-uma-ministra-da-propaganda.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;imensa propaganda que mistificava&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; deliberadamente o assunto. No caminho, deparei com alguém que já fizera reflexão semelhante, o economista Eugénio Rosa, mas que, talvez por falta de conhecimentos técnicos, tinha erradamente chegado&amp;nbsp;à conclusão que o objectivo era dar consumo&amp;nbsp;à electricidade espanhola nuclear,&amp;nbsp;a qual porém&amp;nbsp;nunca precisou de tal recurso nem irá precisar. Eugénio Rosa tinha errado no alvo, mas não tinha errado no facto de ser a bombagem a grande motivação de todo o investimento anunciado *!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Depois desse &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; de há 2 anos escrevi outros (podem ser rapidamente encontrados na rúbrica "hídrica" à direita), e todo o assunto das renováveis intermitentes e do seu sobrecusto sistémico ganhou grande projecção, mas há um&amp;nbsp;aspecto que ainda não analisei devidamente: o dos mecanismos de recuperação dos investimentos anunciados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Para discutir esta questão, começo por recapitular, corrigindo alguns erros de pormenor de &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; passados, a potência &lt;strong&gt;média&lt;/strong&gt; (em MW) de origem hídrica prevista para cada empreendimento, a qual se obtém dividindo os GWh/ano estimados nas memórias técnicas dos empreendimentos por 8,766, o número médio de milhares de horas de um ano. As referidas memórias técnicas estão todas &lt;a href="http://pnbeph.inag.pt/np4/documentos.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Do &lt;a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/Documentos/Governo/MAOTDR/Plano_Barragens_Memoria_Final.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; foram concessionadas 8 barragens, algumas das quais têm suscitado protestos ambientalistas e de sectores das populações locais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Girabolhos (&lt;span style="color: purple;"&gt;Endesa&lt;/span&gt;):&amp;nbsp; &lt;strong&gt;11.29&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo08_Girabolhos.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;99&lt;/span&gt; Gwh/ano);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Vigado/Alto Tâmega (&lt;span style="color: purple;"&gt;Iberdrola&lt;/span&gt;): &lt;strong&gt;13.00&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo03_AltoTamegaVidago.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;114&lt;/span&gt; GWh/ano);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Daivões (&lt;span style="color: purple;"&gt;Iberdrola&lt;/span&gt;): &lt;strong&gt;16.88&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo04_Daivoes.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;148&lt;/span&gt; GWh/ano);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Padroselo (&lt;span style="color: purple;"&gt;Iberdrola&lt;/span&gt;): &lt;strong&gt;11.64&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo02_Padroselos.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;102&lt;/span&gt; GWh);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Gouvães (&lt;span style="color: purple;"&gt;Iberdrola&lt;/span&gt;): &lt;strong&gt;17.45&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo06_Gouvaes.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;153&lt;/span&gt; GWh/ano);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Foz Tua (&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;EDP&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;): &lt;strong&gt;38.79&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=pnbeph_anexo01_FozTua.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;340&lt;/span&gt; Gwh/ano);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Fridão (&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;EDP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;): &lt;strong&gt;34.11&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo05_Fridao.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;299&lt;/span&gt; GWh/ano);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Alvito (&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;EDP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;): &lt;strong&gt;7.07&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo10_Alvito.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;62&lt;/span&gt; GWh/ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Total do PNBEPH: &lt;strong&gt;150.23&lt;/strong&gt; MW de potência média, correspondentes a&amp;nbsp;&lt;span style="color: lime;"&gt;1317&lt;/span&gt; GWh de energia anual e a 2.5% do consumo nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Potência instalada (que não tem nada a ver com a energia oriunda do rio): &lt;strong&gt;2200 MW&lt;/strong&gt; (inicialmente haviam sido previstos apenas 941 MW ao todo).&lt;br /&gt;Investimentos, retirados do &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; da EDP e de notícias da Imprensa: &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;3,16 Biliões €&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (2,06 espanhóis, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1,1 da EDP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Vale a pena notar que, com&amp;nbsp;35% do investimento total anunciado, a EDP obteve 53% da energia hídrica (&lt;strong&gt;80 MW&lt;/strong&gt; médios), o que não foi mau negócio nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, além destes 8 aproveitamentos, estavam também já em construção mais dois, pela EDP:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Baixo Sabor (&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;a href="http://www.ambs.pt/index.php/documentos/category/6-aproveitamento-hidroelectrico-do-baixo-sabor?download=3:sumario-executivo"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;): &lt;strong&gt;26.24&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo05_Fridao.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;230&lt;/span&gt; GWh/ano);&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Ribeiradio-Ermida (&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;a href="http://www.a-nossa-energia.edp.pt/centros_produtores/info_tecnica.php?item_id=88&amp;amp;cp_type=&amp;amp;section_type=info_tecnica"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;): &lt;strong&gt;15.29&lt;/strong&gt; MW &lt;/span&gt;&lt;a href="wlmailhtml:{0FE64133-AC37-44D8-B3C9-EA1340490E31}mid://00000140/!x-usc:http://pnbeph.inag.pt/np4/np4/?newsId=4&amp;amp;fileName=PNBEPH_Anexo10_Alvito.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;134&lt;/span&gt; GWh/ano).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os investimentos realizados nestas duas barragens, actualizando os preços para o presente, terão sido, segundo a &lt;span style="color: blue;"&gt;EDP&lt;/span&gt;, de &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;0,67 biliões €.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Com estas duas, a potência média gerada total das 10 barragens será de &lt;strong&gt;192.9&lt;/strong&gt; MW (&lt;span style="color: lime;"&gt;1691&lt;/span&gt; GWh/ano), dos quais &lt;strong&gt;121.4&lt;/strong&gt; da &lt;span style="color: blue;"&gt;EDP&lt;/span&gt; que, nisto tudo, terá investido &lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;1,77 biliões&lt;/strong&gt; de €.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Assim e aparentemente, quem fez um investimento a pensar sobretudo na bombagem terão sido a &lt;span style="color: purple;"&gt;Iberdrola&lt;/span&gt; e a &lt;span style="color: purple;"&gt;Endesa&lt;/span&gt;, que apenas obtiveram &lt;strong&gt;70.33&lt;/strong&gt; MW médios por uns alegados&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;2,06 biliões de €&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Porém, como já tinha notado há 2 anos, é preciso considerar também os investimentos em "reforços de potência" feitos pela &lt;span style="color: blue;"&gt;EDP&lt;/span&gt; e que o foram sobretudo em instalação de bombagem,&amp;nbsp;cobrindo as barragens de Picote II, Bemposta II, Alqueva II, Venda Nova III, Salamonde I e Paradela II, e que acrescentaram produções de energia insignificantes: 3.45 MW médios no Alqueva, 2 MW na Bemposta e, no total e já considerando o 1.45 MW médio que o Baixo Sabor permitiu aproveitar de outros empreendimentos, pela gestão melhorada da bacia hidrográfica, estes outros empreendimentos gerarão apenas&amp;nbsp;&lt;strong&gt;14.5&lt;/strong&gt; MW médios anuais, mas terão custado à EDP &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;1,25 biliões de €.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O que crescentaram foi capacidade de bombagem e mais potência de ponta! Como se vê, afinal houve grande convergência e partilha entre Espanha e Portugal!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A energia total de origem hidroeléctrica que estes &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;5,08 biliões de €&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; vão gerar é assim, e feita a soma, de &lt;strong&gt;207&lt;/strong&gt; MW em média (&lt;span style="color: lime;"&gt;1,815&lt;/span&gt; TWh/ano), 3,5% do consumo nacional,&amp;nbsp;e apenas acresce em 15,8% a produção hidroeléctrica que já havia no país (excluindo mini-hídricas).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Porém, para avaliar custos há ainda que contabilizar os investimentos da REN em rede de Muito Alta Tensão para transitar as enormes, ainda que ocasionais, potências geradas e consumidas por estas hidroeléctricas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ora já este ano &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=477523"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;a REN anunciou&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; que dos investimentos na rede previstos para os próximos anos 2012-2016, concomitantes com a construção das novas barragens (e parques eólicos que delas precisam), &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;0,45 biliões de €&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; se destinam a "&lt;em&gt;apoiar as novas renováveis&lt;/em&gt;", o que constituirá 1/4 da totalidade dos investimentos da empresa. No entanto, a REN já há anos que vem a reforçar a rede, a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ren.pt/SiteCollectionDocuments/Homepage/PDIRT%202009-2014%20-%20CP%20-%20S_Executivo.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;uma média de 200-250 milhões de €/ano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;, pelo que admitindo&amp;nbsp;a mesma proporcionalidade se poderá&amp;nbsp;estimar que já terão sido investidos outros &lt;span style="color: red;"&gt;0,45 biliões de €&lt;/span&gt; para dar vazão às (raras) pontas de produção eólica.&amp;nbsp;De qualquer modo, destes valores nem tudo será para ligar&amp;nbsp;os parques eólicos às estações de bombagem da EDP e, embora o&amp;nbsp;grosso do trânsito de energia vá ser entre o Minho, onde estão a maioria dos parques eólicos, e o Alqueva (o maior "depósito" de água bombábel), no outro extremo do país, poderemos admitir que por causa das barragens a REN investirá pelo menos &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;0,6 biliões de €,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o que totaliza, somando ao investimento nas próprias barragens, &lt;span style="background-color: red; color: white;"&gt;&lt;strong&gt;5,7 biliões de €.&lt;/strong&gt; &lt;span style="background-color: white; color: black;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Entretanto, a quantidade de energia que a EDP prevê fornecer com origem na bombagem está &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.a-nossa-energia.edp.pt/mais_melhor_energia/programa_nacional_barragens.php"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;publicada aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; e extrai-se da frase "&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;17, 9 TWh/ano de produção bruta ou 13,3 TWh/ano de produção líquida de bombagem&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;", o que revela o plano de fornecer &lt;span style="color: lime;"&gt;4600&lt;/span&gt; GWh/ano (de 17,9-13,3 TWh/ano) a partir da bombagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Este valor corresponde a &lt;strong&gt;525&lt;/strong&gt; MW de potência média, e se os comparamos com os &lt;strong&gt;207&lt;/strong&gt; MW de origem hídrica gerados pelos rios (ou se compararmos os &lt;span style="color: lime;"&gt;4600&lt;/span&gt; com os &lt;span style="color: lime;"&gt;1815&lt;/span&gt; GWh contabilizados atrás, o que é o mesmo), comprovamos que o grande objectivo destes investimentos é, de facto, a regularização da produção eólica, como aliás a REN já explicara no documento do PNBEPH e como tem sido &lt;a href="http://www.cfn.ist.utl.pt/conf_energia/files/22_7_Apresentacao.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;explicitamente explicado pelo Prof. Peças Lopes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; da FEUP (&lt;span style="font-size: small;"&gt;ver figura&lt;/span&gt;), o grande catedrático desta solução para Portugal...!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tUJEYF7swr4/TohITEo1fWI/AAAAAAAAAXg/j-B8wByeoIc/s1600/Pe%25C3%25A7as+Lopes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="321" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-tUJEYF7swr4/TohITEo1fWI/AAAAAAAAAXg/j-B8wByeoIc/s640/Pe%25C3%25A7as+Lopes.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Podemos ainda, como já fiz várias vezes, notar o seguinte: para produzir em média &lt;strong&gt;525 MW&lt;/strong&gt; (&lt;span style="color: lime;"&gt;4600&lt;/span&gt; GWh/ano) provenientes de bombagem, as barragens têm que consumir pelo menos &lt;strong&gt;700 MW&lt;/strong&gt; (&lt;span style="color: lime;"&gt;6130&lt;/span&gt; GWh/ano) de origem eólica, dadas as perdas técnicas no processo. Isto resulta de neste processo a energia de origem eólica ter de primeiro transitar nas linhas da REN até às barragens, linhas onde há perdas (da ordem de 1%), depois passar pelos transformadores das barragens, accionar os geradores a funcionarem como motores, perdendo cerca de 1% em cada uma destas etapas, dos motores eléctricos passar às turbinas hidráulicas e às condutas de elevação, onde as perdas são maiores - e, depois de novo, para regressar à rede, descer pelas condutas, onde se dão a maior parte das perdas devido ao atrito (perdas de carga), accionar as turbinas hidráulicas, que movem os geradores eléctricos, cuja electricidade passa de novo pelos transformadores e volta a transitar nas linhas, perdendo 1% em cada uma destas etapas. No total e incluindo as perdas nas linhas da REN, dissipa-se à volta de 25% da energia inicial,&amp;nbsp;mas as perdas podem ir a mais de 30% **!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;Ambientalmente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; relevante, entretanto, é que estes &lt;strong&gt;175 MW&lt;/strong&gt; de perdas (que talvez cheguem a 225 MW...) (de &lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;1530&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; GWh/ano a &lt;span style="color: lime;"&gt;1970&lt;/span&gt; GWh/ano) &lt;strong&gt;anulam&lt;/strong&gt; os &lt;strong&gt;207 MW&lt;/strong&gt; de origem hídrica que as barragens extrairão dos rios, justificando o que tenho dito: as barragens vão produzir &lt;strong&gt;zero&lt;/strong&gt; de energia!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Sistemicamente, porém, a bombagem hídrica presta um serviço que pode ser rentável para os respectivos investidores, e é isso que vou procurar avaliar, para vários cenários, terminando pela identificação de quem ganha e de quem&amp;nbsp;paga este serviço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Considerando a procura de electricidade, que varia com as horas do dia e os dias da semana e do ano, a oferta não tem sempre o mesmo valor: vale mais quando a procura é maior, nas horas de ponta, e menos quando é menor, nas horas de vazio. Em Portugal o consumo &lt;strong&gt;médio&lt;/strong&gt; é de muito aproximadamente 6,o GW, mas às horas de ponta (hora de jantar) chega perto dos 8,8 GW, e no vazio (madrugadas) pode ficar-se só por uns 3,7 GW.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Um sistema eléctrico bem planeado tem um conjunto de centrais de relativamente elevado investimento inicial mas baixos custos variáveis a trabalhar permanentemente de modo a cobrir o mínimo de 3700 MW, e depois para as pontas reservam-se as centrais baratas mas de elevados custos variáveis (sobretudo combustível). Dependendo das condições de um país, essa &lt;em&gt;base do diagrama de cargas&lt;/em&gt; pode ser, por exemplo, satisfeita com centrais a carvão ou nucleares, enquanto as pontas serão satisfeitas com centrais de ciclo combinado a gás natural. Se houver rios e barragens, estas podem ser usadas para regularizar a produção, sustendo a água nas horas de vazio e turbinando-a nas horas de ponta, se as condições hídricas forem adequadas e&amp;nbsp;não havendo&amp;nbsp;necessidade de bombagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Mas pode acontecer que não haja caudal dos rios que chegue, e então uma solução poderá ser ter as tais centrais de base a produzirem mais que o consumo nas horas de vazio, e usar o excesso de energia para bombar água em hidroeléctricas reversíveis, que funcionam assim como reservatórios de energia (na forma de água elevada), para uso nas horas de ponta. Perde-se 25% da energia produzida pelas centrais de base mas, se esta for muito barata, mesmo assim economicamente compensa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Isto é o que faz a França, por exemplo, que tem 75% da sua electricidade de origem nuclear.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Se aplicada a solução francesa ao nosso país, para exemplificar, ter-se-iam centrais nucleares a produzirem em permanência 4500 MW (75% dos 6000 consumidos em média), e nas horas de vazio sobrariam 800 MW (4500-3700), que seriam consumidos em bombagem pelas hidroeléctricas. Como o custo médio do kWh nuclear é em França de 4,1 ç, se as centrais a venderem à rede durante a maior parte do dia a 5 ç (valor típico), podem perfeitamente vendê-las em 4 horas de vazio a &lt;strong&gt;preço zero&lt;/strong&gt; que isso ainda é compensador, por não terem de as desligar, dado que se as desligassem isso requereria dias para voltarem a funcionar normalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Em Portugal a bombagem também se usa desde há mais de 40 anos, num regime articulado entre &lt;em&gt;hídricas de fio de água&lt;/em&gt; e hídricas de albufeira. As primeiras, mais baratas, só conseguem suster água por algumas horas, enquanto as segundas podem armazenar razoáveis quantidades. Assim, em Invernos muito chuvosos, havia alturas, até há 40 anos, quando o nosso consumo &lt;em&gt;per capita&lt;/em&gt; era menos de 1/5 do de hoje, em que as hídricas de fio de água ou geravam mais do que o consumo ou abriam as comportas e desperdiçavam a água, e assim produziam um excesso de energia que era consumida pelas hídricas de albufeira com bombagem a encher as barragens - para a usar nas horas de ponta, no Verão e até de um ano para o outro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Obviamente que tanto num como no outro exemplo a bombagem &lt;strong&gt;adicona um custo&lt;/strong&gt; à energia&amp;nbsp;bombada, o custo do investimento nas próprias capacidades de bombagem e mais as perdas de energia do processo; porém, se a energia assim aproveitada for muito barata, o custo total ainda será baixo, e a solução boa para todos - incluindo os consumidores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Para avaliar agora a rentabilidade e custos da nova bombagem prevista para as eólicas, convém começar por notar que o cenário previsto pelo estudo da REN constante do próprio plano do PNBEPH era para uma potência eólica instalada no país de &lt;strong&gt;5.7&lt;/strong&gt; GW, &lt;strong&gt;+1,5 GW&lt;/strong&gt; do que existe neste momento, satisfazendo 22% do consumo nacional (à media de &lt;strong&gt;1400 MW &lt;/strong&gt;eólicos) e tornando-nos o campeão mundial do consumo dessa forma de energia! A figura seguinte simulava o que se previa acontecesse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LtDKgL7ry3k/TogeAkBrSAI/AAAAAAAAAXc/A1lwcOAXqHY/s1600/diagrama.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-LtDKgL7ry3k/TogeAkBrSAI/AAAAAAAAAXc/A1lwcOAXqHY/s640/diagrama.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A figura mostra claramente que se previa um excesso de produção eólica durante a noite (quando ocorrem os consumos mínimos e o vento é maior), num total de cerca de &lt;strong&gt;350 MW médios&lt;/strong&gt; e uma ponta de perto de 2000 MW pelas 5 h da madrugada. Ou seja: com tal produção eólica, &lt;strong&gt;1/4&lt;/strong&gt; dela teria de ser armazenada por bombagem, para não ter de ser deitada fora ou &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/12/um-negocio-e-peras.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;exportada a preço &lt;strong&gt;zero&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Os números previstos pela EDP para a energia bombada, porém e como vimos, são o dobro destes, e de facto &lt;a href="http://energia2020.fc.ul.pt/documentos1.php"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;o plano do Governo anterior&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; propunha que se chegasse a &lt;strong&gt;8500 MW&lt;/strong&gt; de potência eólica instalada, o dobro do que existe presentemente! Por outro lado, 700 MW em média de energia eólica consumida em bombagem serão o dobro dos 350 MW visualizados pela REN, apesar da potência instalada de 8500 planeada pelo anterior Governo ser "apenas" +50% que os 5700 MW considerados pela REN, mas isso é consistente com o facto de quanto maior a&amp;nbsp;percentagem de energia eólica, maior a&amp;nbsp;percentagem dela que precisará de ser armazenada para se conseguir regularizá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É também curial notar que, se os 350 MW médios a bombar previstos pela REN para uma potência eólica instalada de 5700 MW requerem 2000 MW de potência de ponta na bombagem pelas 5h da manhã, os 700 MW médios a bombar previstos pela EDP para a potência eólica de &lt;strong&gt;8500 MW&lt;/strong&gt; planeados pelo Governo anterior requererão pelo menos 4000 MW de potência de ponta, precisamente o que foi projectado realizar-se &lt;strong&gt;após&lt;/strong&gt; o PNBEPH e pelos investimentos da EDP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Estamos agora em condições de fazer alguns cálculos de rentabilidade económica, para vários cenários de futuro e algumas hipóteses adicionais que apresentarei no seguimento. A primeira hipótese é que as taxas de juro pagas pelo capital investido serão de 8,5%, um valor&amp;nbsp;típico para investimentos em anos passados recentes,.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Cenário &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;: tudo corre conforme planeado pelo Governo anterior&amp;nbsp;e os espanhóis também&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Neste caso, o mais optimista para os investidores, Espanha usa as barragens da Iberdrola e da Endesa para armazenar o seu próprio excesso de energia eólica, e todo o excesso de eólica nacional é trabalhado apenas pelas centrais da EDP. Vou também ter em conta a remuneração recentemente promulgada de 20 k€/MW pela "garantia de potência" e admitir que as barragens conseguem comprar a energia eólica, no mercado e de madrugada, a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;0&lt;/strong&gt; ç/kWh,&amp;nbsp;para vendê-la nas horas de ponta a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;6,5&lt;/strong&gt; ç/kWh. Note-se que, dado o baixo ou nulo valor que a energia eólica atinge no mercado nas horas de vazio, o rendimento técnico da bombagem é irrelevante para quem a faz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O investimento a recuperar é, neste caso, apenas o da EDP (&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;3,0 biliões de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;) e o da REN (&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;0,9 biliões de&lt;/span&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;), verificando-se então que:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- O encargo &lt;strong&gt;anual&lt;/strong&gt; da bombagem da energia eólica para os consumidores será de &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;430 milhões de € &lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(dos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;qu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ais &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;80&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;para a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;strong&gt;REN&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;acrescendo em &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;2,5 ç/kWh&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o custo de produção médio de toda a energia eólica;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- A EDP recupera o seu investimento em &lt;strong&gt;11&lt;/strong&gt; anos. Receberá anualmente &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;376 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pela electricidade vendida e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;52 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pela "garantia de potência".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Cenário &lt;strong&gt;B&lt;/strong&gt;: como em A, mas com menor diferencial de preços entre a eólica comprada e a revendida.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Admitindo agora valores mais razoáveis de compra e venda da energia eólica, respectivamente de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt; ç/kWh e&amp;nbsp;&lt;strong&gt;5,5&lt;/strong&gt; ç/kWh&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- O encargo &lt;strong&gt;anual&lt;/strong&gt; da bombagem da energia eólica para os consumidores será de &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;339 milhões de € &lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(dos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;qu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ais &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;80&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;para a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;strong&gt;REN&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;acrescendo em&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;2,0 ç/kWh&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o custo de produção médio de toda a energia eólica;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- A EDP recupera o seu investimento em&amp;nbsp;&lt;strong&gt;22&lt;/strong&gt; anos. Receberá anualmente&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;257 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pela electricidade vendida e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;52 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pela "garantia de potência".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Cenário &lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;: Como em A, mas só se vêm a instalar 5700 MW de potência eólica&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Neste caso e de acordo com a antevisão da REN, só haverá metade da energia eólica para bombar relativamente aos cenários anteriores. O investimento necessário da REN será também menor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- O encargo &lt;strong&gt;anual&lt;/strong&gt; da bombagem da energia eólica para os consumidores será de&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;261 milhões de € &lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(dos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;qu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ais &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;60&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;para a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;strong&gt;REN&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;acrescendo em &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;2,2 ç/kWh&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o custo de produção médio de toda a energia eólica;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- A EDP recupera o seu investimento em&amp;nbsp;&lt;strong&gt;32&lt;/strong&gt; anos. Receberá anualmente&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;226 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pela electricidade vendida e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;52 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pela "garantia de potência".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Cenário &lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;: como em B, mas só se vêm a instalar 5700 MW de potência eólica.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- O encargo &lt;strong&gt;anual&lt;/strong&gt; da bombagem da energia eólica para os consumidores será de&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;215 milhões de € &lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(dos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;qu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ais &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;60&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;para a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;strong&gt;REN&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;acrescendo em &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1,8 ç/kWh&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o custo de produção médio de toda a energia eólica;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- A EDP receberá anualmente&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;161 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;pela electricidade vendida e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;52 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pela "garantia de potência". N&lt;/span&gt;unca recuperará o investimento feito e terá acumulado um prejuízo de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;34 biliões de €&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ao fim de 50 anos. Só recuperará o investimento, e ao fim de 42 anos, se a remuneração do capital investido não superar &lt;strong&gt;6,5&lt;/strong&gt;% ao ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Cenário &lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;: O investimento em eólicas pára no valor em que está (4250 MW).&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Mesmo admitindo o cenário optimista de que as barragens conseguem comprar a energia eólica a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;0&lt;/strong&gt; ç/kWh e vendê-la a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;6,5&lt;/strong&gt; ç/kWh, e que ainda assim haverá uma potência média de metade da do cenário anterior para bombar (130 MW médios), e que não se realizam os investimentos previstos pela REN para os próximos anos, ter-se-á&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;- O encargo &lt;strong&gt;anual&lt;/strong&gt; da bombagem da energia eólica para os consumidores será de&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;164 milhões de € &lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(dos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;qu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ais&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;40&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;para a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;strong&gt;REN&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;acrescendo em &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1,8 ç/kWh&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o custo de produção médio de toda a energia eólica;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;- A EDP receberá anualmente&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;149 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;pela electricidade vendida e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;52 M€&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pela "garantia de potência". N&lt;/span&gt;unca recuperará o investimento feito e terá acumulado um prejuízo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;42 biliões de €&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ao fim de 50 anos. Só recuperará o investimento, ao fim de 40 anos, se a remuneração do capital investido não superar &lt;strong&gt;6,0&lt;/strong&gt;% ao ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Cenário &lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;: O investimento em eólicas pára no valor em que está (4250 MW) e o de Espanha também.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Nem a &lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;EDP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; nem a &lt;span style="color: purple;"&gt;Iberdrola&lt;/span&gt; nem a &lt;span style="color: purple;"&gt;Ensesa&lt;/span&gt; recuperarão jamais os investimentos feitos, mesmo admitindo que os &lt;span style="color: red;"&gt;2,06 biliões de €&lt;/span&gt; alegados pelas "eléctricas" espanholas são pura fantasia e que o valor real andará por metade desse. Além disso estas empresas irão competir pelo reduzido mercado de bombagem português, agravando mais ainda os prejuízos da EDP, ainda que reduzindo os encargos para os consumidores devido à competição nos preços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Talvez se perceba agora melhor porque é a EDP uma tão grande defensora da energia eólica, apesar de ela própria ter limitados investimentos em aerogeradores no país. Quanto aos investimentos espanhóis, não tenho notícia de como vão eles...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: small;"&gt;* - não consegui reencontrar o estudo de Eugénio Rosas que estava no blog comunista&amp;nbsp;"&lt;/span&gt;&lt;a href="http://resistir.info/"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Times; font-size: small;"&gt;Resistir&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times;"&gt;", para lhe fazer a devida hiperligação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;** -&amp;nbsp;A FEUP,&amp;nbsp;com o INESC-Porto e sob a orientação do Prof. Peças Lopes, produziu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://paginas.fe.up.pt/~ee96110/"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: small;"&gt;um estudo de gestão hídrico-eólico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: small;"&gt; para uma região no norte em que considerou, com dados da EDP, perdas na bombagem&amp;nbsp;&lt;strong&gt;superiores a 30%&lt;/strong&gt;. Porém, os resultados desse trabalho, outrora públicos, desde que começámos a falar deste processo passaram a ser &lt;/span&gt;&lt;a href="http://paginas.fe.up.pt/~ee96110/final.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: small;"&gt;cuidadosamente escondidos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: small;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-4613295587282138786?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/4613295587282138786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=4613295587282138786&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4613295587282138786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4613295587282138786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/09/condicoes-de-rentabilidade-das-novas.html' title='Condições de rentabilidade das novas hidroeléctricas'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tUJEYF7swr4/TohITEo1fWI/AAAAAAAAAXg/j-B8wByeoIc/s72-c/Pe%25C3%25A7as+Lopes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-8130012098860741830</id><published>2011-09-29T21:18:00.001+01:00</published><updated>2011-09-29T22:58:56.455+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Energias renováveis'/><title type='text'>O vómito da APREN e o novo imposto sobre os CMEC</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A APREN mandou a &lt;em&gt;Roland Berger&lt;/em&gt; escrever &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.apren.pt/fotos/editor2/newsletter/apren_estudovscorrigida.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;um rol de mentiras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; cuja leitura é deveras nauseante, e por isso e por que já me falta a paciência, não vou tratar do dito escrito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Até porque isso está ser feito, e bem, por quem revela mais paciência do que eu para aturar estes vomitados: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ecotretas.blogspot.com/2011/09/ferros-na-apren.html"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ecotretas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;(e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ecotretas.blogspot.com/2011/09/onde-para-o-estudo-da-apren.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;), e num novo blog que é um herdeiro meu nestas coisas da energia, o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://luzligada.blogspot.com/2011/09/o-marketing-inconsistente-da-apren-1.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;Luz Ligada&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Passo-lhes a espada. E recomendo aos leitores interessados que vão até lá ver as estocadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Entretanto, há novidades: acabo de saber que a ideia do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/aumento-do-iva-impostos-especiais-e.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;imposto especial que tenho sugerido&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; vai mesmo acontecer, e que por causa disso e infelizmente, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=508793"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;a cotação das acções da EDP está em queda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;. O imposto é sobre os &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/06/os-cae-e-os-cmec-sao-ainda-parcialmente.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;malfadados CMEC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;, e vai buscar &lt;strong&gt;200 milhões de €.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É justo. A crise não pode ser paga só pelos inocentes!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-8130012098860741830?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/8130012098860741830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=8130012098860741830&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/8130012098860741830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/8130012098860741830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/09/o-vomito-da-apren-e-o-novo-imposto.html' title='O vómito da APREN e o novo imposto sobre os CMEC'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-2661582753361679613</id><published>2011-09-29T09:45:00.002+01:00</published><updated>2011-09-29T09:46:06.042+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nuclear'/><title type='text'>Argentina, um país falido que recupera</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xeGf44f5xKI/ToQujAxK4II/AAAAAAAAAXQ/Pw8oerI_uVA/s1600/argentina+nuc+III.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-xeGf44f5xKI/ToQujAxK4II/AAAAAAAAAXQ/Pw8oerI_uVA/s320/argentina+nuc+III.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Foi ontem inaugurada a &lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2025851"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;3ª central nuclear argentina&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em Atucha, a 115 km de Buenos Aires.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Com um reactor de 700 MW, terá custado cerca de 1,8 biliões de €, o que permite estimar um custo de produção do kWh entre os 4 e os 5 ç. Uma 4ª central nuclear está já em estudo avançado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A Argentina fez há muito tempo uma aposta em reactores nucleares de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua_pesada"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;água pesada&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, as quais podem usar urânio natural em vez do enriquecido, embora a experiência tenha mostrado que um ligeiro enriquecimento (de 0,7% para 0,85% de U235) permita aumentar a eficiência da cisão nuclear em 40%.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Curiosamente, quem projectou e construiu a 1ª central nuclear argentina, nos anos 60, e esta agora inaugurada, foi a SIEMENS, que recentemente se converteu ao "&lt;em&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;greenpeace&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;" e vendeu as suas encomendas e tecnologias à AREVA francesa. Porém, quem tem dominado no mercado mundial a tecnologia dos reactores de água pesada são os canadianos, com os seus CANDU, que foram quem forneceu as centrais nucleares da Roménia e&amp;nbsp;a 2ª central nuclear argentina, mas que para as próximas terão de concorrer em mercado aberto, segundo &lt;a href="http://www.world-nuclear.org/info/inf96.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;os planos argentinos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A construção desta central agora inaugurada &lt;a href="http://www.band.com.br/noticias/mundo/noticia/?id=100000458976"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;esteve parada 15 anos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, devido à crise económica argentina que culminou com &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/a-bancarrota-desordenada-da-argentina-em-2001=f645213"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a bancarrota uma década atrás&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e de que o país tem estado a recuperar este tempo todo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-2661582753361679613?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/2661582753361679613/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=2661582753361679613&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/2661582753361679613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/2661582753361679613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/09/argentina-um-pais-falido-que-recupera.html' title='Argentina, um país falido que recupera'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xeGf44f5xKI/ToQujAxK4II/AAAAAAAAAXQ/Pw8oerI_uVA/s72-c/argentina+nuc+III.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-4675173735662754342</id><published>2011-09-12T12:00:00.001+01:00</published><updated>2011-09-12T12:00:15.111+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><title type='text'>A subida do IVA na electricidade e o consumo do Estado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Como &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/aumento-do-iva-impostos-especiais-e.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;notei aqui há 4 meses&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um aumento do IVA na electricidade de 6 para 23% não arrecadaria para o Estado cerca de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;0,5 mil&amp;nbsp;milhões de €&lt;/strong&gt; extra, mas apenas perto de 0,37 mil milhões de €, porque há dois tipos de consumidores finais de electricidade que suportam esse IVA: as famílias e o próprio Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora enquanto as famílias consomem presentemente &lt;strong&gt;29%&lt;/strong&gt; da electricidade total, o próprio Estado consome &lt;strong&gt;9%&lt;/strong&gt;, ou seja, constitui praticamente 1/4 do consumo final de electricidade que não tem como transferir o IVA para jusante. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Esses 9% do Estado decompõem-se em duas parcelas: edifícios (&lt;strong&gt;5.6%&lt;/strong&gt;), e iluminação pública (&lt;strong&gt;3.4%&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na década de 2000-2009, o consumo nacional de electricidade aumentou 33% (1/3), mas o consumo das famílias aumentou 49% (1/2), o da iluminação pública 65% (2/3) e o dos edifícios do Estado 70% (de 1,61 para 2,73 TWh)!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Não é difícil compreender a razão deste aumento de consumo nos edifícios do Estado, quando se observa o tipo de construção aplicado nas suas remodelações, cheias de superfícies envidraçadas (mais baratas), compensadas pela generalização do ar condicionado: dos novos tribunais na Expo às repartições de Finanças, passando pelas &lt;a href="http://www.profblog.org/2011/06/parque-escolar-gasta-15-milhoes-de.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;obras da &lt;em&gt;parque escolar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, essa foi a regra!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1989122"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Noticiam os jornais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que os responsáveis pelas escolas se estão a dar conta de que, com a redução do orçamento disponível, não vão ter dinheiro para pagar a luz. Porém, para a luz sempre terão, mas para o aquecimento e para o ar condicionado é que não! Pelo que a medida da Ministra Assunção Cristas, de eliminar o uso da gravata no seu Ministério, e que alguns ridicularizaram, é perfeitamente avisada e apenas copia, aliás, as práticas japonesas! Convém notar, porém, que se essa medida é avisada para o Verão, já para o Inverno deverá ser complementada pela recomendação do uso de camisolas de gola alta ou &lt;em&gt;cachecóis&lt;/em&gt;, senão mesmo pelo regresso à mantinha nos joelhos que o antigo ditador exibia mesmo nos Conselhos de Ministros...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Naturalmente, é provável que haja uma deterioração da saúde das crianças das escolas que já hoje dependem da alimentação lá fornecida, que aumente também o número de idosos que todos os anos &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/02/morrer-de-frio-em-portugal.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;morrem de frio em Portugal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e que em geral se vá observar um "&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/aposta-na-melhoria-da-eficiencia.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aumento da eficiência energética&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;" no país. Porém, o Estado deverá dar o exemplo - sob pena do aumento do IVA ir apenas penalizar as famílias e nem sequer se traduzir em significativos ganhos fiscais para o Estado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora, além do aumento do consumo energético pelos edifícios do Estado, e cuja contenção requer mudanças de hábitos que é preciso que o Estado traduza em recomendações &lt;strong&gt;&lt;u&gt;concretas&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; de poupança, o problema da iluminação pública não é de somenos importância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Com efeito, é de notar que ao mesmo tempo que se proíbe a venda ao público das velhas lâmpadas incandescentes, seguindo&amp;nbsp;os ditames de Bruxelas, relativamente à iluminação pública, muito recentemente mas ainda na vigência do anterior Governo, através da ADENE,&amp;nbsp;o que o Estado fez foi publicar &lt;a href="http://www.adene.pt/NR/rdonlyres/234FFF97-5FE4-47A5-AD29-C5B96E10DF63/2004/RNAE_DocReferencia_EficienciaEnergetica_Iluminacao.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;um manual académico sobre luminotecnia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, onde não se consegue encontrar qualquer referência prática a como optimizar &lt;strong&gt;economicamente&lt;/strong&gt; o rendimento da iluminação pública!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Valha-nos a iniciativa cívica de alguns cidadãos, como a do Prof. Guilherme Almeida da Academia Militar, e que neste &lt;a href="http://www.astronomia2009.org/documentos/Poluicao_Luminosa_GAlmeida.PDF"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;curto e ilustrativo texto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ensina os decisores a projectarem a iluminação pública da forma que melhor rendimento lhe obtém: com &lt;strong&gt;lâmpadas de sódio de baixa pressão&lt;/strong&gt; (fica tudo castanho mas, para um país do 3º Mundo como o nosso é bom que chegue) e, sobretudo, &lt;strong&gt;projectores nos candeeiros que concentrem a luz no solo&lt;/strong&gt; em vez de iluminarem as nuvens (&lt;span style="font-size: small;"&gt;como na figura seguinte&lt;/span&gt;)!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-smFQoeyXWss/Tm3HCQV36FI/AAAAAAAAAXM/_kzbJGs6Qpo/s1600/lumin%25C3%25A1ria.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" nba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-smFQoeyXWss/Tm3HCQV36FI/AAAAAAAAAXM/_kzbJGs6Qpo/s640/lumin%25C3%25A1ria.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-4675173735662754342?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/4675173735662754342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=4675173735662754342&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4675173735662754342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4675173735662754342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/09/subida-do-iva-na-electricidade-e-o.html' title='A subida do IVA na electricidade e o consumo do Estado'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-smFQoeyXWss/Tm3HCQV36FI/AAAAAAAAAXM/_kzbJGs6Qpo/s72-c/lumin%25C3%25A1ria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-6212463666497671443</id><published>2011-09-11T11:00:00.014+01:00</published><updated>2011-09-11T11:16:25.504+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eólica'/><title type='text'>Energia eólica tão barata como a nuclear... no Brasil!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Nos últimos leilões de energia eólica no Brasil, que ainda&amp;nbsp;tem apenas 1% da sua electricidade proveniente dessa origem mas pretende atingir 5% nos próximos anos,&amp;nbsp;o preço de venda dos vencedores do leilão ficou abaixo de 100 R/MWh - ao câmbio actual, cerca de &lt;strong&gt;4,4 ç/kWh&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;É um preço excelente e &lt;a href="http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/tag/mauricio-tolmasquim/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;inesperado para as próprias autoridades reguladoras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que não contavam com que o kWh de origem eólica viesse alguma vez a descer abaixo dos 5,25 ç/kWh! No ano passado por esta altura, o melhor preço que se conseguira para a eólica&amp;nbsp;fora de 5,75 ç/kWh...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Com este preço, o custo de produção do kWh eólico fica abaixo do gerado em centrais de ciclo combinado a gás natural, as quais ultimamente têm tido um grande incremento no Brasil. Naturalmente que, embora o custo de produção possa ser inferior, o valor sistémico das duas energias não é o mesmo, porque enquanto as centrais a gás geram&amp;nbsp;sempre que&amp;nbsp;é preciso, as eólicas só quando há vento. No entanto, como energia de base, e &lt;u&gt;desde que o seu volume não ultrapasse um limite que o sistema eléctrico possa "encaixar" sem meios de armazenagem ou de reserva adicionais, como será garantido com o limite de 5,5% previsto no Brasil&lt;/u&gt;, a intermitência e incontrolabilidade&amp;nbsp;do vento não&amp;nbsp;são graves, e sem dúvida que cada kWh eólico gerado corresponderá a um kWh poupado proveniente de gás natural.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Cerca&amp;nbsp;de &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/02/11/capacidade-de-geracao-de-energia-eletrica-do-brasil-cresce-5-7-em-2010-923777279.asp"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;72% da electricidade brasileira é de origem hidroeléctrica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, apesar do Brasil ainda só ter explorado 1/4 dos seus recursos hídricos, mas as pressões ambientais têm dificultado a construção de novos aproveitamentos e o ritmo de crescimento do consumo desse nosso país-filho de 200 milhões de habitantes tem sido de&amp;nbsp;5% ao ano. Daí o recurso que nos últimos anos tem sido feito ao gás natural (de que o Brasil tem recursos mas cujo preço nos mercados internacionais subiu já 40% este ano!),&amp;nbsp;assim como&amp;nbsp;os &lt;a href="http://www.aben.com.br/publicacoes/brasil-nuclear/00000000024/energia-nuclear-deveria-ter-papel-mais-importante-na-matriz-energtica/00000000072"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;planos brasileiros para a ampliação do seu parque de centrais nucleares&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (presentemente está em construção a sua 3ª central, de 1400 MW, mas mesmo com ela a energia nuclear só produzirá &lt;strong&gt;3%&lt;/strong&gt; da electricidade consumida no Brasil).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, as centrais nucleares requerem tempos longos desde a decisão até à disponibilidade&amp;nbsp;(a não ser que se progrida ao &lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/NN-Chinese_nuclear_construction_continues_apace-0405115.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;fulgurante ritmo chinês&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;...), e dado que o Brasil apenas agora começou a instalação de renováveis não-hídricas, tem&amp;nbsp;nestas&amp;nbsp;um potencial considerável, ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;No seu &lt;a href="http://www.slideshare.net/glapido/pde-2019"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;plano de desenvolvimento energético para a década presente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (sim, o Estado brasileiro faz planeamento energético!...), para um consumo que é presentemente umas 9 vezes o nosso&amp;nbsp;e uma população 20 vezes a nossa,&amp;nbsp;consumo que se prevê cresça 50% até 2019 (&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ver quadro anexo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;), o abastecimento no fim da década será predominantemente garantido por&amp;nbsp;mais hidroeléctricas (bendito Amazonas!...), mas também biomassa e eólica (em aproximada paridade,&amp;nbsp;algo usual nos países racionais), e &lt;a href="http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=MSC0000000022000000200042&amp;amp;lng=pt&amp;amp;nrm=iso"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a óleo combustível&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, típico das comunidades isoladas brasileiras! O plano energético brasileiro prevê um &lt;strong&gt;custo de produção médio&lt;/strong&gt; da energia eléctrica, em 2019, de &lt;strong&gt;4,85 ç/kWh&lt;/strong&gt; (ao câmbio actual).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qBrMatRIs3Q/TmtimUMy6OI/AAAAAAAAAXE/7D0FOcxZBQM/s1600/Brasil+PIB.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="371" nba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-qBrMatRIs3Q/TmtimUMy6OI/AAAAAAAAAXE/7D0FOcxZBQM/s640/Brasil+PIB.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Voltando ao baixo preço conseguido para a energia eólica actualmente no Brasil, tem interesse entender as razões desse valor de apenas &lt;strong&gt;4,4 ç/kWh&lt;/strong&gt;, igual ao reclamado&amp;nbsp;em França pela EDF como custo de produção do kWh de origem nuclear (embora o Regulador francês só aceite 4,1 ç/kWh).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Em primeiro lugar, estando no começo, são os locais de melhor vento (ou seja, forte &lt;strong&gt;e regular&lt;/strong&gt;) que estão em concessão. Dado o modo competitivo como as concessões estão a ser leiloadas (&lt;span style="font-size: small;"&gt;ver o parágrafo seguinte&lt;/span&gt;), a informação técnica sobre isto é &amp;nbsp;difícil de obter, mas &lt;a href="http://engenheiro.blogspot.com/2011/08/comparativo-do-custo-de-geracao-eolica.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;uma pesquisa levou-me ao valor de 34%&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para o factor de capacidade ou utilização destas eólicas (&lt;span style="font-size: small;"&gt;ver o comentário de Rogério Mastri no hyperlink&lt;/span&gt;), valor plausível. A energia produzida por uma eólica é proporcional a esse factor de capacidade, e dado que o custo da mesma é quase todo o do investimento inicial, tal significa que o custo de produção do kWh eólico é inversamente proporcional a esse factor. Para efeitos comparativos, Portugal tem um factor de capacidade médio sofrível de 25%, com os melhores locais a terem-no de 28% na região Oeste, e portanto aqueles 4,4 ç/kWh traduzir-se-iam, nas condições portuguesas,&amp;nbsp;em &lt;strong&gt;5,9 ç/kWh&lt;/strong&gt; - e os 5,25 e 5,75 ç/kWh que o Brasil nunca esperara fossem ultrapassados ou obtidos em 2010, respectivamente, traduzir-se-iam em 7,15 e 7,7 ç/kWh, valores próximos dos definidos nas últimas atribuições por cá, precisamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Em segundo lugar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;a atribuição de licenças de instalação de produções renováveis tem sido feita por leilão e monitorizada pela "ERSE brasileira", a &lt;a href="http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/OperacaoGeracaoTipo.asp?tipo=7&amp;amp;ger=Outros&amp;amp;principal=E%C3%B3lica"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;ANEEL&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O Ministério da Energia do Brasil realiza os leilões através de uma empresa pública de alto pendor técnico, a EPE, e &lt;a href="http://excelenciaenergetica.com.br/pdf/arquivo_172.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;os leilões são públicos (duram algumas horas)&amp;nbsp;e totalmente transparentes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Compare-se isto com o nosso sistema, em que as tarifas remuneratórias das renováveis são &lt;strong&gt;definidas por Portaria&lt;/strong&gt;, desconhecendo-se como foram calculadas mas sabendo-se da &lt;strong&gt;in&lt;/strong&gt;existência de qualquer organismo estatal, ou&amp;nbsp;privado contratado de forma transparente, capaz de definir essas tarifas em função do interesse público, levando aos &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/06/desinteressada-candura-ecotopica-e-o.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;escandalosos abusos que já aqui denunciei&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;! Têm existido "leilões" mas&amp;nbsp;com as tarifas já definidas, geridos por comissões &lt;em&gt;ad hoc&lt;/em&gt; de nomeação política e que têm negociado arranjos&amp;nbsp;de que se conhece, por exemplo,&amp;nbsp;o financiamento em &lt;strong&gt;75 milhões de €&lt;/strong&gt; de um&amp;nbsp;"&lt;a href="http://www.min-economia.pt/document/Despacho_FAI.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Fundo de Apoio à Inovação&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", de actividades misteriosas mas que incluíram o pavilhão português na Expo de Xangai em 2010...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SDh0ROPHLFw/Tmu23Mm84YI/AAAAAAAAAXI/hX8VcG-RmL4/s1600/Fundo+das+e%25C3%25B3licas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" nba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-SDh0ROPHLFw/Tmu23Mm84YI/AAAAAAAAAXI/hX8VcG-RmL4/s400/Fundo+das+e%25C3%25B3licas.jpg" width="372" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O arredamento da nossa ERSE de tudo o que diga respeito ao tarifário e ao processo de concessão das renováveis em Portugal, e em especial das eólicas, retira-lhe qualquer poder regulador efectivo, e já muito antes de todo este processo ter começado a ser criticado&amp;nbsp;por nós,&amp;nbsp;o Prof. Santana, ex-administrador da ERSE,&amp;nbsp;notava no seu livro "&lt;a href="http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=7142"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;em&gt;Reflectir Energia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", essa limitação da ERSE,&amp;nbsp;bem como&amp;nbsp;o facto de já em &lt;strong&gt;2004&lt;/strong&gt; a Agência Internacional de Energia ter chamado a atenção do Governo português para &lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/agencia-internacional-de-energia-quer-revisao-das-tarifas-as-eolicas_1205660"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a exorbitância das tarifas praticadas na energia eólica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O antigo Presidente da ERSE Jorge Vasconcelos, porém, que viu nascer todo esse obscuro negócio que retirava à tutela do seu organismo uma imensa parte do que lhe competia regular, nunca se manifestou contra isso,&amp;nbsp;por razões que se clarificaram quando &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/06/relacao-entre-os-precos-da.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;as suas posteriores posições&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; vieram demonstrar a sua total identificação com a política então seguida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Em suma, no Brasil pratica-se uma política transparente de competição entre concorrentes, o que pressiona os preços pedidos, enquanto por cá se preferiram os arranjos geridos por Portarias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A juntar a essa transparência leiloeira, o mercado brasileiro abriu-se com gosto aos fornecedores asiáticos de turbinas, &lt;a href="http://kfxpower.wordpress.com/2011/09/05/%C2%B4o-gigante-da-eolica-acordou%C2%B4/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;estando presentes em força as chinesas Goldwind e Sinovel, bem como a indiana Suszon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Estes dois factores conjugados, uma política competitiva de leilões transparentes e regulados e a abertura a baratíssimos construtores asiáticos, terão sido determinantes nos excelentes preços conseguidos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Há, entretanto, um outro elemento relevante a acompanhar o sucesso brasileiro no baixo preço conseguido para a energia eólica (cerca de &lt;strong&gt;metade&lt;/strong&gt; do custo real médio que ela tem&amp;nbsp;cá): a política de fomento no Brasil de uma indústria de montagem e construção de componentes &lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; da abertura macissa do mercado, com a criação de um centro de I&amp;amp;D associado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Há exactamente dois anos, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/09/clusters-industrais-nas-renovaveis-23.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;escrevi aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;: "&lt;em&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Ora foi só em &lt;span style="color: #6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;2006&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que o Governo português sentiu a incomodidade de promover a forte subsidiação da indústria estrangeira de turbinas eólicas - facto único no mundo! - sem qualquer criação de riqueza no país e começou a falar na criação de um "cluster eólico". Já a importação e instalação de turbinas estrangeiras levava &lt;strong&gt;5 anos&lt;/strong&gt;!&amp;nbsp;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;o prometido "cluster eólico" teve a primeira fábrica a operar apenas no &lt;span style="color: #3366ff;"&gt;fim de&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #3366ff;"&gt;2008&lt;/span&gt;, e &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/07/empregos-eolicos-afinal-quantos.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-size: large;"&gt;com apenas &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;800&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; operários não-qualificados&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-size: large;"&gt;. A EFACEC assegura a electrificação dos geradores nas barquinhas e dos parques eólicos à rede mas, obviamente, isso é uma actividade não-exportável que se esgotará quando se esgotar a total ocupação do potencial eólico nacional, muito em breve.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O projecto do "cluster eólico" baseia-se num investimento liderado pela &lt;strong&gt;Enercon&lt;/strong&gt;, o fabricante alemão preferido pelos decisores dos concursos públicos concessionários dos "pontos de ligação" à rede das eólicas, cobre em princípio todas as fases da fabricação e anuncia que, quando completo, empregará &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;1800&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pessoas (na região de Viana do Castelo) e terá comportado um investimento directo estrangeiro de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;0,1 biliões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de € (2% do investimento nacional total na energia eólica). Há ainda e finalmente a generosa dádiva de &lt;span style="color: #3366ff;"&gt;35 milhões de &lt;/span&gt;€ a Portugal para que este &lt;strong&gt;comece&lt;/strong&gt; a investir na tecnologia eólica (sob tutela de um "fundo" cuja Administração foi nomeada pelo Governo, e já só em &lt;span style="color: #3366ff;"&gt;2009&lt;/span&gt;)...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A questão que se coloca é como se poderá sustentar tal "cluster industrial", uma vez esgotado (em breve) o mercado nacional, que apenas acrescente o valor da mão de obra nas partes cujo fabrico não pode ser robotizado e que, segundo o documento linkado acima, não constituirá mais de 15-20% do valor da turbina, considerando que:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Como Portugal não tem qualquer know-how no assunto, está completamente dependente da Enercon&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;;"...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Ora compare-se isto com &lt;/span&gt;&lt;a href="http://kfxpower.wordpress.com/2011/09/05/%C2%B4o-gigante-da-eolica-acordou%C2%B4/"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;a posição do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;:"&lt;em&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Com o potencial dos fortes ventos e incentivos dos leilões, ainda não existe um fabricante de equipamentos eólicos brasileiro. Todas as marcas em operação são estrangeiras. Algumas já instalaram fábricas no País. Mas a primeira genuinamente brasileira será a gaúcha WEG, o maior fabricante de motores elétricos do País, que formou uma joint venture com a espanhola M. Torres Olvega Industrial, e se torna fornecedora de soluções completas (em sistema turn-key) para o segmento. De Norte a Sul do Brasil, a empresa já entregou transformadores, inversores de frequência, motores e tintas para o mercado eólico e, em breve, fornecerá aerogeradores, complementando o portfólio. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;em&gt;Segundo Fiuza, a preocupação da Abeeólica para o desenvolvimento desta cadeia produtiva é com o incentivo do governo para um centro de pesquisa, destinado para equipamentos específicos. “&lt;span style="color: #741b47;"&gt;É o primeiro passo para a indústria brasileira desenvolver-se para o setor&lt;/span&gt;”, afirma. “Assim, estaríamos seguindo os passos da Espanha, que começou com a atração de estrangeiros. Hoje um dos maiores fabricantes do mundo é a espanhola Gamesa, que está construindo uma fábrica na Bahia. “&lt;span style="color: purple;"&gt;Um centro de pesquisa é o caminho natural para desenvolver a cadeia do produto nacional&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;.""&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-6212463666497671443?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/6212463666497671443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=6212463666497671443&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6212463666497671443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6212463666497671443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/09/energia-eolica-tao-barata-como-nuclear.html' title='Energia eólica tão barata como a nuclear... no Brasil!'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qBrMatRIs3Q/TmtimUMy6OI/AAAAAAAAAXE/7D0FOcxZBQM/s72-c/Brasil+PIB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-4344306604903750713</id><published>2011-09-05T02:24:00.000+01:00</published><updated>2011-09-05T10:25:19.372+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nuclear'/><title type='text'>A EFACEC presente no renascimento do nuclear!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As próximas duas novas centrais nucleares americanas, em construção, são da &lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Southern Nuclear Operating Company&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;South Carolina Electric &amp;amp; Gas&lt;/em&gt;, e são as primeiras novas após 25 anos de interrupção na instalação de reactores nucleares nos EUA. Apesar de toda&amp;nbsp;a propaganda ecotópica por cá, os EUA estão com a Ásia no relançamento do nuclear, como aliás boa parte da Europa (Finlândia, Polónia, Lituânia, Holanda e Reino Unido, nomeadamente...).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Cada uma destas duas centrais americanas terá dois dos novos reactores de 3ª geração americano-japoneses, os AP 1000.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Por sua vez, cada um dos 4 geradores destas centrais terá 5 transformadores, presume-se, porque foram encomendados 20, ao todo, num contrato de vários milhões de USD. E a quem foram encomendados estes transformadores?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/NN-Transformers_ordered_for_AP1000s-0209118.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;À nossa EFACEC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Parabéns, portanto, a esta nossa empresa-estrela!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-E98qVYIDduM/TmSTKLvDGhI/AAAAAAAAAXA/s9KgTqMOOvE/s1600/efacec_transformer_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://2.bp.blogspot.com/-E98qVYIDduM/TmSTKLvDGhI/AAAAAAAAAXA/s9KgTqMOOvE/s400/efacec_transformer_1.jpg" width="400" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Os transformadores dos geradores a energia nuclear exigem uma enorme fiabilidade, porque uma avaria sua obriga à paragem de reactores que pode ser prolongada (até o transformador ser reparado). Há umas décadas atrás, quando a Inteligência Artificial estava na moda, a monitorização em tempo real e permanente dos transformadores das centrais nucleares foi das aplicações que mais I&amp;amp;D suscitou para a Inteligência Artificial na área da energia eléctrica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Agora, a quantidade de transformadores encomendados mostra que o problema é resolvido, nestas centrais de 3ª geração, com redundância. Mas, mesmo assim, a qualidade destes transformadores continua a ser de enorme exigência e, portanto, a sua encomenda à EFACEC uma grande honra!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-4344306604903750713?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/4344306604903750713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=4344306604903750713&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4344306604903750713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4344306604903750713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/09/efacec-presente-no-renascimento-do.html' title='A EFACEC presente no renascimento do nuclear!'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-E98qVYIDduM/TmSTKLvDGhI/AAAAAAAAAXA/s9KgTqMOOvE/s72-c/efacec_transformer_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Lisboa, Portugal</georss:featurename><georss:point>38.706932 -9.1356321</georss:point><georss:box>38.607805 -9.293560600000001 38.806059000000005 -8.9777036</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-6030623022298945227</id><published>2011-08-28T12:30:00.039+01:00</published><updated>2011-08-29T10:40:51.340+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política científica'/><title type='text'>Steve Jobs, start-ups e o ADN da inovação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Steve Jobs acaba de se reformar da Apple, que ele fundou com um amigo há perto de 30 anos, o que provavelmente reflecte um agravamento terminal do cancro de que sofre há já uns anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Para os da minha geração entusiastas da inovação tecnológica, Steve Jobs&amp;nbsp;foi o herói-modelo, mais que Bill Gates ou os amigos Hewlett e Packard, os criadores que fizeram das &lt;em&gt;Start-ups&lt;/em&gt; tecnológicas e dos parques à Sillicon Valley as quimeras de muitas políticas tecnológicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Há 25 anos era em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macintosh"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Macintosh&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que escrevíamos relatórios e artigos. O que o Macintosh tinha de original era o uso do rato e as "windows", com um grafismo excepcional, quando na época os outros computadores só permitiam a escrita de texto (nos PC só havia DOS).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Foi esta inovação dos Macintosh que veio a tornar tão popular o computador pessoal, e no entanto não foi Steve Jobs quem inventou o "rato", as "windows" e a computação gráfica. Esta fora desenvolvida pela Xerox, onde Steve Jobs a vira a funcionar em 1979, e de onde trouxe a ideia para a casar com outra ideia essencial que suportava os Macintosh: o uso de um dos novos microprocessadores de 16 bit acabados de surgir, o 68000 da Motorola, como única base de todo o PC, reduzindo em muito o restante &lt;em&gt;hardware&lt;/em&gt; - conceito este que levara uma quinzena de anos a amadurecer!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na época esta ideia era-me tão excitante que foi adaptada para a realização do "&lt;a href="http://ieeexplore.ieee.org/xpl/freeabs_all.jsp?arnumber=85848"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Autómato de Subestações&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;" com que me doutorei nessa década de 80 e a que, muitas vezes, chamava de "&lt;em&gt;Macintosh das Subestações&lt;/em&gt;"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Steve Jobs ficou também famoso por outro acontecimento muito instrutivo sobre as &lt;em&gt;start-ups&lt;/em&gt;: viria a ser despedido da própria empresa que criara, em 1985, no auge do sucesso desta, ilustrando um dos grandes paradoxos da criação de &lt;em&gt;Start-ups&lt;/em&gt; tecnológicas: quando a respectiva inovação tecnológica tem sucesso, requerem um salto de dimensão que obriga ao recurso de capital externo e a uma gestão profissionalizada que quase invariavelmente é incompatível com o espírito contestatário frequente nos seus criadores e com a sua gestão informal. Daqui resultam em regra&amp;nbsp;três opções para esses criadores: ou sabem e aceitam esta lei da vida e desde o início pensam a empresa para a virem a vender com grande lucro (o que muitas vezes as mata, como sucedeu com a nossa emblemática &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chipidea"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;ChipIdea&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), ou mantêm a empresa pequena, desistindo de dimensões internacionais mas garantindo o seu controlo (opção de várias que conheço por cá e que em tempos foi bem caracterizada num estudo da &lt;em&gt;IEEE Transactions on Engineering Management&lt;/em&gt;), ou esses criadores abandonam a tecnologia e&amp;nbsp;transformam-se em gestores, em homens de negócios, como precisamente Bill Gates, Hewlett e Packard.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Steve Jobs não fez nenhuma destas cedências e, por isso, foi simplesmente despedido da Apple que criara, e por isso ele é um herói para os verdadeiros inovadores tecnológicos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Foi despedido mas era tão bom, tão extraordinariamente criativo, que depois disso a Apple entrou em declínio (perante a emergência da Microsoft de Bill Gates, em particular), até que a Apple o recontratou de novo em 1997, e com isso renasceu, graças ao iPod, ao iPhone e ao iPad que mais uma vez foi Steve Jobs quem inventou! Mas os Steve Jobs são tão raros como as supernovas!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/DcqwkdTvTzs/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DcqwkdTvTzs&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/DcqwkdTvTzs&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt; de hoje dedica a Steve Jobs &lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/08/28/technology/steve-jobs-and-the-rewards-of-risk-taking.html?pagewanted=1&amp;amp;nl=todaysheadlines&amp;amp;emc=tha26"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;uma boa crónica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, cuja leitura recomendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A propósito do processo de inovação tecnológica que Steve Jobs melhor que ninguém popularizou, o NYT menciona um livro recente, "&lt;em&gt;o ADN do inovador&lt;/em&gt;", baseado num extenso estudo sobre alguns milhares de inovadores, e que identifica 5 traços nos "inovadores disruptivos" que "fazem as coisas acontecer": "&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;questioning, experimenting, observing, associating and networking&lt;/strong&gt;. Their bundle of characteristics echoes the &lt;strong&gt;ceaseless curiosity&lt;/strong&gt; and &lt;strong&gt;willingness to take risks&lt;/strong&gt; noted by other experts. &lt;strong&gt;Networking&lt;/strong&gt;, ..., is less about career-building relationships than a search for new ideas. &lt;strong&gt;Associating&lt;/strong&gt;, ..., is the ability to make idea-producing connections by &lt;strong&gt;linking concepts from different disciplines&lt;/strong&gt; — intellectual mash-ups&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Claro que há algo do paradigma&amp;nbsp;biológico na inovação tecnológica: as novas soluções e produtos nascem da fertilização entre ideias e conhecimentos vindos de áreas diferentes, o que requer, evidentemente, conhecimentos e ideias de áreas diferentes.&amp;nbsp;Essa é&amp;nbsp;outra das razões para defender uma base curricular diversificada para os doutoramentos, como &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/01/notas-de-rodape-sobre-o-papel-da-i-no.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;defendi aqui em Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mas é a própria experiência e atitude perante a vida que muitas vezes produz essa fertilização -&amp;nbsp;Jobs, por exemplo, quando criou o Macintosh, acabara de fazer uma viagem de "iluminação espiritual" pela Ásia, no final dos anos 70. Não é que recomende uma viagem dessas, própria daqueles tempos de contestação &lt;em&gt;hippy&lt;/em&gt;, mas o que quero realçar é a atitude contestatária quanto&amp;nbsp;à vida em geral que animava Steve Jobs. E que também é frequente nos artistas. Mas rara entre os às vezes adolescentes tardios que hoje em dia tiram cadeiras de "&lt;em&gt;inovação e empreendedorismo&lt;/em&gt;" nas nossas Universidades...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas, mesmo não tendo o génio de Steve Jobs, há outros bons exemplos de inovação tecnológica útil e criadora de riqueza, como este &lt;a href="http://engenhariacivil.wordpress.com/2007/10/17/projecto-ops/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;realizado na FEUP&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; há uns anos, para a construção de pontes,&amp;nbsp;e presentemente &lt;a href="http://www.berd.eu/engine.php?cat=1"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;em plena exploração comercial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Claro que, à falta de um Steve Jobs, terão de ser multiplicadas por muito as inovações mais modestas como esta para que Portugal se venha a tornar merecedor de pertencer ao Euro sem que haja dúvidas sobre esse merecimento nos mercados de crédito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-6030623022298945227?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/6030623022298945227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=6030623022298945227&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6030623022298945227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6030623022298945227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/08/steve-jobs-start-ups-e-o-adn-da.html' title='Steve Jobs, start-ups e o ADN da inovação'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-1217053978587023042</id><published>2011-08-27T20:45:00.022+01:00</published><updated>2011-08-31T20:47:37.222+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clima'/><title type='text'>Provas experimentais da relação entre os raios cósmicos e a formação de nuvens</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Como sabem os meus leitores, tenho feito aqui algum eco da teoria climática&amp;nbsp;alternativa que atribui uma importância crucial sobre o clima ao mecanismo de formação de nuvens determinado pela radiação cósmica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Convém desde já notar que não tenho posição definida sobre teorias climáticas (sou nesta matéria, digamos, agnóstico). Não sei do assunto, cuja complexidade me é evidente, o suficiente para tomar esta ou aquela posição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O que combato é toda uma ideologia proto-fascista associada à teoria do aquecimento global de origem antropogénica (vulgo "efeito de estufa"), que &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;mente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; sobre coisas como &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/07/aquecimento-global-e-combustiveis.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;as posições da ONU sobre a contribuição da produção de energia e dos transportes para o referido aquecimento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;, e que tem servido para justificar, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/07/alteracoes-climaticas-e-o-g8-porque-vao.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;sem qualquer razoabilidade mesmo&amp;nbsp;à luz dessa teoria&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;, a aposta em energias renováveis de tecnologia imatura ou suportando interesses económicos anti-portugueses (dados os excessos cometidos). Na rúbrica sobre "clima" deste blog podem encontrar as minhas reflexões sobre isto, se porventura vos interessarem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Foi há cerca de 6 meses que aqui mencionei, pela primeira vez e por a ter descoberto havia pouco tempo, &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/02/o-templo-climatico-e-os-sacrificios_03.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a teoria da radiação cósmica como criadora de nuvens&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e, portanto, como determinante da temperatura média do planeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Duas coisas nesta teoria motivaram a minha atenção: a primeira é a excelente &lt;strong&gt;correlação empírica&lt;/strong&gt; entre os registos mineralógicos em rochas antigas da radiação cósmica com as estimativas&amp;nbsp;das temperaturas das mesmas épocas, o que relativamente à teoria do "efeito de estufa" me parece muito mais especulativo (&lt;span style="font-size: small;"&gt;que nas épocas quentes passadas teriam sido grandes libertações de metano que teriam causado o arrefecimento global, coisa muito menos comprovável que os registos da radiação cósmica em certas rochas&lt;/span&gt;); a segunda é a concepção de uma &lt;strong&gt;comprovação experimental da teoria&lt;/strong&gt; da formação de nuvens por radiações de alta energia como as cósmicas, a realizar numa câmara apropriada no CERN.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Há cerca de um mês "roubei" ao Ecotretas um &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; para um excelente filme que explica toda esta teoria, e que inseri &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/07/este-verao-os-ecotopicos-estao.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;num &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; sobre o Verão excepcionalmente fresco&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que este ano temos ( e que esta teoria explica facilmente).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora hoje mesmo, regressado de férias, dou com &lt;a href="http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=cloud-formation-may-be-linked-to-cosmic-rays"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;esta notícia na &lt;em&gt;Scientific American&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, uma revista que até é decididamente pró-aquecimento de origem antropogénica: a notícia, de facto &lt;a href="http://www.nature.com/nature/journal/v476/n7361/full/nature10343.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;obtida da &lt;em&gt;Nature&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, informa que... &lt;strong&gt;os primeiros resultados das experiências do CERN confirmam preliminarmente a teoria&lt;/strong&gt; (do papel da radiação cósmica no mecanismo da&amp;nbsp;criação de nuvens).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O Ecotretas, sempre atento a estas coisas, já dera ontem notícia do facto, &lt;a href="http://ecotretas.blogspot.com/2011/08/o-proximo-premio-nobel-da-fisica.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;augurando até a atribuição do prémio Nobel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ao dinamarquês que tem sido incansável nesta pesquisa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;No entanto, os resultados são preliminares e os próprios autores reconhecem que as partículas criadas pelos raios gerados experimentalmente são demasiado pequenas para servirem de "sementes" das nuvens. Mas vão no sentido da confirmação da teoria, que, segundo os investigadores envolvidos, requererá mais 5 anos de experiências e interpretação dos resultados. Seja qual for o resultado final desta investigação, as suas conclusões hão-de ser fundamentais para a progressiva compreensão científica do clima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ah, e há um português na equipa do CERN que publicou o artigo da &lt;em&gt;Nature&lt;/em&gt;: João Almeida, como colaborador do &lt;a href="http://wiki.sim.ul.pt/sim_pt/CLOUD"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;SIM da Faculdade de Ciências de Lisboa que participa no CLOUD&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(aparentemente apenas com um bolseiro, que não consegui confirmar, mas presumo que seja o João Almeida, embora ninguém com esse nome conste da &lt;a href="http://sim.ul.pt/?id=sim-team"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;lista de colaboradores do SIM&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;As implicações políticas desta investigação científica são evidentes. O que não significa que não se defenda a descarbonização da economia - mas essencialmente por razões de esgotamento dos combustíveis fósseis -&amp;nbsp;como faz a China. O que impõe &lt;em&gt;timings&lt;/em&gt; completamente diferentes, compatíveis com as expectativas de evolução da&amp;nbsp;exequibilidade técnico-económica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Nota extra: um leitor chamou-me a atenção para o facto de que há mais portugueses na lista de autores do artigo da &lt;em&gt;Nature&lt;/em&gt;. Não me tinha dado conta mas, com efeito, "clicando" no "et al" que aparece no fim da lista de autores visíveis, esta estende-se e aparecem muitos mais, incluindo o Prof. António Amorim. As minhas desculpas pelo lapso involuntário.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-1217053978587023042?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/1217053978587023042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=1217053978587023042&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/1217053978587023042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/1217053978587023042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/08/provas-experimentais-da-relacao-entre.html' title='Provas experimentais da relação entre os raios cósmicos e a formação de nuvens'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-7554456556112080282</id><published>2011-07-27T08:00:00.113+01:00</published><updated>2011-07-27T08:00:05.051+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nuclear'/><title type='text'>China liga à rede eléctrica o seu primeiro reactor nuclear de neutrões rápidos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Enquanto alguns ecotópicos tentam fazer passar a ideia de que a energia nuclear é uma coisa do passado e fora de moda, a I&amp;amp;D nos reactores de 4ª geração, ou de neutrões rápidos, prossegue, nos países com os pés na terra e ambições de futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Como &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/01/uma-central-nuclear-em-portugal.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;em tempos expliquei&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, os reactores de neutrões rápidos "queimam" o urânio 238 e não o 235, assim como o plutónio resultante da desintegração de ambos. Assim, não só usam recursos &lt;strong&gt;centenas de vezes&lt;/strong&gt; mais abundantes que o "combustível" das centrais nucleares actuais de neutrões lentos, como dão destino útil ao principal resíduo radioactivo destas centrais, e de maior longevidade, bem como ao imenso &lt;em&gt;stock&lt;/em&gt; de Urânio 238 resultante do enriquecimento do "combustível" actual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Um dos projectos futurísticos desta tecnologia é o reactor de ondas móveis da TerraPower e Bill Gates de que &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/uma-energia-alternativa.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;já dei notícia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, mas há muito que se faz investigação experimental em reactores de 4ª geração - na verdade, os primeiros começaram&amp;nbsp;a ser testados há mais de 50 anos!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Vem isto a propósito de que &lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/NN-Chinese_fast_reactor_starts_supplying_electricity-2107114.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;há uma semana a China ligou à rede eléctrica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, começando a gerar electricidade, o seu primeiro reactor de neutrões rápidos, de 4ª geração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wp9epOqQDCA/Ti6JKvxmnAI/AAAAAAAAAWg/anYFU8j9rBQ/s1600/CEFR%252520control%252520room%252520%2528CNNC%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://2.bp.blogspot.com/-wp9epOqQDCA/Ti6JKvxmnAI/AAAAAAAAAWg/anYFU8j9rBQ/s400/CEFR%252520control%252520room%252520%2528CNNC%2529.jpg" t$="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É um reactor experimental, produzindo apenas 20 MW de electricidade (65 MW de calor), mas os dois&amp;nbsp;próximos, de 800 MW cada, começam a ser construídos no mês que vem,&amp;nbsp;ao abrigo de um acordo de cooperação com a Rússia, e um outro de fabrico inteiramente chinês está já previsto, pela &lt;em&gt;joint-venture&lt;/em&gt; &lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="color: #4c1130;"&gt;&lt;em&gt;Sanming Nuclear Power Co Ltd&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;constituída em Abril de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rXEDkRUPQUQ/Ti6JRljOGfI/AAAAAAAAAWk/OwCZCDxJkI0/s1600/800px-BN-600_nuclear_reactor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://2.bp.blogspot.com/-rXEDkRUPQUQ/Ti6JRljOGfI/AAAAAAAAAWk/OwCZCDxJkI0/s400/800px-BN-600_nuclear_reactor.jpg" t$="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Os dois reactores de 800 MW agora em construção são de concepção russa, os BN-800, e resultam do aperfeiçoamento dos BN-600 (na foto ao lado) de que há um (e único&amp;nbsp;no&amp;nbsp;mundo...) &lt;a href="http://www.world-nuclear.org/info/inf98.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;em exploração comercial em Beloyarks&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Porém, a Índia terá também o seu, de 500 MW, em exploração no próximo ano...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qvfVi4BfcU4/Ti6JUnKIIiI/AAAAAAAAAWo/FjuRRI5T1i8/s1600/799px-Beloyarsk_NNP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="476" src="http://3.bp.blogspot.com/-qvfVi4BfcU4/Ti6JUnKIIiI/AAAAAAAAAWo/FjuRRI5T1i8/s640/799px-Beloyarsk_NNP.jpg" t$="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É por estas e por outras que ontem mesmo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1504727"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;o Público&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; noticiava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; a contra-gosto (tanto que "contaminou" o mais que pôde a notícia...), que o Director da Agência Internacional de Energia Atómica da ONU afirmou que a produção de electricidade a partir da energia nuclear vai continuar a crescer no mundo, apesar do acidente de&amp;nbsp;Fukushima (onde, &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/07/novidades-de-fukushima-nenhum-morto.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;recorde-se, ocorreram &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-size: x-large;"&gt;zero&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; mortos e feridos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;). &lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Alguns países, como a Alemanha, reviram a sua política em matéria de energia nuclear. Mas muitos outros pensam que precisam dos reactores nucleares, especialmente para lutar contra as emissões de gases com efeito de estufa e o aquecimento global&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”, argumentou o referido Director.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Vendo isto, talvez compreendamos melhor o vaticínio de Robert Fogel, prémio Nobel da economia em 1993, segundo quem &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/estados-unidos-nao-entrarao-em-idefaulti-diz-nobel-robert-fogel=f663782"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;em 2040 o nível de riqueza &lt;strong&gt;&lt;em&gt;per capita&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dos países da Ásia Oriental e do Sudeste&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; será muito superior ao dos actuais países desenvolvidos...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-7554456556112080282?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/7554456556112080282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=7554456556112080282&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/7554456556112080282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/7554456556112080282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/07/china-liga-rede-electrica-o-seu.html' title='China liga à rede eléctrica o seu primeiro reactor nuclear de neutrões rápidos'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wp9epOqQDCA/Ti6JKvxmnAI/AAAAAAAAAWg/anYFU8j9rBQ/s72-c/CEFR%252520control%252520room%252520%2528CNNC%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-6313616595872657772</id><published>2011-07-26T08:00:00.016+01:00</published><updated>2011-07-26T08:00:01.247+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clima'/><title type='text'>Este Verão os ecotópicos estão caladinhos.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;No ano passado, em que o Verão foi quente, foi intensa a campanha mediática dos ecotópicos ao serviço do nacional-ecologismo alemão e dos seus representantes portugueses, culpando o "efeito estufa" causado pelo desmedido consumismo humano de ser a causa disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Dei &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/07/uma-nota-sobre-os-carros-electricos-e.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;nota disso aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Este ano, porém, em que &lt;a href="http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&amp;amp;Concelho=Porto&amp;amp;Option=Interior&amp;amp;content_id=1925650"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Julho está a ser o mês mais fresco dos últimos 27 anos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e que &lt;a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Cuba-com-temperaturas-mais-baixas-dos-ultimos-50-anos.rtp&amp;amp;headline=20&amp;amp;visual=9&amp;amp;article=403958&amp;amp;tm=7"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;em Cuba até se vivem as temperaturas mais baixas dos últimos 50 anos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, os ecotópicos estão caladinhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Claro que há Verões mais quentes e Verões menos quentes, como sempre houve, e como é normal dentro da variabilidade natural do clima. Nada se pode deduzir das temperaturas de um dado Verão, pese embora &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/02/o-templo-climatico-e-os-sacrificios_03.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a tendência ancestral para nos culparmos dos males do clima&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e que os nossos ecotópicos acicatam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Entretanto, neste mesmo &lt;em&gt;hyperlink&lt;/em&gt; acima, dei conta, há meses, das investigações em curso no CERN sobre o papel das nuvens e dos raios cósmicos no comportamento do clima.&amp;nbsp;Para os interessados, aponto aqui um excelente documentário (52 minutos) sobre esta teoria climática alternativa e que, por enquanto,&amp;nbsp;está tanto sobre a mesa da ciência em aberto como a do efeito estufa de origem antropogénica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/dKoUwttE0BA/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dKoUwttE0BA&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/dKoUwttE0BA&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-6313616595872657772?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/6313616595872657772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=6313616595872657772&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6313616595872657772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6313616595872657772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/07/este-verao-os-ecotopicos-estao.html' title='Este Verão os ecotópicos estão caladinhos.'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-458626516224652177</id><published>2011-07-25T10:50:00.001+01:00</published><updated>2011-07-25T10:50:00.997+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política científica'/><title type='text'>A construção naval portuguesa e o salto em frente... no vazio!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Os jornais de ontem publicavam uma &lt;a href="http://digital.publico.pt/Economia/construcao-naval-portugal-passou-de-26-mil-trabalhadores-para-um-milhar-em-40-anos_1504486"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;notícia que dá conta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que a indústria naval portuguesa chegou a empregar &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;26 mil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; trabalhadores, em meados dos anos 70, e que hoje tem... &lt;strong&gt;menos de mil&lt;/strong&gt;! E em risco de mesmo estes desaparecerem, com os despedimentos agora programados para os estaleiros de Viana do Castelo!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O Público, em particular, publica extractos de uma interessante entrevista com um conhecedor do sector, um homem com uma visão estratégica a que talvez não seja alheia a sua condição de militar, e que explica como toda a Europa, e Portugal em particular, foram perdendo competividade para a indústria asiática, ao longo deste último terço de século, até se chegar ao ponto onde se está hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;As crises económicas cíclicas desde 1973 fizeram reduzir a procura e desviar a indústria da construção naval desde a América do Norte e Europa para a Ásia. Mais recentemente a China e outros países vizinhos tornaram-se construtores com elevada quota de mercado”,&lt;/em&gt; &lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;explica o Contra-almirante Gonçalves de Brito.&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Maior produtividade, menores custos de produção e condições de mercado distorcidas”, &lt;/em&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;aponta&amp;nbsp;este responsável como causas desta evolução, explicando que &lt;/span&gt;&lt;em&gt;“A importação de soluções desenvolvidas no Ocidente permitiram a implantação da Ásia como principal centro da indústria naval de grandes navios e de embarcações de serviços”. A Europa foi relegada para “nichos de navios específicos de alta tecnologia, incluindo navios militares e equipamento para plataformas de exploração oceânica”.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E, quanto a Portugal especificamente, diz:"&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Portugal apenas deverá aspirar à construção de navios em nichos dentro dos nichos, aproveitando situações pontuais de ocasião, potenciando a diplomacia económica e valorizando a entrada na construção de navios militares de tecnologia média, marítimo turísticas e mais algumas outras oportunidades que aparecem esporadicamente”,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt; e que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; “&lt;span style="color: #741b47; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;neste momento a indústria naval portuguesa debate-se com o problema adicional de &lt;strong&gt;falta de profissionais qualificados&lt;/strong&gt;”. “Mesmo que ocorresse uma viragem nas perspectivas de mercado de procura, a incapacidade de resposta seria um facto face à dita &lt;strong&gt;falta de recursos humanos qualificados&lt;/strong&gt; e à descapitalização dos estaleiros que limita a respectiva &lt;strong&gt;actualização tecnológica e a inovação&lt;/strong&gt;”,&lt;/em&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt; assume, resumindo:&lt;/span&gt;&lt;em&gt;“Portugal deixou de ser competitivo”. "O país não tem custos de produção baixos, produtividade ou sequer capacidade de gestão adequadas. E &lt;strong&gt;não dispomos de centros de excelência&lt;/strong&gt; que disponibilizem rapidamente projectos técnicos inovadores e atractivos para os armadores, por total descapitalização das &lt;strong&gt;poucas estruturas de engenheiros e projectistas existentes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Este retrato é comum a outros importantes ramos da indústria portuguesa, e é por isso surpreendente que o nosso contra-almirante, depois de enunciar com sabedoria a falta de especialistas, de tecnologia, de inovação e de centros de excelência no sector, que nos capacitem para competir nos nichos de mercado de alta tecnologia ainda possíveis, alvitre como solução o salto para... as energias renováveis! Concretamente, propõe ele: "&lt;em&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sobretudo grandes estruturas oceânicas de energia, investigação e recolha de matérias primas para as águas sob controlo nacional, onde seja importante minimizar a distância do local de construção ao local de utilização&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora se já nem navios sabemos construir, como poderemos resolver isso saltando para a inovação em tecnologias que ainda não existem? Pergunta que associo à de como poderá o mar, &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/04/o-mar-uma-boa-aposta-para-portugal.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;esse grande desígnio que por vezes nos apontam&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, passar de uma miragem a alguma realidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na verdade, este salto no vazio como resposta ao nosso atraso tecnológico foi apanágio da nossa governação nos 15 anos terminados, e o seu maior expoente foi o "&lt;em&gt;momento em que se fez História&lt;/em&gt;" com a inauguração da central das ondas da Póvoa do Varzim pelo inacreditável ministro Manuel Pinho, como &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/12/central-das-ondas-do-governo.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;noticiei aqui em tempos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A&amp;nbsp;verdade, infelizmente,&amp;nbsp;é que&amp;nbsp;a nossa construção naval&amp;nbsp;nunca soube muito da ciência moderna dessa&amp;nbsp;construção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ekaiuZ82U9c/Ti05wchYhgI/AAAAAAAAAWU/VUFxkuLdr5g/s1600/800px-Portuguese_Carracks_off_a_Rocky_Coast.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="207" src="http://1.bp.blogspot.com/-ekaiuZ82U9c/Ti05wchYhgI/AAAAAAAAAWU/VUFxkuLdr5g/s400/800px-Portuguese_Carracks_off_a_Rocky_Coast.jpg" t$="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;No tempo em que dividíamos os mares com Espanha e a Ribeira das Naus era um imenso complexo fabril, a técnica da construção naval, que dominávamos mas em que pouco inovávamos, era muito empírica e baseada em princípios de simetria pouco científicos, como Franklin Guerra nos recorda na sua &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;a href="http://dererummundi.blogspot.com/2010/03/historia-da-engenharia-em-portugal.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;História da Engenharia em Portugal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quando a &lt;a href="http://books.google.com/books?id=c-4OAAAAYAAJ&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;source=gbs_ge_summary_r&amp;amp;cad=0#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;engenharia naval veio a ganhar raízes na matemática e na física modernas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, no sec. XVIII, dando origem aos velozes brigues do sec. XIX que faziam de Lisboa&amp;nbsp;à Índia&amp;nbsp;em 3 meses, contra os 6 meses das nossas naus,&amp;nbsp;já há muito que Portugal deixara de dominar os mares&amp;nbsp;ao mesmo tempo que viria a passar ao lado dessa revolução industrial...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LCzD21pOExo/Ti06A1sUQJI/AAAAAAAAAWY/dCE8j3oxWa0/s1600/fragata+1827.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://3.bp.blogspot.com/-LCzD21pOExo/Ti06A1sUQJI/AAAAAAAAAWY/dCE8j3oxWa0/s400/fragata+1827.bmp" t$="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O boom da construção naval em Portugal no início dos anos 70 (na verdade, essencialmente &lt;strong&gt;reparação&lt;/strong&gt; naval), resultou de duas circunstâncias: a excelente posição geográfica do país, que faz com que todos os petroleiros que abastecem a Europa passem ao largo da nossa costa, e o fecho do canal do Suez de 1967 a 1975, em resultado da guerra dos 6 dias e do bloqueio egípicio decorrente. Este bloqueio promoveu a construção, com destaque para o Japão, de superpetroleiros que passaram a ter de fazer a rota do Cabo, contornando a África, para trazerem do Médio Oriente o precioso líquido. Os estaleiros, cujos operários bem pagos eram baluartes apetecidos da esquerda revolucionária dos anos 70, chegaram a ter de facto um peso económico relevante mas, surpreendentemente, Portugal só veio a ter&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.mar.ist.utl.pt/licenciatura/index.aspx"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a sua primeira licenciatura em Eng.ª Naval&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em 1981, quando os estaleiros já tinham entrado em decadência acentuada!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8lyQi7twoos/Ti08DvxtU7I/AAAAAAAAAWc/kCiGfEHwMzc/s1600/Hydrolift_A_opt.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="290" src="http://1.bp.blogspot.com/-8lyQi7twoos/Ti08DvxtU7I/AAAAAAAAAWc/kCiGfEHwMzc/s400/Hydrolift_A_opt.jpg" t$="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Presentemente, coordena esta licenciatura um velho amigo meu e colega do liceu que se me queixa da pouca&amp;nbsp;aplicação que encontra em Portugal para a I&amp;amp;D em que&amp;nbsp;se especializou (doutorou-se há muito na Holanda, com que depois colaborou por muitos anos). E, por isso,&amp;nbsp;ele também tem procurado&amp;nbsp;novas áreas de aplicação dos seus conhecimentos, como as energias renováveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Temos, pois, uma construção naval agonizante e sem &lt;em&gt;know-how&lt;/em&gt;, e uma tecnologia universitária que não encontra aplicação industrial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E há quem imagine resolver isto, tanto do lado da indústria como da Universidade,&amp;nbsp;saltando para novas áreas que não existem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;...!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-458626516224652177?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/458626516224652177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=458626516224652177&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/458626516224652177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/458626516224652177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/07/construcao-naval-portuguesa-e-o-salto.html' title='A construção naval portuguesa e o salto em frente... no vazio!'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ekaiuZ82U9c/Ti05wchYhgI/AAAAAAAAAWU/VUFxkuLdr5g/s72-c/800px-Portuguese_Carracks_off_a_Rocky_Coast.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-6859505464303167430</id><published>2011-07-08T17:00:00.004+01:00</published><updated>2011-08-29T20:02:11.204+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nuclear'/><title type='text'>Novidades de Fukushima: NENHUM morto pelo acidente!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Os &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; de dia 24 de Junho noticiaram que o Japão estima em &lt;strong&gt;147 biliões de €&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=o3-U6NEaLXk&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;biliões brasileiros, ou americanos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;) a reconstrução das infra-estruturas danificadas pelo terramoto e, sobretudo, pelo maremoto de 11 de Março passado. Ao mesmo tempo, foi anunciado que &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/japaonuclear-toquio-anuncia-fundo-de-873-me-para-controlar-radiacao-em-fukushima=f657553"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;serão gastos &lt;strong&gt;0,87&lt;/strong&gt; na monitorização dos 2 milhões de habitantes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; da região próxima de Fukushima nos próximos 30 anos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Esta quantia é &lt;strong&gt;0,6%&lt;/strong&gt; da outra, mas mesmo assim os media falam dos gastos na reconstrução do Japão lembrando sempre que "&lt;em&gt;não incluem a central nuclear de Fukushima&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na verdade, o maior problema decorrente do efeito do sismo sobre as centrais nucleares japonesas é a falta de energia que assola o país, e que levou há dias&amp;nbsp;o Ministro do Economia a &lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/RS-Minister_calls_for_restart_of_Japans_reactors-2306114.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;reclamar o regresso ao serviço&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de todas as centrais nucleares em boas condições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Naturalmente, o custo do desmantelamento da enorme central de Fuskushima-Dachai (6 reactores!...) não será pequeno:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;8,7 biliões de €&lt;/strong&gt; (12 biliões de&amp;nbsp;USD) é &lt;a href="http://www.bloomberg.com/news/2011-04-13/hitachi-ge-file-proposal-to-scrap-fukushima-dai-ichi-plant.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;o preço estimado pelo consórcio Hitachi-Toshiba-Areva&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para o fazer, ao longo de 15 anos. A TEPCO já pôs de parte &lt;strong&gt;1,7 biliões de €&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;para isso. É o custo de construção aproximado de uma central e meia daquela potência (esta já estava amortizada, dados os seus 40 anos de vida), &lt;strong&gt;6,5%&lt;/strong&gt; a incluir no custo geral de reconstrução do Japão pós-sismo, incluindo os 0,87 biliões de monitorização das populações...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Considerável, certamente, mas não o principal problema da reconstrução do Japão! E uma quantia que, se não fora antecipada por inclusão no preço de venda da energia dessa central, o devia ter sido, pelo menos parcialmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Entretanto, informação &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;técnica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; detalhada e permanentemente actualizada sobre a situação em Fukushima-Dashai pode ser encontrada &lt;a href="http://www.world-nuclear.org/info/fukushima_accident_inf129.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Está fotograficamente documentado que os danos foram causados pelo maremoto de 14 metros que afogou as instalações e penetrou meio km naquela zona da&amp;nbsp;ilha, e que só foi igualado por outro que ocorrera há mais de um milénio e de que só há relativamente poucos anos de adquirira toda a noção do impacto tido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i9SzdUERgfI/TgRfUTjortI/AAAAAAAAAWE/gzbIMCqvw3g/s1600/Fukushima+before+water.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="358" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-i9SzdUERgfI/TgRfUTjortI/AAAAAAAAAWE/gzbIMCqvw3g/s640/Fukushima+before+water.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Va9Qbr12xfs/TgRfdfEW0yI/AAAAAAAAAWI/Hm2hIi5QYuY/s1600/Fukushima+under+water.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="454" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Va9Qbr12xfs/TgRfdfEW0yI/AAAAAAAAAWI/Hm2hIi5QYuY/s640/Fukushima+under+water.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Naturalmente, isto ensina que &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;é preciso prever o imprevisível&lt;/span&gt;, razão das "margens de segurança" que os engenheiros conhecem tão bem e que ali permite tirar uma conclusão geral que não era considerada na época do projecto daquela central: há incidentes que podem afectar &lt;strong&gt;simultaneamente&lt;/strong&gt; todos os meios de controlo da temperatura da reacção nuclear numa central nuclear! Coisa que as novas de 3ª geração agora em projecto e construção já prevêm (como&amp;nbsp;no projecto de&amp;nbsp;aviões, em que se vai aprendendo com a experiência dos que caem, para o que existem as "caixas negras"), mas que ainda não sucede com muitas das existentes, projectadas há 40 anos e mais (como Fukushima)...!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;No caso de Fukushima-Dashai, os quase 4 meses decorridos desde o acidente têm permitido clarificar a situação e a sua sequência. Depois das explosões de hidrogénio, poucos dias depois do tsunami, e que libertaram para a atmosfera cerca de 10% das emissões radioactivas verificadas em Chernobyl, a injecção de água de arrefecimento tem mantido as coisas sob controlo. É verdade que tudo indica haver fendas nas canalizações de água ou nos contentores dos reactores, mas isso só afecta a água de arrefecimento, que tem estado a verter dos circuitos fechados a que se devia limitar e a inundar caves com água altamente radioactiva. 110 mil toneladas dela!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas é um problema localizado à central e em resolução. Foram instalados &lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/IT-Fukushima_water_cleanup_in_action-0707117.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;sistemas de limpeza da água&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (retenção do césio), que está já a ser reinjectada nos reactores, depois de limpa e dessalgada, e o nível da água nas caves estabilizou. O césio assim extraído é depois vitrificado, impregando &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Zeolite"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a zeolite&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; usada no processo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Entretanto, os nossos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; fizeram amplo eco da decisão do Governo alemão de fechar os seus reactores quando chegarem ao fim da vida (logo se verá, porém...), de igual decisão da Suíça e do referendo italiano que recusou o retorno da Itália à energia nuclear.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, nenhuma notícia foi ouvida sobre a &lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/NP-Britain_to_return_as_serious_nuclear_nation-0507111.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;decisão do Governo inglês de renovação do seu parque de centrais nucleares&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, sobre a do regulador francês&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/RS-Ten_more_years_for_French_reactor-0507117.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;prolongar em mais 10 anos a vida da mais antiga central nuclear francesa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, sobre o decreto saído hoje mesmo do &lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/indtalk.aspx"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Governo russo declarando a tecnologia nuclear como uma tecnologia prioritária para o país&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ou sobre os &lt;a href="http://www.world-nuclear-news.org/NN_New_start_for_Lithuanian_nuclear_0206111.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;progressos da Lituânia na encomenda dos seus novos reactores&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É que, sabem, ... &lt;strong&gt;não morreu ninguém&lt;/strong&gt; no Japão, &lt;strong&gt;nem adoeceu&lt;/strong&gt;, por causa do acidente em Fukushima-Daichi!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;29 de Agosto: um extra, para os preocupados:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/NT2clOcNlOU/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NT2clOcNlOU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/NT2clOcNlOU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-6859505464303167430?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/6859505464303167430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=6859505464303167430&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6859505464303167430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6859505464303167430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/07/novidades-de-fukushima-nenhum-morto.html' title='Novidades de Fukushima: NENHUM morto pelo acidente!'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-i9SzdUERgfI/TgRfUTjortI/AAAAAAAAAWE/gzbIMCqvw3g/s72-c/Fukushima+before+water.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-3071412070747713699</id><published>2011-06-25T13:15:00.000+01:00</published><updated>2011-06-25T13:15:14.657+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nuclear'/><title type='text'>Uma energia alternativa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Há 25 anos, quando se falava em "energias alternativas" queria-se dizer "renováveis". Hoje, que as fontes de energia renovável ganharam os favores políticos (e subsídios!) de vários Governos e o controlo dos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;, a energia alternativa é a... nuclear!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Uma das tácticas que recentemente os propagandistas da ecotopia começaram a usar é a de conotarem a energia nuclear como uma forma de produção &lt;em&gt;démodée&lt;/em&gt;, do passado, um arcaísmo com os dias contados, como a lenha ou o carvão. E, no entanto, como &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/bill-gates-e-terrapower.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;defende Bill Gates&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ainda vamos só no início da tecnologia nuclear, e só um futuro baseado nas centrais de neutrões rápidos poderá fornecer à Humanidade energia abundante a preços módicos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Bil Gates, como há cerca de um mês escrevi, financia um projecto inovador (&lt;a href="http://www.intellectualventures.com/OurInventions/TerraPower.aspx"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Terrapower&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;) baseado no conceito de uma onda móvel de reacção nuclear,&amp;nbsp; que tem estado a ser exaustivamente simulado em computador por uma empresa que financia. O novo reactor é fornecido de plutónio e urânio 238 remanescente das centrais existentes e das bombas desmanteladas e nunca mais é aberto, prevendo-se que funcione durante 40 anos com o "combustível" inicial, simultâneamente dando assim destino a esse "lixo" nuclear.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DajaNeYI-3E/TgXRDvpfZ6I/AAAAAAAAAWM/oA6WmSV3BBU/s1600/terrapower+new.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-DajaNeYI-3E/TgXRDvpfZ6I/AAAAAAAAAWM/oA6WmSV3BBU/s640/terrapower+new.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Agora, o projecto está em condições de passar à fase experimental, como &lt;a href="http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=alternative-us-nuclear-reactor-design-seeks-prototype-country"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;noticia aqui a &lt;em&gt;Scientific American&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e procura quem esteja disposto a suportar a experiência pelas décadas necessárias à demonstração de que os respectivos materiais e equipamentos se portam como previsto (ou não, o que fará parte da aprendizagem).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O projecto tem o suporte da Administração Obama e de congressistas republicanos, mas será provavelmente na Rússia ou na China que será construído o protótipo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-3071412070747713699?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/3071412070747713699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=3071412070747713699&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3071412070747713699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3071412070747713699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/uma-energia-alternativa.html' title='Uma energia alternativa'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DajaNeYI-3E/TgXRDvpfZ6I/AAAAAAAAAWM/oA6WmSV3BBU/s72-c/terrapower+new.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-4586051448123796399</id><published>2011-06-23T21:35:00.000+01:00</published><updated>2011-06-23T21:35:02.522+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Energias renováveis'/><title type='text'>electricidade a pedal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ecotretas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; postou &lt;a href="http://ecotretas.blogspot.com/2011/06/kwh-2600-euros.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;uma engraçada notícia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; sobre uma iniciativa dinamarquesa muito verde, e que consiste num dado hotel oferecer uma refeição a quem contribua para a produção de electricidade local pedalando um quarto de&amp;nbsp;hora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://ecotretas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;Ecotretas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; faz as contas e chega ao valor absurdo de 2600 €/kWh (18 mil vezes mais que o seu custo usual)!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, o que me levou a vir aqui foi para acrescentar uma curiosidade à notícia da electricidade a pedal dinamarquesa: é que essa prática de gerar electricidade pedalando uma bicicleta não é original. De facto, é assim que os reclusos do Arizona alimentam as lâmpadas das tendas quando saem para trabalhos de campo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O xerife de Phoenix acha que os reclusos não têm o direito de gastar electricidade à comunidade e, por isso, trata que sejam eles próprios a gerá-la. Vale a pena, de caminho, notar que o referido xerife é usualmente apontado como exemplo da bestialidade policial por certos europeus muito sensíveis, mas nos EUA&amp;nbsp;um xerife é eleito (imaginem os chefes da polícia das vossas cidades a serem eleitos, também...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E o facto é que, com estas práticas, o xerife de Phoenix é eleito regular e repetidamente há muitos anos!...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-4586051448123796399?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/4586051448123796399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=4586051448123796399&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4586051448123796399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4586051448123796399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/electricidade-pedal.html' title='electricidade a pedal'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-3234143050032425902</id><published>2011-06-22T15:00:00.018+01:00</published><updated>2011-09-12T10:05:58.616+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><title type='text'>A aposta na melhoria da eficiência energética</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Não estou convencido que a melhoria da eficiência energética possa constituir uma aposta &lt;strong&gt;estratégica&lt;/strong&gt; eficaz mas, enquanto aposta &lt;strong&gt;táctica&lt;/strong&gt;, para o curto prazo, é boa ideia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Duvido da eficiência energética enquanto &lt;strong&gt;aposta estratégica &lt;/strong&gt;para começar porque Portugal ainda tem um consumo energético &lt;em&gt;per capita&lt;/em&gt; de apenas&amp;nbsp;&lt;strong&gt;2/3&lt;/strong&gt; do da média europeia e, se o país é bafejado pela sorte de um clima ameno que lhe reduz as necessidades de aquecimento nos edifícios relativamente à Europa do norte e do centro, o consumo residencial de energia, o &lt;strong&gt;das famílias&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;é em Portugal ainda&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;u&gt;menos de metade&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do da média da Europa dos 27 e tem-se vindo a reduzir desde 2008!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A estrutura de consumo energético nacional, não muito diferente do de Espanha,&amp;nbsp;é &lt;/span&gt;&lt;a href="http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-PC-10-001/EN/KS-PC-10-001-EN.PDF"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;sensivelmente de 40% nos transportes e de 30% na indústria e outro tanto nos edifícios (residenciais e de serviços&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;. Nos EUA, um dos maiores consumidores &lt;em&gt;per capita&lt;/em&gt; de energia e onde o desperdício é evidente (particularmente na climatização), a proporção de gastos em transportes e nos edifícios é praticamente a nossa invertida: lá os transportes gastam perto de 30% do total e são os edifícios que dispendem perto de&amp;nbsp;40%, com metade da factura energética&amp;nbsp;doméstica dos americanos&amp;nbsp;no ar condicionado e no aquecimento, enquanto cá o aquecimento só representa 1/4 dessa factura. Em Portugal &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/02/morrer-de-frio-em-portugal.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;todos os Invernos morrem muitos&amp;nbsp;idosos de frio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Na verdade a energia - tanto a eléctrica como a dos transportes - é em Portugal muito cara relativamente ao poder de compra da população, e isso é um factor determinante deste baixo consumo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Muita gente que lê números com dificuldade argumenta que Portugal tem uma excessiva intensidade energética, que é o quociente da energia dispendida pelo Produto Interno Bruto. Deduzem daí que gastamos energia demais para o que produzimos, mas é o contrário que é verdade - produzimos é pouco, em Valor, para a energia que gastamos!...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A segunda razão porque estou pouco convencido da &lt;strong&gt;eficiência energética&lt;/strong&gt; enquanto aposta estratégica é que os programas do Governo têm sido pouco mais que &lt;em&gt;power-points&lt;/em&gt; recheados de frases ocas, criação de burocracias e de negócios para amigos - desde o fomento de empresas que visam exportular mais uns cobres aos cidadãos para lhes facultarem os agora obrigatórios "certificados energéticos", até à venda de painéis de aquecimento solar de águas, passando pela delirante recomendação de que os cidadãos troquem os electrodomésticos todos por outros mais eficientes...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Considero, no entanto, a aposta na eficiência energética boa ideia &lt;strong&gt;táctica&lt;/strong&gt;, se ela começar por atacar o desperdício nos &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;edifícios e transportes do Estado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; onde, ao contrário das casas dos cidadãos e das empresas,&amp;nbsp;impera a irresponsabilidade orçamental! E depois, se ela for pedagógica para com os cidadãos e os procurar &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/07/ganhe-dinheiro-reduzindo-o-aquecimento.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;ensinar a poupar nesta época de crise, guiando de forma mais económica e apagando as luzes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;, e sobretudo os PC, os plamas &amp;nbsp;e as TV telecomandadas, será sempre educativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A&amp;nbsp;&lt;strong&gt;eficiência energética&lt;/strong&gt; será ainda uma boa &lt;strong&gt;aposta táctica&lt;/strong&gt; pelo sinal de&amp;nbsp;preocupação&amp;nbsp;política com a poupança&amp;nbsp;que passará, nesta época de dificuldades, mas só se for&amp;nbsp;antecedida pelo exemplo do Estado! &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pordata.pt/azap_runtime/?n=4"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;Basta ver que&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;, desde 1994, o consumo doméstico de &lt;span style="color: purple;"&gt;electricidade&lt;/span&gt; manteve &lt;strong&gt;constante&lt;/strong&gt; a sua quota de 27-29% do consumo total, mas o dos edifícios do Estado aumentou em &lt;strong&gt;40%&lt;/strong&gt;, de 4 para 5.6%, sobretudo desde 2002, e isso apesar do frio e do calor que ainda se sofre nas escolas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Algum esforço voluntarista e moralizador de eficiência energética poderá adicionar alguns pontos percentuais à redução do consumo energético que a crise económica já trouxe e ainda vai trazer mais (tanto em electricidade como em combustíveis - embora quanto a este algo sobrevalorizado pelo contrabando de combustíveis espanhóis). Mas, se tivermos esperança de virmos um dia a atingir os níveis de vida da média europeia, a mais longo prazo o nosso consumo energético ainda tem muito que crescer - sobretudo o de electricidade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A melhoria de fundo da &lt;strong&gt;eficiência energética&lt;/strong&gt; é uma conquista progressiva e lenta da tecnologia e de políticas de fundo - normas internacionais para os electrodomésticos, regulamentos para a construção de edifícios, etc. Como se verificou com os automóveis desde o choque petrolífero de 1973.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas, a&amp;nbsp;curto prazo, será difícil distinguir&amp;nbsp;o aumento da eficiência energética&amp;nbsp;da mera redução de consumos suscitada pela carência económica...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-3234143050032425902?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/3234143050032425902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=3234143050032425902&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3234143050032425902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/3234143050032425902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/aposta-na-melhoria-da-eficiencia.html' title='A aposta na melhoria da eficiência energética'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-5189712405118612004</id><published>2011-06-16T12:07:00.000+01:00</published><updated>2011-06-16T12:07:24.682+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política científica'/><title type='text'>De onde vimos: discurso de Ferreira Dias na época em que nasci</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://wikienergia.com/~edp/index.php?title=O_Fomento_Nacional_no_Campo_Industrial_e_Energ%C3%A9tico_%28Artigo%29"&gt;O FOMENTO NACIONAL NO CAMPO INDUSTRIAL E ENERGÉTICO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Conferência proferida em 26 de Março de 1952 no I.S.T. e integrada no Ciclo de Conferências sobre Economia Nacional organizado pela A.E.I.S.T., com o patrocínio do Conselho Escolar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;SENHOR SUBSECRETÁRIO DE ESTADO, MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES:&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HJJwYLTa29U/TfnjmoWQxZI/AAAAAAAAAV8/wszcZxNy6kM/s1600/FERREIRA_DIAS.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-HJJwYLTa29U/TfnjmoWQxZI/AAAAAAAAAV8/wszcZxNy6kM/s400/FERREIRA_DIAS.jpg" t8="true" width="279" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O Fomento nacional no campo industrial e energético foi o ponto que a Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico me deu para a conferência desta noite. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Começo por confessar que aceitei o encargo de falar sobre ele por se tratar de uma palestra dentro da Escola; fora daqui não o teria feito, porque este assunto de fomento industrial vem dando origem, há alguns anos, a largas manifestações oratórias, e começa já a tornar-se um bocadinho monótono ouvir repetir os mesmos argumentos e as mesmas esperanças. Um professor, dentro da escola, tem por dever de ofício que se repetir, mas fora dela já não pode fazê-lo com a mesma liberdade; esta é a razão por que aceitei e aqui estou a repetir coisas que já foram ditas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;I – &lt;i&gt;Facilidades e dificuldades do problema&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O problema do fomento industrial é em si um problema simples. E quando digo simples não quero dizer que é infantil; quero dizer apenas que não é transcendente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Na realidade, todas as pessoas que falam sobre este assunto, desde os economistas mais especulativos aos técnicos de feição mais utilitária – e procuro não ser nem duns nem doutros – acabam sempre numa conclusão unânime: é preciso aumentar a produção. Parece portanto que toda a gente sabe o que se deve fazer, sem divergências de opinião, o que pressupõe que o assunto, à força de evidente, se torna simples. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;É notório que este aumento de produção não consiste em aumentar o número de conferências, por exemplo; trata-se de aumentar a produção de bens económicos, e portanto temos que nos orientar para aquelas fontes donde estes bens económicos nos podem provir: a Agricultura e a Indústria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A Agricultura representa na nossa vida, como todos sabemos, um papel muito importante, e é de supor que venha a desempenhar papel mais importante ainda; mas, por motivos que veremos dentro de alguns minutos, ela não pode, só por si, resolver todo o nosso problema e temos, por consequência, que nos orientar para a Indústria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Estando a coisa limitada desta maneira, ocorre então insistir: e é simples o problema? Eu julgo que é. Suponhamos, por absurdo, que me encarregavam de apresentar um projecto de aperfeiçoamento da indústria suíça. Confesso que não saberia bem por que ponta lhe havia de pegar, porque a indústria suíça tem em todo o Mundo uma larga nomeada de perfeição; a indústria suíça abrange extensíssimo domínio, desde relógios às locomotivas; a indústria suíça paga bons salários e vive numa atmosfera de calma social; a Suíça, apesar de ter um território que não chega a metade do nosso, consome para cima de 10.000 milhões de kWh. Sinceramente, eu não saberia o que fazer neste conjunto para o melhorar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Mas se olharmos para o nosso caso, veremos que nem a nossa indústria tem uma grande aura, nem abrange domínios extensos, nem paga bons salários; e o nosso consumo de energia eléctrica mal excede os 1000 milhões de kWh. Perante esta situação parece que o problema é realmente simples, que não há grande dificuldade em saber onde deveremos actuar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Dentro do campo puramente económico o caminho está então traçado sem hesitação. A discussão apenas será legítima no pormenor tecnológico, naquelas pequeninas coisas que há que fazer em cada caso concreto. Mas desses assuntos ninguém trata; todos nadam nas ideias gerais, e até eu aqui estou agora a cair nelas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Mas se eu disse que o problema é simples, uma vez que sabemos exactamente os defeitos que temos a corrigir, isso não quer dizer que não haja, na realidade, certas facetas delicadas. Há, evidentemente, algumas pequenas dificuldades; vejamos quais são. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;As dificuldades do nosso problema de fomento industrial podem dividir-se em duas categorias: as dificuldades convencionais e as dificuldades reais. As dificuldades convencionais são duas: a falta de carvão e a falta de matérias-primas. As reais são três: a falta de tradição, a falta de mercado e a falta de dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;As duas primeiras, aquelas a que chamei convencionais, são, fundamentalmente, umas desculpas que se inventaram já há muitos anos para esconder um bocadinho a nossa falta de actividade no domínio industrial. Mas vão perdendo valor a pouco e pouco. Hoje, toda a gente sabe que a hidroelectricidade e o transporte de energia eléctrica a grandes distâncias libertaram a indústria do domínio absoluto que sobre ela exercia o carvão há algumas dezenas de anos – e os exemplos são conhecidos de toda a gente. Todos conhecem países da Europa em que a produção de carvão não é muito superior à nossa e que, no entanto, mantêm um nível industrial susceptível de nos causar inveja. São, por exemplo, a Itália, a Suíça, a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia. São países em que a produção de carvão não existe ou é muito pequena e que têm, no entanto, níveis industriais de grande categoria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Quanto ao problema das matérias-primas, a coisa apresenta-se semelhantemente. Toda a gente sabe que os grandes países industriais importam matérias-primas; o comércio das matérias-primas constitui cerca de metade do grande comércio mundial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Um exemplo de que a falta de matérias-primas não é motivo que justifique ausências de indústria dá-o a Inglaterra, que foi o berço da revolução industrial do século passado. Se se podem apontar duas indústrias inglesas que tenham fama e expansão mundial, serão talvez as indústrias têxtil e metalomecânica. Mas, quanto à primeira, não consta que haja algodoeiros em Inglaterra, a não ser, porventura, nalguma estufa do Jardim Botânico de Kew; e a lã, é sabido que vai do Cabo ou da Austrália. No domínio da indústria metalomecânica a posição é porventura mais acentuada ainda, porque a Inglaterra trabalha o cobre da Rodésia, o minério de ferro da Espanha ou do Norte de África, o alumínio do Canadá, o volfrâmio de Portugal, o manganês da Índia, o estanho da Malásia. Se a Inglaterra vivesse hoje exclusivamente das suas matérias-primas seria um país de pastores a tocarem gaita-de-foles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Por outro lado, este argumento da falta de matérias-primas poderia ter alguma autoridade na boca de pessoas que já tivessem aproveitado todas aquelas de que dispõem; mas parece que não é isso que tem acontecido em Portugal. Dou alguns exemplos correntes. Existe à nossa volta o ar atmosférico; dizem os professores de Química que tem 4/5 de azoto. O azoto é a base de uma série longa de produtos químicos, nomeadamente adubos e explosivos; no entanto, apesar de dispormos desta matéria-prima, só há uns dois meses ela é aproveitada em Portugal, e, mesmo assim, a coisa ainda tem para alguns o carácter de uma calamidade nacional, uma espécie de novo Alcácer Quibir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Temos uma riqueza florestal grande, e toda a gente fala na área de pinhal que é da ordem do milhão de hectares. Mas só agora está em construção uma fábrica que há-de aproveitar a madeira dos pinheiros para fazer papel e pasta de papel, e no entanto já o rei D. Dinis semeou pinheiros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Temos por esse país algumas centenas de milhões de toneladas de minério de ferro; ainda não está aproveitado. Limitamo-nos, por enquanto, como de resto já fazemos há largos anos ou mesmo há dezenas de anos, a esgravatar o minério da terra e a vendê-lo para os estrangeiros tratarem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Todos sabemos que se produzem em Portugal óleos de natureza animal ou vegetal e também todos sabem que desses óleos se exportava grande parte e que uma parcela deles, hidrogenados no estrangeiro, eram de novo comprados para os nossos usos. O hidrogénio, dizem também os professores de Química, existe na água, e conhecem-se várias maneiras de o extrair. No entanto, só há poucos meses começaram a fazer-se em Portugal os óleos hidrogenados. E não me alongo mais; parece claro que não existe uma autoridade muito grande nas pessoas que inventaram aquela famosa história da falta de matérias-primas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Vamos tratar agora das dificuldades reais. Começarei pela falta de tradição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A tradição é uma espécie de força de inércia que desempenha o papel daquela parcelazinha que aparece nas equações da Mecânica; todos sabem que é no arranque, quando o movimento começa, que essa parcela exerce o papel mais importante, e todos sabem ainda que ele é então negativa porque impede o aumento da velocidade. Pois passa-se aqui a mesma coisa. As pessoas não acreditam na Indústria; as pessoas não estão habituadas a ouvir falar da Indústria; as pessoas têm medo da Indústria; e daqui resulta que as coisas demoram muito mais tempo do que poderiam demorar normalmente. A falta de tradição é uma séria dificuldade do nosso problema. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Falemos da falta de mercado. Ao contrário do que algumas vezes se tem dito, Portugal é um país pequeno. Somos 8 milhões, e as províncias ultramarinas contam relativamente pouco neste domínio. Não é prudente, seria mesmo extremamente imprudente, tentar montar uma indústria nova a pensar na exportação, sobretudo neste tempo em que o comércio internacional encontra limitações de toda a ordem. É, por consequência, o mercado interno que deve ser a base de todos os estudos sérios; salvam-se, evidentemente, algumas excepções com características especiais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;É esta, aliás, a posição que as grandes indústrias têm em todos os países industriais. A parcela de exportação é, normalmente, uma parcela pequena, em comparação com o total de negócios, e mal seria se fosse doutra maneira; só o mercado interno pode representar para a indústria uma estabilidade suficiente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Como somos poucos, o problema apresenta sua delicadeza, porque as indústrias têm que ser estabelecidas, para terem rendimento aceitável, com uma capacidade mínima, e é necessário que essa capacidade possa ser coberta pelas necessidades da população. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Este aspecto é, portanto, um bocadinho sombrio, mas há nele uma frestazinha por onde entra um pouco de luz. É certo que somos poucos, mas também é verdade que consumimos pouco, porque o nível geral da nossa gente é baixo. Temos aí, por consequência, um caminho a explorar. A melhoria do nível de vida, susceptível de grande avanço, permite compensar em parte a escassez do nosso consumo, e tudo o que se fizer no sentido de desenvolver a Indústria contribui, no fundo, para aumentar o nível dessa população e para aumentar, portanto, o número de compradores efectivos. Basta notar, por exemplo, o que se passa no nosso País, se compararmos os consumos específicos nos anos que precederam esta última guerra com os consumos que se verificam hoje, sobretudo no que diz respeito a géneros alimentícios; os aumentos são formidáveis, porque, quando há melhoria de nível de vida, as pessoas, quando o não tenham feito antes, procuram, acima de tudo, comer com suficiência. Isto verifica-se em todos os produtos, e dá-nos uma certa perspectiva de facilidade no aumento do nosso consumo pela melhoria do poder de compra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Finalmente, aparece o problema da falta de dinheiro. O estabelecimento de uma indústria exige cada vez maior volume de produção, porque cada vez se é mais exigente na qualidade dos produtos, cada vez se exerce maior concorrência nos preços e, portanto, cada vez a mecanização tem que ser maior e cada vez as máquinas têm de ser mais complicadas; resulta daí que cada vez mais se exige para o primeiro estabelecimento de uma indústria um volume avultado de capital. A verdade é que parece que não dispomos desse capital, porque o ritmo do nosso desenvolvimento tem sido mais lento do que aquilo que deveria ser; mas neste campo, pelo menos vista a coisa em superfície, parece descobrir-se um paradoxo. Anda toda a gente preocupada porque temos na União Europeia de Pagamentos um saldo que excede os 100 milhões de dólares, qualquer coisa como 3 milhões de contos; aqui há 3 ou 4 anos andava-se igualmente preocupado com uma dívida da Inglaterra que deveria andar pelos 80 milhões de libras, qualquer coisa como 8 milhões de contos, ao câmbio daquela data. A verdade é que o dinheiro aparece em ritmo bastante mais reduzido do que aquilo que permitiria a nossa capacidade de trabalho; e não desejo avançar neste domínio, porque entrando por ele sairia do nosso programa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;II – &lt;i&gt;Portugal não é essencialmente agrícola&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Vamos agora explicar que Portugal não é essencialmente agrícola e que, portanto, não podemos desinteressar-nos do desenvolvimento da Indústria. Esta ideia falsa de que Portugal é agrícola por excelência não é de hoje; é doutrina que vem de há algumas dezenas de anos. E ocorre perguntar: Que interesse haverá em continuar afirmando uma coisa que se sabe não ser verdade? O interesse é evidente: é que se conseguirmos demonstrar que Portugal é essencialmente agrícola, ficaremos dispensados de fazer qualquer coisa além daquilo que temos feito até hoje: esperar que o calor do Sol e a humidade da Terra façam germinar as sementes. Mas o que é fácil demonstrar é precisamente o contrário; é que Portugal não é essencialmente agrícola. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;É do domínio geral que temos um clima irregular e que as colheitas agrícolas não suportam climas irregulares. Já um estrangeiro comentou com argúcia que nós temos bom tempo mas mau clima. Entre os factores desse clima avulta a irregularidade das chuvas. Todos vemos o que se passa: temos nos nossos rios desproporções de caudal da ordem de 1:1000 e temos por esse facto, na quase totalidade do território, um período de verão com índice de aridez inferior a 10. Segundo um estudo que foi publicado há cerca de 3 anos na “Revista de Estudos Económicos”, a produção média anual por hectare do nosso território era apenas de 630$00 – uma pobreza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A nossa agricultura, apesar de termos uma população que não é muito densa – estamos apenas na média da Europa, e temos portanto, uma densidade nitidamente abaixo dos países do centro – não consegue alimentar-nos a todos, pelo que se importam quantidades avultadas de géneros alimentícios. A Junta de Colonização Interna inventariou aqui há anos os baldios ao norte do Tejo – afirmava-se que o País não produzia por haver muitos baldios improdutivos – e o inventário deu 400.000 hectares, dos quais apenas se consideram com aptidão agrícola 75.000 hectares – outra pobreza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A Junta de Hidráulica Agrícola, quando fez o seu programa de irrigação, elaborou-o para 106.000 hectares e afirmou que a máxima área regável deste País era de 400.000 hectares. Mesmo que este número esteja errado por defeito, também por aqui não vamos longe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Tudo isso resulta de termos um solo que na generalidade é acidentado e pobre, e que tem mesmo aspectos dolorosos. É possível que já todos tenham entrado em Portugal pela fronteira de Vilar Formoso. Enquanto atravessamos as terras de Castela podemos achar que o solo é seco, que é pobre, mas é pelo menos arável; mas quando entramos a fronteira vemos acastelarem-se granitos por todos os lados e, no meio deles, salvo em raras parcelas, apenas encontramos magras leiras de centeio. E este panorama desolador estende-se quase até Mangualde. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;É também conhecido o aspecto das terras arenosas do pliocénico do sul do Tejo. Ainda há poucas semanas atravessei a lezíria de Vila Franca para ir ver a linha de 150.000 V que está em construção para Setúbal; e quando regressei, a nota mais intensa que essa viagem me tinha deixado não era dada pela linha, mas pela observação do solo. Notei que 200 metros para lá do Sorraia o panorama muda completamente: perde-se a frescura do prado e começa a charneca seca, ingrata, com um solo de areia solta onde custa a andar como na praia. De repente, passamos de campina humosa para o terreno pobre em que as culturas dominantes são o pinhal e o montado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Ao olhar para aquilo, lembrei-me dos faraós do velho Egipto, lembrei-me daquela história, que nos contam no Liceu, das cheias do Nilo que fertilizavam o deserto; e vi com os meus olhos que realmente o solo é fértil até ao ponto em que o cobrem as cheias do Tejo. E então percebi essa passagem da história do Egipto, e percebi também que a lezíria é uma dádiva do Tejo; por baixo daqueles nateiros há areia estéril. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Porque o deserto, o autêntico deserto, temo-lo nós a dois passos daqui, além no Norte de África. Apesar de estarmos na Europa, nós somos a fronteira do deserto, nós somos a transição da Europa para o deserto. Na margem do Sorraia está a guarda avançada do deserto. Nós não gostamos que seja assim; o nosso amor a Sintra e ao Buçaco, no fundo, não é mais que a nossa reacção contra o deserto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Continuar a afirmar que Portugal é um país essencialmente agrícola é um acto de traição, porque amortece todas as actividades no sentido de melhorar a vida da nossa geração. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Mas se Portugal não é essencialmente agrícola, há que fazer justiça afirmando que é principalmente agrícola. Segundo o último censo completo da população – o de 1940, visto que do de 50 há apenas alguns resultados provisórios – 40% da nossa população vive da terra e só 20% da Indústria, incluindo transportes; na nossa exportação avultam em mais de metade os produtos da terra. No estudo que há pouco citei, publicado na “Revista de Estudos Económicos”, calculava-se que a produção agrícola anual aos preços da época, que são praticamente os preços de hoje, valia 4.600.000 contos; não se fez a avaliação da produção industrial mas presume-se que não excederá metade disto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Somos, portanto, um país principalmente agrícola, mas não o somos por natureza, por essência, porque as condições mesológicas assim o aconselhem; somo-lo porque reunimos algumas condições para termos Agricultura e dedicámo-nos a aproveitá-las, esquecendo-nos de que isso não chega. Precisamos agora de compensar a insuficiência dessa Agricultura para nos alimentar e nos dar trabalho a todos, desenvolvendo a Indústria em pé de indispensável equilíbrio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;III – &lt;i&gt;As indústrias novas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;E então pergunta-se: como se pode desenvolver a Indústria? O desenvolvimento da Indústria pode fazer-se por duas vias: criando indústrias novas ou melhorando aquelas que existem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Quanto à criação de actividades novas, publicou-se em 1944 um quadro de indústrias, chamadas indústrias-base, cujo estabelecimento no País se previa dentro do prazo de 8 anos. São precisamente passados 8 anos, e embora alguma coisa se tenha feito, o programa não se cumpriu inteiramente. Estão em laboração, dentre as indústrias incluídas neste quadro, a metalurgia do cobre e a fabricação de sulfato de amónio. Estão em construção as fábricas de cianamida cálcica, de celulose e de tubos de aço. Faltam os nitratos, a folha-de-flandres e a siderurgia. A folha-de-flandres está até numa situação indecisa: começou as suas instalações mas não se sabe ao certo se está viva ou se está morta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A siderurgia não se instalou ainda, creio por duas razões: a primeira, porque se levantam algumas dúvidas sobre a via tecnológica que devemos empregar; a segunda porque a verba é avultada, da ordem de várias centenas de milhares de contos, e é evidente que esta verba é de fazer hesitar qualquer pessoa. No entanto, vou citar alguns números que são capazes de fazer parar todas as hesitações. Desde o fim da última guerra até ao presente, os ferros laminados têm tido, nos países europeus produtores, um preço que convertido em moeda portuguesa é da ordem de 2$00 por quilo ou pouco mais. Nós, portugueses, temo-los comprado a esses países a preço que vem oscilando entre 3$00 e 4$00 por quilo, com ressalva de alguns meses do ano de 1950, em que, por falta de acordo dos fabricantes, se estabeleceu uma concorrência que fez descer o ferro de exportação abaixo de 2$00. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Quer dizer portanto que, como a nossa importação anual é superior às 100.000 toneladas, nós, desde que acabou a guerra até agora (e parece que acabou ontem) já pagámos ao estrangeiro em sobre-preço – acentuo que é em &lt;i&gt;sobre-preço&lt;/i&gt; – aquilo que nos daria para montar uma siderurgia completa. É claro que este dinheirão que temos gasto não nos rende nada; foi dinheiro que se perdeu … e foi bem feito, que é para não perdermos muito tempo a fazer versos – ou prosa que às vezes é ainda pior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Se alguém se lembrasse de ir arranjar essas centenas de milhares de contos pela aplicação de uma taxa temporária a certas mercadorias, de instalar uma siderurgia e de, quando ela começasse a funcionar, dizer que se devia dar o dinheiro como perdido ou desvalorizado em parte, porque a indústria não era capaz de o remunerar convenientemente – dir-se-ia a plenos pulmões que o acto fora erro sem perdão. No entanto, esse dinheiro teria sido mais útil, infinitamente mais útil do que aquele que temos mandado para o estrangeiro em sobre-preço das mercadorias e que continuaremos a mandar enquanto não tivermos determinado o contrário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Fora deste quadro das indústrias-base, outras indústrias importantes se têm estabelecido nos últimos anos; cito, como exemplo, os pneumáticos, as máquinas eléctricas, as máquinas de costura, os condutores eléctricos, os equipamentos hidráulicos, a fiação de linho, a trefilaria, etc. Interessará porém analisar que outras actividades industriais se poderão sugerir para realização imediata, além das que ficaram para trás no plano das indústrias-base (folha-de-Flandres, nitratos e siderurgia). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Antes de mais nada ocorre falar da mina de Rio-Maior. Existe em Rio-Maior uma mina de lenhite cujas reservas, hoje conhecidas, já são superiores a 20 milhões de toneladas. Essa lenhite é susceptível de gaseificação, quer dizer, esta mina pode ser a base de uma indústria química importante; o Sr. Prof. Herculano de Carvalho tem-se dedicado ao seu estudo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Parece, portanto, que não podemos deixar de dar todas as facilidades ao aproveitamento deste jazigo e suas instalações complementares; somos tão pobres em riquezas naturais que não podemos desperdiçar esta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Ocorre-nos uma outra indústria: construção naval. Tem-se feito nos últimos anos um brilhantíssimo progresso na marinha mercante; o seu programa, que tem sido executado com uma rapidez fulgurante, que se deve à tenacidade do almirante Américo Tomás, tem, a meu ver, um defeito: foi rápido demais para que a indústria nacional pudesse participar de forma sensível. Os navios chegaram bruscamente da Inglaterra, da Bélgica, da Holanda, e os estaleiros nacionais pouco intervieram nesta obra de impressionante relevo. Parece, portanto, aconselhável a elaboração de um novo programa de execução lenta, de maneira que as oficinas portuguesas possam colaborar nele mais profundamente do que fizeram nesta primeira arremetida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Há um domínio em que pouco temos feito e em que o consumo talvez permitisse fazer mais: o das ferramentas e das máquinas-ferramentas. Exceptuando as limas da grande fábrica de Vieira de Leiria, que têm reputação internacional, de resto pouco se faz, e do que se faz a maior parte é mau. Parece que uma sugestão útil seria a de procurarmos criar uma ou duas marcas nacionais de reputação e fazermos acabar toda essa quinquilharia que por aí se fabrica, e que é bastante má na generalidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Estão a espalhar-se pelo País as tarifas degressivas da electricidade, umas melhores que outras, mas, enfim, tarifas que permitem aumentar o consumo doméstico. Quer dizer que aquele exemplo que houve no Porto e nalgumas terras do País, exemplo de aplicação de material electrodoméstico em larga escala, começou por se estender a todo o País incluindo Lisboa. Parece portanto que seria oportuno começar a pensar numa indústria a sério de material electrodoméstico. Igualmente se poderia pensar no material circulante de caminhos-de-ferro e no de manutenção industrial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Importa, por outro lado, activar o plano de pesquisas mineiras. Temos tão poucos recursos que vale a pena explorar o nosso subsolo para conseguirmos aproveitar tudo que nele haja de útil. Torna-se portanto necessário intensificar o trabalho do Fomento Mineiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A este propósito, não posso calar que, quando leio em alguns tratados de comércio, como sucedeu recentemente, que nos comprometemos a exportar por ano meio milhão de toneladas de pirite, fico seriamente apreensivo sobre se, dentro de alguns anos, não virá a pôr-se o problema de não termos sequer pirite para o nosso próprio consumo. As reservas das minas não são grandemente conhecidas, as pesquisas que vêm sendo feitas na faixa devónica do Alentejo não têm dado grandes resultados; não tenho a certeza de que esta preocupação seja fundamentada, mas acho que é legítimo pôr a dúvida sobre se não devemos parar com esse esgotamento de produtos naturais cuja falta pode vir a afectar grandemente a nossa vida industrial e agrícola. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Para não alongar este assunto das indústrias novas, quero referir-me apenas a mais um caso que certamente acorre ao espírito de toda a gente, por se tratar de uma máquina de expansão universal: fabricação de automóveis e tractores. Infelizmente, neste domínio, a situação não está famosa. Houve há poucos anos um pedido interessante e bem documentado de montagem desta indústria, pedido que não reclamava a ajuda financeira do Estado. Mas levou-se tanto tempo a pensar que, entretanto, o interessado morreu; julgo que é uma oportunidade perdida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;IV – &lt;i&gt;A reorganização das indústrias&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Ao falar da reorganização das indústrias existentes, que é um dos pontos da nossa palestra, quero começar por me referir a um assunto muito discutido, que interessa os alunos das Escolas de Engenharia e que, sobretudo na Ordem dos Engenheiros, vem sendo ventilado de longa data: a colocação dos novos engenheiros. Tem sido defendido por alguns que a maneira de arranjar colocações abundantes para os novos diplomados está em determinar que nas indústrias acima de certa dimensão haja sempre um engenheiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Não estou convencido de que esta seja a solução. Primeiro, porque não sei se alguém assinará um decreto a dizer isto; segundo, porque mesmo que assinasse, o pobre do engenheiro ver-se-ia negro com o patrão que o tinha lá forçadamente sem perceber para quê; terceiro, porque o engenheiro, entrando para grande número das indústrias actuais, não encontraria lá equipamento de que pudesse servir-se e com que pudesse bem desempenhar a sua missão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Já uma vez, a propósito do trabalho de uma comissão nomeada para estudar a reorganização de certa indústria, foi-me feito o seguinte comentário pelos respectivos industriais, que pretendiam dar uma ideia bem nítida do ‘’’erro’’’ que essa comissão estava praticando: – Imagine V. Exa. que a Comissão até quer fazer um laboratório! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Com industriais desta categoria o pobre do engenheiro não poderia fazer grandes coisas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Parece-me claro que antes de se forçar a admissão dos engenheiros é necessário dar às indústrias um nível técnico mínimo; essa admissão será então uma necessidade e não um favor da lei. A nossa indústria sofre de uma dispersão extraordinária; sofre de um grande arcaísmo das suas instalações; sofre de ter uma base muito empírica na sua tecnologia. Precisamos, portanto, de dar à indústria portuguesa a concentração, a modernização e a base científica que lhe faltam, e precisamos, portanto, por sistema, de fazer uma reorganização industrial. Evidentemente que há casos de excepção; mas, na linha geral, temos que olhar como uma necessidade deste País a reforma da indústria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Indústria não é a fabricação de curiosidades nascidas da habilidade espontânea do povo. Indústria é Ciência Aplicada. Precisamos de integrar a nossa Indústria nas bases científicas que não tem. E essa é uma missão espinhosa; o problema tem certo melindre – é mesmo mais melindroso que o da criação de indústrias novas, porque briga com situações já criadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Eu disse à bocadinho que era preciso concentrar a indústria, mas disse-o um pouco a medo, porque esta palavra concentração é uma espécie de cabeça de Medusa que apareceu neste País; toda a gente supõe, ou finge supor, que o falar em concentração implica fazer coisas gigantescas. A ideia de concentração significa apenas concentrar as instalações até ao limite mínimo onde se possa produzir em condições aceitáveis de qualidade e de preço. Por muito que seja difícil enveredar por este caminho é forçoso tomá-lo, porque por todo o Mundo as exigências da técnica aumentam, as condições de produtividade melhoram, e nós, que temos que viver na concorrência com os outros povos, temos que nos equipar como eles, porque se o não fizermos não conseguiremos nunca melhorar o nosso nível. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Seria longo analisar com pormenor o que se passa no nosso País a respeito da indústria a precisar reorganização. Cito um exemplo: Se formos aos arquivos do Estado (há alguns que não são secretos, de forma que podemos legitimamente consultá-los) verificamos que há determinadas instalações que figuram nos documentos oficiais como “fábricas de terras corantes”. Uma “fábrica de terras corantes” é simplesmente um sistema constituído por um homem, um burro e um moinho de galgas; o homem vigia o burro, e o burro anda à volta a fazer girar o moinho dentro do qual se trituram umas pedras de óxido de ferro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Se forem perguntar a este pobre homem qual é a composição do produto que vende, qual é o seu grau de pureza, ele não fará a menor ideia do que estas coisas são. Mas há muitas instalações deste género. Para dar mais um exemplo, há, ou pelo menos havia, certas “fábricas de tintas” que eram constituídas por um homem com uma pipa e um pau. Dentro da pipa havia uma droga que só Deus sabia o que era, porque o homem não chegava a tanto. O homem, com o pau, mexia a droga e vendia-a como tinta. Se alguém perguntasse que características tinha aquele artigo, a pergunta ficaria sem resposta. Não é com indústrias destas que podemos continuar na Europa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Não quero citar mais exemplos porque, segundo parece, estas organizações são constitucionalmente muito respeitáveis, e eu não quero de forma nenhuma faltar-lhes ao respeito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;V – &lt;i&gt;O condicionamento industrial&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Duas palavrinhas sobre o condicionamento industrial. Foi um sistema que entre nós se estabeleceu em 1931, a pedido de alguns industriais, quando começou a revelar-se a crise económica que se declarou por 1929 e só veio a acabar por 1934 ou 35, quando se começou a fazer a preparação da última guerra. Esse condicionamento consistia em procurar melhorar a utilização das instalações existentes, sujeitando a licenciamento todas as novas instalações ou ampliação de instalações já montadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Este princípio de condicionamento tem defensores calorosos, que são os industriais estabelecidos, e tem detractores impiedosos que são aqueles que querem estabelecer-se. Além disso são contra o condicionamento industrial certos espíritos de feição um pouco liberal, que acham violência esta limitação à iniciativa privada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;No fundo, não se percebe bem porque se há-de achar esta limitação muito pior que outras limitações que já existem. Quando começou, no meado do século passado, a grande luta para o desenvolvimento da indústria, imediatamente se reconheceu a necessidade de limitações que foram feitas pelos Estados ou pelas próprias organizações industriais, limitações que diziam respeito a contingentes de produção, a preços, a horários de trabalho, a condições de salubridade, a segurança do pessoal, a problemas de comércio externo – tudo isto restrições que a pouco e pouco se têm imposto às actividades industriais, que nasceram um pouco desordenadamente e, porventura, com ambições desmedidas. O condicionamento industrial é apenas mais um elo desta cadeia de limitações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Sou defensor entusiástico do condicionamento industrial mas sou-o, não tanto pelo que ele significa como elemento de protecção aos industriais estabelecidos, que nem sempre o merecem, mas pelo que ele vale como factor importantíssimo de fomento industrial. Através dele se pode fazer, se a coisa for bem conduzida, uma revolução apreciável no nosso equipamento industrial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Queixa-se muita gente de que o condicionamento impede novos valores de aparecer na produção nacional. O argumento é puramente romântico. As pessoas que falam disto dão a entender que apareceu entre nós o Krupp que vinha aí montar uma grande indústria, e que a pessoa que tem na mão o poder de regular o condicionamento industrial impediu o Krupp de se estabelecer em Portugal. É claro que não é o Krupp que aparece. Quem aparece é o tal homem das terras corantes ou o homem da barrica de fazer tintas; visto que para os bons, para aqueles que são capazes de representar elementos de valor na actividade industrial, não deve haver, e em geral não há, dificuldades. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A protecção aos que estão instalados não deve ir tão longe que se impeça, a todos aqueles que dêem garantias de bem cumprir, o acesso a novos estabelecimentos. Muitas vezes sucede até que o condicionamento industrial conduz precisamente a situação contrária à que a crítica anterior ataca; a tendência geral é para facilitar o ingresso de toda a gente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;De facto, se em determinada modalidade industrial se apresenta um novo pretendente, as autoridades folheiam a Estatística do Comércio Externo e verificam quase sempre que há uma importação ainda apreciável do artigo em causa. E então conclui-se, ingenuamente, que, se há importação apreciável, o novo senhor que se pretende instalar é o homem oportuno que vai tapar esta entrada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;E digo ingenuamente, porque o que acontece na quase totalidade dos casos é que as indústrias estabelecidas se dedicam a fazer o artigo baixo, aquele artigo que é pouco exigente de técnica, o artigo que toda a gente faz, ao passo que o importado é o artigo de qualidade superior, aquele artigo que só alguns sabem fazer, que só alguns têm equipamento para fazer; e quando se autoriza um requerente qualquer, que não dá garantias de idoneidade, a ingressar no número dos industriais, apenas se consegue que ele venha fazer concorrência aos que estão instalados e não concorrência aos fabricantes estrangeiros, que nos mandam os artigos que a estatística regista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Tem-se feito, sobretudo nos últimos meses, uma larga discussão sobre textos legais de condicionamento industrial. Salvo o devido respeito, penso que não tem grande interesse discutir as palavras desse texto, porque é pura ilusão pensar que ele vai orientar alguém na resolução dos casos particulares que se apresentam. Estes são de tal maneira variados que é completamente impossível pensar que uma lei ou o seu regulamento possam trazer ideias úteis para a resolução dos assuntos pendentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A única coisa fundamental para que o condicionamento exerça a sua função mais útil, que não é a função de defender industriais mas a de promover o desenvolvimento económico do País, é aquilo que existir dentro da cabeça de quem tem que resolver. Se essa pessoa está à espera de ir encontrar no texto legal a inspiração do que há-de fazer, não resolverá grande coisa, porque os processos de condicionamento industrial andavam há anos, se bem me lembro, à roda de 2.500 por ano, e são de tal maneira variados que não há lei capaz de os catalogar. Por isso penso que só a cabeça de quem resolve, ou melhor, o que houver lá dentro, é susceptível de ser elemento útil na aplicação do condicionamento industrial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Para concretizar este ponto de vista, se me permitem, vou contar uma pequenina história: Diz-se que em Espanha, um rapaz com a aspiração de ser toureiro, tinha resolvido estudar por um livro a arte de tourear. Parece que a certa altura do livro se dava este esclarecimento ao estudante: Quando o boi sai do curro costuma estacar, e nessa altura o toureiro observa: se ele mexe a orelha esquerda o toureiro deve fugir para a direita, se ele mexe a orelha direita o toureiro deve fugir para a esquerda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O nosso homem estudou e sabia o livro de cor; resolveu então estrear-se na lide. Sucedeu, porém, que o boi, ao sair do curro, mexeu as duas orelhas ... e sucedeu também que ao fim de alguns segundos o nosso herói estava na enfermaria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Um amigo foi visitá-lo e perguntou-lhe: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;- Pepe, que te pasa? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;- Hombre, no estava previsto ... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;No condicionamento industrial, se alguém se dispõe a exercê-lo apenas confiado nas sugestões da lei ... é homem na enfermaria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;VI – &lt;i&gt;A electrificação&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A hora vai adiantada e quero só dizer duas palavrinhas sobre o último capítulo da palestra, que se refere à electrificação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Não vale a pena falar muito sobre ele, porque toda a gente sabe quanto se tem feito nestes últimos anos. É indiscutível que houve um progresso considerável, que houve um programa intenso de realizações, mas também é verdade que não atingimos ainda o nível de que precisamos. Sobretudo, nota-se, naquilo que se tem feito, que nos temos orientado principalmente no sentido da construção das grandes centrais, das grandes linhas e das grandes subestações – mas não é só com isto que se faz electrificação; é necessário haver ainda redes de alta e de baixa tensão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Dá-se por outro lado a circunstância de que só aquelas primeiras instalações são vistosas; as outras, as redes de alta e baixa tensão, são uma coisa em que ninguém repara, mas são elementos absolutamente imprescindíveis no programa de electrificação; e por isso, rendendo as minhas homenagens àquilo que se tem feito no domínio da electricidade, exprimo o voto de que essas redes não continuem esquecidas, visto que elas são um elemento importante na difusão da electricidade. Lembremo-nos de que, se chamarmos população servida à população das freguesias em que existe uma rede pública, só 60% da população portuguesa é hoje servida; e penso que nas outras, nas freguesias que não estão electrificadas, caberia, com todo o direito, uma tabuleta a dizer – Aqui também é Portugal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Este é, portanto, o reparo que pode merecer a observação atenta e honesta do que se tem feito neste domínio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Precisamos, evidentemente, de continuar a desenvolver as grandes instalações hidroeléctricas, porque a situação natural dum país não é a de que estejam os consumidores à espera de que se montem centrais; a situação natural é a de que haja centrais com folga para servir os consumidores que se apresentem – e nós não chegámos ainda a essa fase. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Precisamos, portanto, de continuar no mesmo caminho de construir muitas centrais, muitas linhas, muitas subestações, mas não devemos esquecer que há 40% de portugueses, vivendo na metrópole, que ainda não têm uma rede de distribuição na sua terra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Muita gente, quando fala do programa de electrificação que tem sido cumprido, deixa a impressão de supor que é chegada a oportunidade de limpar o suor da testa e descansar por 20 anos. Não é verdade; aquilo que se tem feito é pouco e a velocidade com que tem sido feito também não é ainda inteiramente satisfatória. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Há-de haver uns 15 anos, a nossa produção específica por habitante andava na casa dos 60 kWh por ano; nessa época a Espanha tinha 120 e os países do centro da Europa andavam pelos 400, com excepção da Suíça que atingia quase os 1000. Nessa altura, a nossa aspiração era chegar aos 120 – a paridade com a Espanha! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Passaram-se 15 anos ... No ano que findou, em 1951, atingimos finalmente os invejados 120 kWh por habitante. Mas, pobres de nós! Presentemente a Espanha já fugiu para cima dos 200, os do centro da Europa estão quase todos a atingir os 1000, a Suíça já vai pelos 2000! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Isto dá ideia de que não temos andado com aquela velocidade vertiginosa que alguns pensam que levamos; estes números mostram que, afinal, continuamos a andar muito por baixo, sem termos melhorado a nossa posição relativa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Tenho dito. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-5189712405118612004?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/5189712405118612004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=5189712405118612004&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/5189712405118612004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/5189712405118612004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/de-onde-vimos-discurso-de-ferreira-dias.html' title='De onde vimos: discurso de Ferreira Dias na época em que nasci'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HJJwYLTa29U/TfnjmoWQxZI/AAAAAAAAAV8/wszcZxNy6kM/s72-c/FERREIRA_DIAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-6728934063324610147</id><published>2011-06-15T08:30:00.003+01:00</published><updated>2011-06-15T11:38:23.568+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ID'/><title type='text'>Universidades: a ascensão do Formalismo e a burocratização.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Como certamente esperavam os que leram o meu post sobre "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/12/o-papel-da-i-no-grupo-efacec-e-os-seus.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;o papel da I&amp;amp;D no grupo EFACEC e os seus condicionamentos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;", chegaria a ocasião de falar das Universidades e do seu papel na I&amp;amp;D necessários ao desenvolvimento da economia e do bem-estar do povo que as sustentam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Recordo que, depois do referido post (na verdade a publicação de um texto escrito na EFACEC&amp;nbsp;15 anos atrás), escrevi umas &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/01/notas-de-rodape-sobre-o-papel-da-i-no.html"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;1ªs notas de rodapé&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;esclarecendo o que penso de dois assuntos em particular, &lt;strong&gt;o papel da componente curricular nos doutoramentos&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;a alienação na produção de &lt;em&gt;papers&lt;/em&gt; académicos&lt;/strong&gt;, e dias depois acrescentei umas &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/01/2s-notas-de-rodape-sobre-o-papel-da-i.html"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;2ªs notas de rodapé&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt; sobre &lt;strong&gt;a importância dos projectos de I&amp;amp;D entre a Universidade e a Indústria&lt;/strong&gt; e sobre&amp;nbsp;a &lt;strong&gt;participação em projectos financiados por fundos europeus&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;E, tendo já feito a crítica que penso necessária aos obstáculos à profícua colaboração entre as universidades e as empresas &lt;strong&gt;do lado das empresas&lt;/strong&gt;, falta olhar para&amp;nbsp;o outro lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;No texto original eu já referira a Universidade e os obstáculos que lá se haviam verificado, até então, à desejada colaboração Universidades-empresas. Concretamente, referira 2 modelos de mentalidade com raízes históricas diferentes, que designara por&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;a cultura aristocrática&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;o modelo americano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, e depois comentara com algum detalhe o INESC. Porém, note-se, o texto de base que aqui me trouxera foi escrito há&amp;nbsp;15 anos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Ora, se quisermos reconstituir a História da I&amp;amp;D nas nossas Universidades tecnológicas para situarmos a situação presente, podemos talvez caracterizar cada um de três períodos de &lt;strong&gt;15 anos&lt;/strong&gt; assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;1965-1980&lt;/strong&gt;: a maioria dos Professores universitários era auto-didacta e tinha o seu centro de vida nas empresas, moldando em função das necessidades percebidas nestas o que ensinava nas Universidades. A pouca Investigação que havia fazia-se em Laboratórios do Estado, como o&amp;nbsp;Laboratório Nacional de Engenharia Civil, alguns Institutos médicos, a Junta de Energia Nuclear e o Laboratório Central de Sacavém da Companhia Portuguesa de Electricidade (antecessora da REN), rigidamente dirigidas numa lógica estritamente&amp;nbsp;&lt;strong&gt;nacionalista&lt;/strong&gt; e enquadrando os melhores engenheiros (que à época eram os melhores "crânios" que o país tinha). Uma rara excepção fora disto era a EFACEC com Renato Morgado e os seus laboratórios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Entretanto e nessa mesma década, uma política de promoção de doutoramentos no estrangeiro, lançada nos finais dos anos 60 com a criação da JNICT (Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, antecessora da actual FCT, Fundação para a Ciência e Tecnologia), veio a produzir umas poucas dezenas de doutorados no estrangeiro que, porém, regressaram para se enquadrar disciplinadamente no quadro que havia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Era a época dos "&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Senhores Engenheiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;1980-1995&lt;/strong&gt;: Este é o período a que essencialmente me referia no trabalho escrito para a EFACEC em 1996.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Esta época começou com a promulgação do ECDU (Estatuto da Carreira Docente Universitária) - 1ª edição, que detonou uma verdadeira revolução: as Universidades passaram a privilegiar a Investigação e a geração de doutorados no estrangeiro na década de 70 tomou o poder!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Na imediata sequência desta revolução, a multidão de&amp;nbsp;antigos "assistentes" que, na tradição anterior, acumulavam o trabalho nas empresas com "dar aulas" (e fazer "folhas" de apoio às mesmas), saíram da Universidade e, em seu lugar, foi recrutada uma geração de jovens com o propósito de fazerem I&amp;amp;D em dedicação exclusiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Esta geração era de boa qualidade, até porque o novo ECDU instituíra uma carreira académica que se articulava com a obtenção de pós-graduações e criara remunerações interessantes, ao instituir&amp;nbsp;um "subsídio de dedicação exclusiva" que ainda permitia remunerações adicionais provenientes de serviços prestados&amp;nbsp;à sociedade (desde que no âmbito da Universidade &lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;e com nível técnico-científico “adequado à dignidade” da mesma&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Mas, sobretudo, havia uma vaga de entusiasmo e esperança no progresso do país, que parecia virar uma página decisiva na sua História e ir integrar-se na Europa desenvolvida para que estivera de costas voltadas durante &lt;strong&gt;seis séculos&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Como &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ces.uc.pt/publicacoes/rccs/artigos/46/Maria%20Eduarda%20Goncalves%20-%20Mitos%20e%20realidades%20da%20politica%20cientifica%20portuguesa.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;notou uma estudiosa da época&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;, porém, estes anos assistiram a uma acesa disputa no meio académico com influência no poder político.&amp;nbsp;Este texto que &lt;em&gt;hyperlinkei&lt;/em&gt;, porém,&amp;nbsp;narra a História desses tempos na perspectiva do&amp;nbsp;PS, vendo nela&amp;nbsp;um confronto determinado pelo que havia de vir a dominar depois, quando na verdade nesses anos o confronto era, na opinião que eu tinha em 1996 e mantenho, entre&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;a linha aristocrática&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;e&lt;strong&gt; &lt;span style="color: #b45f06;"&gt;os pró-americanos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ou talvez melhor e numa divisão nacional antiga, entre &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/5002.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;castiços e&amp;nbsp;estrangeirados&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Resumidamente, de um lado havia os que se opunham à própria ideia de qualquer relacionamento com a sociedade que não fosse o ensino, que faziam Investigação como puro exercício intelectual e&amp;nbsp;exigiam do Estado a correspondente subsidiação, mas também quem, esclarecido&amp;nbsp;pela experiência no&amp;nbsp;estrangeiro e ao mesmo tempo ainda com algum espírito do período 1965-1980, mantivesse resquícios da cultura de "&lt;span style="color: purple;"&gt;Senhor Engenheiro&lt;/span&gt;" e combinasse autoritarismo com genuína preocupação de aplicação&amp;nbsp;da nova I&amp;amp;D académica à sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Eram duas perspectivas diferentes, mas que tinham em comum uma visão da Universidade como terra de principados e castas (donde os "castiços"), a que chamo&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;mentalidade aristocrática&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. A diferença entre elas tinha origem no tipo de assuntos a&amp;nbsp;que se dedicavam os respectivos protagonistas e parece universal, como constata um estudo americano de 1996: "&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&amp;amp;_udi=B6V77-3VWT29T-D&amp;amp;_user=10&amp;amp;_coverDate=09%2F30%2F1996&amp;amp;_rdoc=1&amp;amp;_fmt=high&amp;amp;_orig=search&amp;amp;_origin=search&amp;amp;_sort=d&amp;amp;_docanchor=&amp;amp;view=c&amp;amp;_acct=C000050221&amp;amp;_version=1&amp;amp;_urlVersion=0&amp;amp;_userid=10&amp;amp;md5=03be18135be279112884300b5bccdef2&amp;amp;searchtype=a"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;The faculty in applied disciplines (in this case, chemical engineering, electrical engineering, computer science, and materials science) are much more supportive of various transfer alternatives than their colleagues in the basic or social sciences&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No outro lado também se encontravam duas linhas diferentes, que tinham em comum&amp;nbsp;o estrangeirismo americano. Mas enquanto uma descartava qualquer ligação à sociedade portuguesa, que desprezava, e vivia num universo mental académico virtualmente americano, a outra tinha a ambição, a iniciativa e a formação tipicamente americanas mas também um projecto de desenvolvimento de Portugal, ainda que inspirado em instituições como os laboratórios Bell. O modelo americano comum e um parco conhecimento do país real&amp;nbsp;é que me leva a defini-las como &lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;strong&gt;estrangeirados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Eram, portanto e na verdade, 4 mentalidades, que se arrumaram em duas alianças, como mencionei. A grande "marca" desses tempos foi o &lt;strong&gt;INESC&lt;/strong&gt;, como descrevi, mas também a criação e rápida expansão de cursos de Computadores e de Engenharia Informática por todas as Universidades do país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Depois o país aderiu à União europeia em 1985 e vieram os fundos europeus na viragem da década de 80 para a 90, e com isso o impasse do "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;movimento INESC&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;": a fertilização da economia portuguesa pela I&amp;amp;D universitária foi sendo sacrificada àqueles fundos e a filosofia de partir das "invenções" universitárias para a economia teve parco sucesso. No entanto, no domínio das "novas tecnologias", no das empresas de &lt;em&gt;software&lt;/em&gt; e também, em alguns casos,&amp;nbsp;de electrónica, estes foram os tempos em que germinaram &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.portugalhightech.com/apresentacao/casestudies.aspx"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;algumas realizações da "nova economia" portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt; que se vieram a consolidar posteriormente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Entretanto, a produção contínua durante 20 anos de centenas de doutorados nestas Universidades, formados num contexto de raros&amp;nbsp;contratos com empresas&amp;nbsp;e endogeneizados pela própria Universidade e Politécnicos, fez emergir e depois crescer uma nova mentalidade que se tornaria dominante: a dos &lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #6aa84f;"&gt;funcionários&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;&lt;strong&gt;1995-2010:&lt;/strong&gt; Estes 15 anos correspondem ao prolongado Ministério de Mariano Gago e à afirmação pujante do &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;espírito de funcionário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt; nas Universidades, à medida que a geração que tomara o poder em 1980 se foi aposentando e sendo substituída&amp;nbsp;nos lugares de decisão pela nova imensa vaga.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O &lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;strong&gt;funcionário&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="background-color: #38761d;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;strong&gt;burocrata&lt;/strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black;"&gt;, tende a guiar-se pela &lt;strong&gt;forma&lt;/strong&gt; das coisas, pela exterioridade das funções. Extrapolando &lt;a href="http://criticanarede.com/html/ensinarafingir.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;um texto de &lt;strong&gt;Desidério Murcho&lt;/strong&gt; muito conhecido&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;dos&amp;nbsp;professores do Ensino pré-universitário: &lt;span style="color: #990000;"&gt;"&lt;em&gt;Ao longo dos anos, e sobretudo ultimamente, o papel do Ministério da Educação tem sido largamente guiado pelo único tipo de coisa que os políticos e os burocratas conhecem: a realidade virtual. Não importa se os estudantes realmente aprendem, desde que se finja que aprendem e desde que não sejam reprovados. Também não interessa se os professores realmente ensinam, desde que preencham grelhas e formulários infinitos, para dar a impressão de que estão a trabalhar. É que para a mentalidade burocrática e política, a realidade só tem densidade se estiver organizada num formulário, ...&lt;/em&gt;.".&amp;nbsp; &lt;span style="color: black;"&gt;E para uma formalização do&amp;nbsp;conceito,&amp;nbsp;vale a pena&amp;nbsp;recordar &lt;a href="http://www.marxists.org/archive/marx/works/1843/critique-hpr/ch03.htm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a definição de um filósofo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;do sec. XIX: "&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;... a burocracia é o ‘Estado enquanto formalismo’; ... Como este ‘formalismo de Estado’ se constitui em poder real e se transforma em seu próprio conteúdo material, é evidente que a ‘burocracia’ é um conjunto de ilusões práticas, ou seja, é a ‘ilusão do Estado’. O espírito burocrático é &lt;span class="GramE"&gt;um espírito totalmente jesuítico, teológico&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Esta caracterização do "espírito burocrático" e a constatação da funcionarização dos docentes universitários afiguram-se-me cruciais para identificar a principal mudança dos últimos 15 anos na vida nas Universidades e&amp;nbsp;especialmente das mais próximas do "Terreiro do Paço". E daí, portanto, a necessidade de falar da acção Ministerial em matéria de I&amp;amp;D para entender a posição actual das Universidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Ora a política do Ministério que há 15 anos rege a I&amp;amp;D e as Universidades em Portugal caracteriza-se, na minha opinião, por três facetas: a) a preferência pela Ciência em prejuízo da Tecnologia, vistas em oposição; b) o controleirismo estatista e o desprezo pelas empresas que não frequentam a Corte; c) o formalismo nas medidas de promoção de “transferência de tecnologia” entre as Universidades e as empresas, baseado na cópia mecânica de fórmulas estrangeiras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;As primeiras duas facetas são, na realidade, faces de uma mesma moeda que despreza a iniciativa privada produtiva e que, como noutras matérias, se reivindica de um progressismo que na realidade apenas reinventa&amp;nbsp;a mentalidade do Estado centralista e cortesão, anterior à revolução tecnológica-industrial, descrente e desconfiado das iniciativas cívicas (individuais e colectivas). E, de certa forma, mais governamentalmente controleirista que o próprio regime anterior a 1974.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Já no &lt;a href="http://www.ces.uc.pt/publicacoes/rccs/artigos/46/Maria%20Eduarda%20Goncalves%20-%20Mitos%20e%20realidades%20da%20politica%20cientifica%20portuguesa.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;trabalho de 1996 atrás citado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;se notava que, ainda em 1990, Mariano Gago se pronunciara a favor de "&lt;em&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;uma nova tendência, favorável às Universidades como os lugares, por excelência, da Investigação, e à qualidade científica (&lt;strong&gt;não tanto à relevância económica&lt;/strong&gt;) como o principal critério de avaliação da Investigação&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;", contra "&lt;em&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;a filosofia de acção até então dominante, que &lt;strong&gt;associava ciência, tecnologia e desenvolvimento&lt;/strong&gt;, e via na política de Ciência basicamente um exercício de definição de prioridades&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A ideologia por detrás desta oposição do "&lt;em&gt;mérito científico&lt;/em&gt;" à "&lt;em&gt;relevância económica&lt;/em&gt;" é clarificada num &lt;a href="http://centria.di.fct.unl.pt/~lmp/publications/online-papers/vertice_manifesto_06.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Manifesto do Prof. Moniz Pereira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um &lt;span style="color: black; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;entusiástico apoiante da ascensão de Mariano Gago, onde se afirmava em 1996&lt;/span&gt;: "&lt;em&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;a Ciência tem razões e valores que a Economia desconhece e desconhecerá… &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Por exemplo, o maravilhamento perante o conhecimento;....&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Há uma diferença entre a Esquerda e a Direita na forma como se relacionam &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;com a Ciência. A Direita, em contraposição à Esquerda, preocupa-se menos com a &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Ciência e mais com a Tecnologia como forma de negócio. Menos com o global e social, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;em&gt;e os tais valores intrínsecos à Ciência, e mais com o lucro tecnológico&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ora não é preciso conhecer profundamente o &lt;span style="color: red;"&gt;pensamento comunista&lt;/span&gt; para saber que também ele partilha a preocupação com a Tecnologia como factor de desenvolvimento económico (pejorativamente vistos como "&lt;em&gt;negócio&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;lucro tecnológico&lt;/em&gt;" por Moniz Pereira); ainda numa intervenção recente no Parlamento, &lt;a href="http://www.pcp.pt/investiga%C3%A7%C3%A3o-ci%C3%AAntifica-posta-em-causa-pela-pol%C3%ADtica-de-direita"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;um deputado comunista perguntava&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;em&gt;"...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;em&gt;ciência e tecnologia para quê? Ciência e tecnologia ao serviço de um aparelho produtivo, para pôr Portugal a produzir — isto para o&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;CP&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;." Por conseguinte, a diferença que Moniz Pereira enuncia dificilmente se poderá considerar uma clivagem entre Direita e Esquerda; é, sim, uma linha de fractura entre &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;a mentalidade aristocrática&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;industrial-tecnológica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, entre os que preferem que tudo assente nos favores da corte, como vem sendo em Portugal desde quando todo o comércio nos porões das naus da Índia era do rei que depois distribuía as tenças por quem tinha que lhas ir pedir, &lt;a href="http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=107"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;como o próprio Luís de Camões&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;span style="color: black; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;e os que pretendem ajudar&amp;nbsp;as empresas&amp;nbsp;portuguesas a competir neste mundo globalizado&lt;/span&gt;...!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que a verdadeira natureza do pensamento que opõe a Ciência à tecnologia dos "negócios" e que impregna o Ministério de Mariano Gago é a &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;aristocrática&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; também se vê pela sua base principal de apoio na Universidade: das 4 tendências que caracterizei atrás, os seus suportes são&amp;nbsp;a descendente dos antigos Professores que achavam que a única interacção legítima da Universidade com a sociedade era o ensino, e a dos estrangeirados americanos que sempre desprezaram o atraso da sociedade portuguesa. Numa recomposição das antigas alianças, onde antes se opunham castiços e estrangeirados, agora opõem-se os adeptos de uma Universidade purificada da sociedade atrasada que a rodeia e os que continuam a achar que há uma dívida para com os contribuintes que sustentam o Estado e essas Universidades - contribuintes que se organizam livremente em colaborações produtivas denominadas... &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;empresas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E, enquanto aquelas duas tendências e o Ministério se enamoraram mutuamente, o INESC viu-se obrigado a dividir as suas actividades, separando do INESC-ID o INESC-INOV, e as iniciativas individuais de ligação às empresas&amp;nbsp;ficaram&amp;nbsp;sob fogo cerrado e sério risco de extermínio (moral, pelo menos)!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Há no entanto uma evolução sociológica marcante da tendência que vê qualquer actividade de ligação à sociedade além do ensino como malsã e que&amp;nbsp;só valoriza&amp;nbsp;a&amp;nbsp;Investigação&amp;nbsp;pura:&amp;nbsp;originalmente marcada pelo elitismo dos "Senhores Engenheiros", os seus herdeiros são meros funcionários. E, se não praticam como os seus predecessores um autoritarismo elitista, não raro prezam o inquisitório jesuítico instrumentalizando regras, regulamentos, leis e ordens superiores&amp;nbsp;sem nunca questionarem o seu sentido profundo, exactamente como o Filósofo que citei caracterizava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Indicadores da política actual de Estado na I&amp;amp;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Abordemos agora a prática concreta como o Ministério e os seus funcionários universitários aplicam a preferência dada ao "mérito científico"&amp;nbsp;sobre a articulação entre&amp;nbsp;I&amp;amp;D e economia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Uma das primeiras medidas do Ministério de Mariano Gago foi, logo em 1996, a instituição de critérios de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://alfa.fct.mctes.pt/apoios/unidades/avaliacoes/2007/#ambito"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;avaliação dos Centros de Investigação Universitários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;. Estes Centros, cuja concentração foi encorajada, seguindo recomendações internacionais que há muito vinham criticando a excessiva pulverização dos grupos de I&amp;amp;D académicos em Portugal, vivem geralmente da subsidiação governamental e que em regra era apenas suficiente para manter o metabolismo de actividades com pouca utilização de recursos laboratoriais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Com a instituição de critérios de avaliação, os Centros passaram a ser regularmente examinados, e o seu financiamento passou a depender da classificação obtida - actualmente de 5500€ anuais a metade disso &lt;em&gt;per capita&lt;/em&gt; doutorada, conforme a classificação vá de &lt;em&gt;Excellent&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;Good&lt;/em&gt;, e nada para os centros classificados apenas com &lt;em&gt;Fair&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Poor&lt;/em&gt;, cuja dissolução passou a ser encorajada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Sobre estes Centros, duas questões me parecem pertinentes: como é feita a sua avaliação, e para que serviu a encorajada concentração dos mesmos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A avaliação é feita por cientistas internacionais, contratados para o efeito pelo Estado, e seguindo critérios usuais na avaliação &lt;strong&gt;científica&lt;/strong&gt;. Sendo assim, natural é que as boas classificações privilegiem as actividades mais científicas em prejuízo das mais tecnológicas, e as de Investigação mais que as de Desenvolvimento. e, com efeito, dos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://alfa.fct.mctes.pt/apoios/unidades/avaliacoes/2007/"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;378 Centros acreditados em 2007&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;,&amp;nbsp;cerca de&amp;nbsp;17%&amp;nbsp;eram de Engenharia,&amp;nbsp;mas destes só &lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt;% obtiveram a classificação de &lt;em&gt;Excellent&lt;/em&gt;, apesar da percentagem &lt;strong&gt;geral&lt;/strong&gt; de &lt;em&gt;Excellent&lt;/em&gt; ter sido de &lt;strong&gt;21&lt;/strong&gt;%. Dos 8 Centros de Engenharia que obtiveram a classificação máxima, 1 é de Braga, 3 são do Porto, 3 de Coimbra e 1 de Leiria -&amp;nbsp;mas apenas &lt;strong&gt;um&lt;/strong&gt; deles se pode dizer que investiga no domínio das tecnologias de informação, as que estão na base das empresas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;High-Tech &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;que o &lt;em&gt;movimento&lt;/em&gt; dos anos 80-95 lançou.&amp;nbsp;Com estes critérios de classificação, o&amp;nbsp;INESC desapareceu do mapa das estrelas...&lt;br /&gt;Quanto à questão da concentração dos Centros, naturalmente que ela é positiva se promover a articulação dos investigadores e a dimensão e relevância dos projectos de I&amp;amp;D em que eles se envolvam. Mas, com critérios de avaliação baseados nos &lt;em&gt;papers &lt;/em&gt;(por natureza individuais, dado serem a base da competição entre académicos)&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;no número de citações dos &lt;em&gt;papers&lt;/em&gt; e quejandos, obviamente que a única articulação promovida entre investigadores é a &lt;strong&gt;burocrática&lt;/strong&gt; - passaram a ter de juntar mais contribuições individuais nos relatórios para a FCT e a terem de repartir e disputar os subsídios do Estado por mais gente, e mais nada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;De facto, aquilo que pode promover uma real concentração de esforços e combater a pulverização de actividades em I&amp;amp;D são &lt;strong&gt;projectos de I&amp;amp;D&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;grandes projectos&lt;/strong&gt;, projectos estratégicos e financiados em correspondência, frequentemente projectos multi-disciplinares que a sectarização dos investigadores em Centros cujo propósito é a captação de subsídos estatais não promove!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Ora em primeiro lugar o Ministério subalterniza o financiamento dos projectos ao das referidas instituições burocráticas que os Centros são, como se mostra na figura anexa; em segundo lugar dispersa esse financiamento por inúmeros pequenos projectos, e finalmente &lt;/span&gt;&lt;a href="http://alfa.fct.mctes.pt/estatisticas/projectos/"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;selecciona-os em 90% dos casos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt; apenas na base do seu "mérito científico", sem pré-definição de temas específicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/TTkHexvfCyI/AAAAAAAAARo/nASOzNTw5Og/s1600/%2524FCT+2008.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;img border="0" height="417" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/TTkHexvfCyI/AAAAAAAAARo/nASOzNTw5Og/s640/%2524FCT+2008.jpg" width="640" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Esta desproporcionada preferência pelo financiamento público aos &lt;strong&gt;Centros de I&amp;amp;D&lt;/strong&gt; em detrimento dos &lt;strong&gt;projectos de I&amp;amp;D&lt;/strong&gt;, e nestes a pulverização dos subsídios, sem estratégia de escolha dos temas, é precisamente uma das principais críticas feitas&amp;nbsp;à actual política Governamental pelo recente &lt;/span&gt;&lt;a href="http://app.parlamento.pt/comissoes/RelatorioCienciaPortugal.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Relatório da Assembleia da República&amp;nbsp;sobre a Ciência&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt; em Portugal, e muito em particular &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hovione.pt/sobre/comu_impr/O_Financiamento_da_Ciencia.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;por &lt;em&gt;Peter Villax&lt;/em&gt; da &lt;strong&gt;Hovione&lt;/strong&gt; e outros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt; especialistas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A par desta política de financiamento público à I&amp;amp;D, que reflecte e promove a burocracia universitária (curiosamente, as despezas administrativas do Ministério na gestão da I&amp;amp;D são também motivo de nota crítica no referido relatório do Parlamento), outra faceta que tem caracterizado a política Ministerial dos últimos 15 anos tem sido a enorme proliferação de &lt;strong&gt;bolsas&lt;/strong&gt; de estudo para pós-graduação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Antes de prosseguir gostaria de notar desde já que a história que descrevi e os problemas actuais não são exclusivamente portugueses: há grandes paralelismos com outras regiões europeias, nomeadamente &lt;strong&gt;espanholas&lt;/strong&gt;, e a isso voltarei.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;---------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://criticanarede.com/html/ed29.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O formalista nunca faz a pergunta sacramental: "&lt;strong&gt;O que quer isto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="color: blue;"&gt;dizer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;?""&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A doutrina contrária ao &lt;strong&gt;formalismo&lt;/strong&gt; é o &lt;strong&gt;realismo&lt;/strong&gt; (do dicionário).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-6728934063324610147?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/6728934063324610147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=6728934063324610147&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6728934063324610147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6728934063324610147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/universidades-ascensao-do-formalismo-e.html' title='Universidades: a ascensão do Formalismo e a burocratização.'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/TTkHexvfCyI/AAAAAAAAARo/nASOzNTw5Og/s72-c/%2524FCT+2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-6647850410666261420</id><published>2011-06-07T19:20:00.003+01:00</published><updated>2011-06-15T07:27:28.568+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clima'/><title type='text'>Luta de classes na questão climática</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Por intermédio do &lt;a href="http://ecotretas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Ecotretas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, soube da &lt;a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-01062011-104754/publico/2011_DanieladeSouzaOnca.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Tese de Doutoramento de Daniela Onça&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em Geografia Humana, na Universidade de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A tese é "céptica" relativamente à teoria do Aquecimento Global de origem antropogénica, teoria relativamente à qual me considero, no estado actual do conhecimento, &lt;strong&gt;agnóstico&lt;/strong&gt;, mas cuja sacralização pelos novos sacerdotes do Templo climático &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/02/o-templo-climatico-e-os-sacrificios_03.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;já aqui denunciei&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; como interesseira, manipuladora e abusiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É um trabalho de mais de 500 páginas e ainda não o li, mas uma breve vista de olhos permitiu ver logo que se coloca numa posição de "luta de classes", considerando que a teoria do Aquecimento global de origem antropogénica é uma nova ideologia de salvação do "capitalismo serôdio".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Esta posição não é da Daniela, embora ela cite Kropotkin e lhe dedique um capítulo inteiro e, como lhe suspeitei a origem, fui confirmar nas fontes citadas: e é de facto a teoria defendida desde 1979 por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bernardo"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;João Bernardo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e cujos argumentos &lt;strong&gt;científicos&lt;/strong&gt; até subscrevo (o resto, passo...)!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;João Bernardo tem vivido no Brasil nas últimas décadas e sempre foi um revolucionário intelectualmente ambicioso. De facto, pode-se dizer que tomou em ombros a tarefa de rever o marxismo de alto a baixo e não me vou alongar sobre isso, mas apenas manifestar o meu sorriso por ele, que foi meu&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comit%C3%A9s_Comunistas_Revolucion%C3%A1rios_Marxistas-Leninistas"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;guru ideológico há 40 anos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e que disponibilizou recentemente &lt;a href="http://www.bdic.fr/pdf/comites_comunistas_revolucionarios%20_CCR_%20Joao_Fernando_dec.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;um espólio dessa época&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(&lt;span style="font-size: small;"&gt;mas onde não vi registo da crítica "&lt;em&gt;Na via revolucionária&lt;/em&gt;" elaborada por "Vicente"&amp;nbsp;e outros em Fevereiro de 1973&lt;/span&gt;)&amp;nbsp;ter dado agora origem a estes frutos climáticos :-)) ...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-6647850410666261420?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/6647850410666261420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=6647850410666261420&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6647850410666261420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6647850410666261420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/luta-de-classes-na-questao-climatica.html' title='Luta de classes na questão climática'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-6486685241977069712</id><published>2011-06-02T11:25:00.002+01:00</published><updated>2011-06-15T07:28:38.310+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciências da vida'/><title type='text'>Telemóveis, cancro, e Linhas de Alta Tensão: a mesma história...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Há já alguns anos que se esperava que viesse a acontecer isto: o estabelecimento de um novo terror público, com os telemóveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Vem isto a propósito da atribuição pela IARC (Agência Internacional para a Investigação sobre Cancro), um organismo da OMS (Organização Mundial de Saúde), ela própria uma instituição da ONU (Nações Unidas), da classificação de &lt;a href="http://well.blogs.nytimes.com/2011/05/31/cellphone-radiation-may-cause-cancer-advisory-panel-says/?nl=todaysheadlines&amp;amp;emc=tha26"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;"possivelmente cancerígenas" às "radiações" dos telemóveis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Há anos que diversos alarmistas, geralmente grupos que mesclam interesses económicos com ideologia pós-moderna (ignorante e céptica em ciência mas com a mania das conspirações), vinham a inventar suspeitas sobre supostos malefícios dessas "radiações", e que variados académicos se disponibilizavam pressurosos a investigar o assunto. E, como essas investigações nunca chegam a conclusão nenhuma, este é o tipo de problema ideal para um investigador profissional que esteja muito mais preocupado em garantir emprego para a vida do que em resolver algum problema à Humanidade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Há alguns anos que se esperava que isto acontecesse porque exactamente o mesmo já sucedera com as "radiações" das Linhas de Alta Tensão, também elas classificadas, já há anos, como "possivelmente cancerígenas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Por acaso este problema é um daqueles a que me dediquei profissionalmente nos últimos anos, tendo produzido sobre isso &lt;a href="http://www.erse.pt/pt/desempenhoambiental/ppda/sectorelectrico/Documents/PPDA%202006-2008/Pinto_de_Sa_2008_CEM_EBF_Saude_Publica_Relatorio.PDF"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;um relatório de cem páginas consultável no site da ERSE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e um pequeno resumo na forma de "perguntas frequentes" &lt;a href="http://www.erse.pt/pt/desempenhoambiental/ppda/sectorelectrico/Documents/PPDA%202006-2008/Pinto_de_Sa_2008_CEM_EBF_Saude_Publica_FAQ.PDF"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;também lá consultável&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Não vou, por isso&lt;span style="color: black;"&gt;, falar dos telemóveis, mas apenas transcrever parcialmente algumas das FAQ relativas às Linhas de Alta Tensão, para vos dar uma ideia da coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-list: l0 level1 lfo1; mso-pagination: none; page-break-after: auto; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;É verdade que a OMS considera os campos magnéticos como sendo cancerígenos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Não exactamente. O que a OMS subscreve é a posição definida em 2002 pela &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;IARC&lt;/b&gt; e reafirmada em 2007, segundo a qual “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;existe uma evidência limitada para a cancerigenidade humana dos campos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;magnéticos&lt;/b&gt; de Baixa Frequência relativamente à &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;leucemia infantil&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;”&lt;/b&gt;, e que “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não existe evi­dência ade­quada para a cancerigenidade humana desses campos em relação &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;a todas as outras formas de cancro&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;”,&lt;/b&gt; esclarecendo ainda que isso não se&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #660000;"&gt;estende a campos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;eléctricos&lt;/b&gt; nem a ani­mais. A IARC mantém uma tabela de classificação de vários elementos quanto à sua cancerigeni­dade, que vai dos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;comprovadamente &lt;/b&gt;cancerígenos como o tabaco, o amianto, o álcool, o rádon, os raio-X e a luz solar (75 elementos), aos não classificáveis quanto à cancerigenidade. Depois dos comprovada­mente cancerígenos, a IARC lista em perigosidade os &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;provavel­mente &lt;/b&gt;canceríge­nos (59 elementos), que incluem os fumos&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #660000;"&gt;de escape dos motores Diesel e os PCB, e finalmente os &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;possi­vel­mente &lt;/b&gt;canceríge­nos, que são muitos (225 elemen­tos). Estes, que incluem o café, os fumos de escape dos motores a gasolina e os “pick­les”, são onde se incluem também os campos magné­ticos de baixa frequência. Para a IARC um agente “possi­vel­mente cancerí­geno” é aquele cujas evi­dên­cias de cancerigenidade em&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #660000;"&gt;seres humanos são conside­radas credíveis, mas para as quais não se exclui a possibilidade de outras expli­cações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-list: l0 level1 lfo1; mso-pagination: none; page-break-after: auto; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/" name="_Toc192606186"&gt;&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Cambria; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;Que evidências considera a OMS existirem para a sua posição sobre a cancerigenidade dos campos magnéticos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;As evidências existentes são duas análises de conjunto (“&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pooled analysis&lt;/i&gt;”) de muitos estudos epi­de­miológi­cos feitos nos EUA, Canadá e vários países da Europa do Norte, abrangendo mais de 100 milhões de pes­soas ao longo de várias décadas, e em que num deles se totalizaram, perto de linhas de Alta Tensão, 44 casos de leucemia infantil quando seriam de esperar, na ausência dessas linhas, de 14 a 35, e no outro, mais abrangente, 98 casos quando seriam de espe­rar de 42 a 85. Relativamente ao &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;valor médio&lt;/b&gt; esperado, o primeiro estudo aponta para uma duplicação do que seria normal mas, concretamente, o que se observou “perto” de linhas de Alta Tensão, para uma enorme população e várias déca­das, foram 44 casos quando o valor esperado seria de 24 (isto de um total de 3247 leuce­mias infantis observadas naquela população e durante aqueles anos).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-list: l0 level1 lfo1; mso-pagination: none; page-break-after: auto; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/" name="_Toc192606187"&gt;&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;Porque diz a OMS que ainda não há certezas sobre a cancerigenidade dos campos magné­ti­cos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Por duas razões: a primeira é que nenhum &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;estudo laboratorial&lt;/b&gt; confirmou qualquer mecanismo expli­cativo de como poderá o campo magnético à frequência das redes de energia causar altera­ções no ADN, nem isso é considerado fisicamente plausível, por esses campos induzirem efeitos no interior do corpo humano muito inferiores aos dos próprios campos naturais deste. Alguns efeitos metabólicos indirectos (radicais livres, magnetite, etc) têm sido investigados em pro­fundidade, mas os resultados ou são inconclusivos ou, quando positivos, não se têm mostrado replicá­veis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;A segunda razão é um conjunto de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;fraquezas dos estudos epidemiológicos&lt;/b&gt; realizados e que têm sido criti­cadas por vários cien­tistas de competência reconhecida pela OMS. Na realidade, estes estudos, que consis­tem em comparar o número de casos de doença verificados com o esta­tistica­mente espe­rado na ausência dos campos magnéticos, defrontam-se com duas grandes dificul­da­des: a primeira é que a leu­cemia infantil é uma doença rara (1 caso-ano por cada 30 mil crianças, em média), e a segunda é que pouca gente vive perto de linhas de Muito Alta Tensão (0.5% da população, na Europa).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;A combinação destas duas rari­dades cria um número muito pequeno de leuce­mias infan­tis na vizi­nhança das linhas de Alta Tensão, o que acarreta grandes incer­tezas esta­tís­ti­cas, mesmo quando muitos estudos desses são fundidos em análises de con­junto. Na reali­dade, a pequenez relativa dos números de casos observados é tal que qualquer imperfei­ção no método de selecção de amostras produz grandes variações nas estimativas de risco relativo.&lt;b&gt;&lt;span style="color: #4f81bd; font-family: &amp;quot;Cambria&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font: major-bidi; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-theme-font: major-fareast; mso-hansi-theme-font: major-latin; mso-themecolor: accent1;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-list: l0 level1 lfo1; mso-pagination: none; page-break-after: auto; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/" name="_Toc192606188"&gt;&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;O que falta saber para se ter a certeza sobre os efeitos da exposição do campo magné­tico para a saúde?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Dada a extensão e inconclusibilidade dos estudos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;epidemiológicos&lt;/b&gt; já realizados e relativos à leuce­mia infantil, alguns conceituados cientistas consideram que não vale a pena fazer mais estudos desses. Por outro lado, também já foram gastos muitos milhões de euros e dólares em estudos laboratoriais igual­mente inconclusivos. Na verdade, é muito difícil provar que um qualquer agente raro é &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;inofen­sivo&lt;/b&gt; para a saúde.... Por estas razões, a própria OMS considera que o esclarecimento deste assunto passa pela compreensão é do pro­cesso de desenvolvimento da leu­cemia infantil, a qual teve recen­temente (Janeiro de 2008) um grande progresso com a identifica­ção dos genes envolvi­dos nas mutações can­cerígenas que a ini­ciam....&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Presentemente pensa-se que a maioria dos casos desta doença, que em regra se manifesta antes dos 3 anos de idade, resulta de uma predisposição genética presente em cerca de 1% das crianças, pro­movida depois por uma reacção imunológica desadequada a uma infecção vulgar, como uma gripe. Um facto interessante comprovado, por exemplo, é que nas crianças expostas desde muito cedo ao ambiente de infantários com pelo menos outras 3 crianças, a taxa de leucemia infantil é &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;metade&lt;/b&gt; da que se verifica nas que ficam sempre em casa, no 1º ano de vida, com mães domésti­cas; a exposição precoce a contágios infecciosos parece amadurecer saudavel­mente o sis­tema imuni­tário. A leucemia infantil é também ligeiramente mais frequente nas famí­lias de estrato social superior, o que se pensa resultar de terem ambientes mais assépticos em casa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Há, naturalmente, outros agentes causadores da leucemia infantil, como a radioactividade e os raios-X. Quanto a estes comprovou-se que aumentam em 50% o respectivo risco quando recebi­dos pelas mães durante a gravidez. Por este motivo, aliás, se deixaram de fazer raios-X a grávi­das.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-list: l0 level1 lfo1; mso-pagination: none; page-break-after: auto; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/" name="_Toc192606189"&gt;&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-fareast-font-family: Cambria; mso-fareast-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;Se as suspeitas sobre a cancerigenidade do campo magnético das linhas de Alta Ten­são se con­firmarem, que taxa de mortalidade daí decorre para Portugal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Em primeiro lugar temos de considerar o número de casos de leucemia infantil observado em média em Portu­gal. Podemos usar dois processos: o primeiro é usar as estatísticas da Direcção-Geral de Saúde e dos IPO, e o segundo é extrapolar dos números espanhóis (3.4 casos por cada 100 mil meno­res de 15 anos), e também se pode combinar os dois processos. A razão da necessi­dade destes cál­culos é que infelizmente não se con­segue encontrar esse número exacto nas esta­tísticas publicadas em Portugal. O número a que se chega é de cerca de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;50 por ano&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Como só 0,5% da população vive “magneticamente perto” das linhas de Alta e Muito Alta Tensão, isto con­duz ao número de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;uma leucemia infantil esperada, cada 4 anos&lt;/b&gt;, “perto” dessas linhas e sem considerar qualquer efeito por estas. Admi­tindo que, como no estudo mais pessimista em que se baseou a IARC para a sua classificação dos campos magnéticos, estes &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;duplicam&lt;/b&gt; a incidên­cia da doença, então àquele caso normal tere­mos de adicionar outro, associado aos referidos cam­pos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Outra via para estimar o referido número é admitir que será semelhante ao calculado na Suécia pelo estudo epidemiológico ali realizado em 1993, considerando que esse país tem 9 milhões de habitan­tes, o que conduz ao mesmo número de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;uma leucemia infantil cada 4 anos &lt;/b&gt;associada às linhas de Alta Tensão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Em segundo lugar temos de considerar a taxa de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;mortalidade&lt;/b&gt; da leucemia infantil, hoje em dia uma doença com uma elevada taxa de cura nos países mais desenvolvidos como a França ou os EUA. Nes­ses países, a taxa de cura (sobrevivência ao fim de 5 anos) é presentemente de 85%....&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Assim, se considerarmos o estado recente da medicina portuguesa, teríamos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;uma morte esperá­vel cada 12 anos&lt;/b&gt; (4/0,30); mas se acreditarmos que ela vai melhorar no sentido da francesa tería­mos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;uma morte espe­rável cada 25 anos&lt;/b&gt; (4/0,15)…!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Para se ter uma ideia destes valores, vale a pena notar que o número anual de mortes de crianças (com menos de 15 anos), por &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;acidente,&lt;/b&gt; em Portugal, é de cerca de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;100&lt;/b&gt;, dos quais 40 em acidentes de via­ção, e que o número de mor­tes por aciden­tes de trabalho com electricidade tem sido de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;12&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 6pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Quando iniciei este estudo, em 2007, havia um alarme generalizado relativamente aos altíssimos custos que poderia comportar o enterramento das linhas de Alta Tensão. Hoje parece que cresce a opinião na REN e até em parte da EDP de que, se a ERSE permitir que esses custos sejam passados para as tarifas dos consumidores, até será bom...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-6486685241977069712?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/6486685241977069712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=6486685241977069712&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6486685241977069712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/6486685241977069712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/telemoveis-cancro-e-linhas-de-alta.html' title='Telemóveis, cancro, e Linhas de Alta Tensão: a mesma história...'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-1840438009266183165</id><published>2011-06-01T08:00:00.002+01:00</published><updated>2011-06-15T07:29:14.468+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciências da vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nuclear'/><title type='text'>Os biólogos de Chernobyl e o novo emprego dos engenheiros nucleares alemães</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Após o &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; que &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/o-destino-da-populacao-de-pripyat.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;escrevi ontem sobre o destino da população de Pripyat&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, algumas questões de leitores levaram-me a uma busca mais detalhada sobre as investigações levadas a efeito na &lt;a href="http://www.nsrl.ttu.edu/chornobyl/wildlifepreserve.htm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;zona de exclusão de Chernobyl&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (um círculo com 30 km de raio) por biólogos internacionais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Existe um estudioso ucraniano lá, o &lt;a href="http://www.nsrl.ttu.edu/chornobyl/gashak.htm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Dr. Sergej Gashak&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;que colaborou com várias equipas internacionais de cientistas, uma delas de &lt;a href="http://www.faculty.biol.ttu.edu/chesser/homepage/chernpublications.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;cientistas da Universidade do Texas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;que publicaram vários trabalhos de invulgar rigor, como &lt;a href="http://www.faculty.biol.ttu.edu/chesser/homepage/AssessingtheGenotoxicity.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;este aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Outro &lt;em&gt;paper&lt;/em&gt; deles de rara honestidade intelectual, publicado em 2007, adquiriu grande notoriedade&amp;nbsp;e merece especialmente ser lido: &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.groenerekenkamer.com/grkfiles/images/Chesser%20Baker%2006%20Chernobyl.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Growing up with Chernobyl&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Estes investigadores tinham sido responsáveis pela atribuição de certas variações genéticas em animais de Chernobyl a mutações causadas pela radioactividade, publicada na &lt;em&gt;Nature&lt;/em&gt; em 1996, e vieram mais tarde a concluir que se haviam enganado e que essas mutações não existiam, coisa que narram neste &lt;em&gt;paper&lt;/em&gt; e de que se retrataram com rara honestidade intelectual na própria &lt;em&gt;Nature&lt;/em&gt; em Novembro de 1997. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Basicamente, os trabalhos deles apontam para a conclusão de que, efectivamente, baixas doses de radiação prolongada &lt;a href="http://www.nsrl.ttu.edu/chornobyl/estimation_of_absorbed_radiation.htm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;são pouco absorvidas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e não causam danos patológicos visíveis na fauna,&amp;nbsp;embora &lt;a href="http://www.nsrl.ttu.edu/chornobyl/genotoxity.htm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;causem efeitos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; detectáveis no ADN mitocondrial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Após a redução da radioactividade inicial que "&lt;a href="http://www.nsrl.ttu.edu/chornobyl/redforest.htm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;pintou de vermelho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;" a floresta da zona, a vida tem florescido saudável em Chernobyl e o sarcófago do malfadado reactor está agora cheio de ninhos de pássaros (na figura, fotos da fauna actual de Chernobyl).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Wuz5-pEx4zw/TeW08HpgPFI/AAAAAAAAAV4/bnN6R014GFo/s1600/bichos+em+chernobyl.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://2.bp.blogspot.com/-Wuz5-pEx4zw/TeW08HpgPFI/AAAAAAAAAV4/bnN6R014GFo/s400/bichos+em+chernobyl.jpg" t8="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Alguns outros biólogos que andaram por Chernobyl tiraram conclusões diferentes, como uns que concluíram por uma redução do tamanho da cabeça de certos pássaros em 5%, que atribuíram a uma mutação radioactiva. Mas os texanos questionam os métodos deles, e Dr. Gashak, que &lt;a href="http://wildlifenews.co.uk/2011/25-years-on-from-chernobyl/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;os ajudou no terreno e viu o seu nome incluído nos &lt;em&gt;papers&lt;/em&gt; deles sem sua autorização&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, contesta essas medições de cabeças e o rigor com que foram feitas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Entretanto, como se sabe, a Alemanha anunciou que os seus reactores nucleares serão definitivamente fechados em 2022.&amp;nbsp;Apesar disto ser uma medida reversível e sem efeitos práticos imediatos, o Secretário Geral da Agência Atómica chinesa, Xu Yuming, apressou-se de imediato a &lt;a href="http://notrickszone.com/2011/05/30/china-to-german-nuclear-engineers-and-scientists-research-and-work-for-us/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;oferecer emprego aos engenheiros e cientistas nucleares alemães&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;‘We invite the German specialists to research for us in China and to work. The German nuclear plants are among the best in the world, the engineers and scientists have a great reputation’&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O vento sopra do Oriente e a "Europa" que se cuide!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-1840438009266183165?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/1840438009266183165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=1840438009266183165&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/1840438009266183165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/1840438009266183165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/06/os-biologos-de-chernobyl-e-o-novo.html' title='Os biólogos de Chernobyl e o novo emprego dos engenheiros nucleares alemães'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Wuz5-pEx4zw/TeW08HpgPFI/AAAAAAAAAV4/bnN6R014GFo/s72-c/bichos+em+chernobyl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-4579734805148576734</id><published>2011-05-31T08:00:00.044+01:00</published><updated>2011-06-15T07:30:37.935+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciências da vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nuclear'/><title type='text'>O destino da população de Pripyat</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O&amp;nbsp;canal Odisseia passou no domingo de&amp;nbsp;29 de Maio um programa intitulado "Grandes Desastres" ecológicos que incluiu uma referência ao acidente nuclear de Chernobyl em 1986.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Já o documentário ia avançado quando comutei para o canal, a tempo de ver contar como a população de Pripyat, a cidade de 50 mil habitantes apenas a&amp;nbsp;3 km da Central nuclear, fora toda metida em autocarros "&lt;em&gt;com as mãos nos bolsos&lt;/em&gt;" e tirada da cidade sem mais explicações, no dia seguinte ao do rebentamento do reactor. E o narrador explicava: "...&amp;nbsp;&lt;em&gt;milhares deles morreriam nos meses seguintes devido à radioactividade recebida&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;As mentiras que se contam sobre os mortos causados pela radiação do acidente de Chernobyl são comparáveis, na História Contemporânea, às mentiras dos nazis sobre os judeus ou às dos maoístas sobre o sucesso do&amp;nbsp;"grande salto em frente" nos anos 50 na China! Na verdade, nem sei como ainda não se lembraram de descobrir que &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/bacteria-envia-turma-de-liceu-de-hamburgo-para-casa=f652281"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;os pepinos mortais que invadiram a Alemanha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; foram secretamente contrabandeados de Fukushima...:-))&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É verdade que Pripyat foi toda evacuada e se transformou numa cidade fantasma, até hoje. E é verdade que a população deslocada sofreu duramente com essa deslocação, agravada com o desabamento das estruturas sociais e económicas que se seguiu&amp;nbsp;ao fim do comunismo na Ucrânia, poucos anos depois, e que todos verificámos quando os seus imigrantes cá chegaram em massa! Mas o que não é verdade é que tenha sofrido "&lt;em&gt;milhares&lt;/em&gt;" de mortes devido à radioactividade recebida de Chernobyl!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FXhcsTDis4E/TePg068891I/AAAAAAAAAVw/Zme14ThuLFI/s1600/Gama+em+Pripyat.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://3.bp.blogspot.com/-FXhcsTDis4E/TePg068891I/AAAAAAAAAVw/Zme14ThuLFI/s400/Gama+em+Pripyat.jpg" t8="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Pripyat foi severamente irradiada nas horas subsequentes ao rebentamento do reactor e início do respectivo incêndio. A figura ao lado, retirada &lt;a href="http://whqlibdoc.who.int/euro/r&amp;amp;s/EURO_R&amp;amp;S_110.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;deste relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde)&amp;nbsp;feito&amp;nbsp;um ano&amp;nbsp;depois&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;mostra como evoluiu ali a radioactividade na atmosfera a 1 metro de altura do solo&amp;nbsp;(radiação &lt;em&gt;gama&lt;/em&gt;, capaz de&amp;nbsp;atravessar a pele) nessas horas (10 ao cubo&amp;nbsp;mR/h &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sievert"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;equivalem a&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; 10 mSv/h). Na altura estimou-se que a máxima radiação absorvida poderia ter atingido 0,1 Gy (~0,1 Sv para ) mas, mais tarde, tendo em conta o facto das pessoas não terem passado o tempo todo na rua mas estarem maioritariamente dentro de edifícios, essa estimativa foi corrigida para de 1/2 a 1/5 das previsões iniciais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Como &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/03/sobre-radioactividade-de-origem-nuclear.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;já divulguei aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, abaixo de 100 mS de exposição&amp;nbsp;à radioactividade não há provas de efeitos nocivos da mesma, aparte o efeito do &lt;em&gt;radioIodine&lt;/em&gt; absorvido por crianças e que, por o organismo destas assimilar o iodo todo e o concentrar na tiróide, sobretudo se tiverem deficiência dele, aumenta 10 a 20 vezes o risco do raro&amp;nbsp;cancro infantil nesse orgão (efectivamente verificado na região, embora com uma taxa de mortalidade muito baixa, inferior a &lt;strong&gt;1%&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas que aconteceu então depois à população de Pripyat e dos arredores de Chernobyl, de que 70% se vieram a alojar em Kiev, a capital da Ucrânia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;De entre os muitos estudos que vieram a ser feitos sobre o assunto, vale a pena mencionar &lt;a href="http://www.rri.kyoto-u.ac.jp/NSRG/reports/kr79/kr79pdf/Prysyazhnyuk.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;este, realizado pelos cientistas da Academia de Medicina da Ucrânia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, 15 anos depois. O estudo detectou, efectivamente, um aumento do já mencionado cancro infantil da tiróide, e um aparente pequeno aumento do cancro da mama em mulheres mas, globalmente, o que constata para as regiões que mais radioactividade apanharam foi... uma &lt;strong&gt;redução&lt;/strong&gt; global da taxa de cancro! O gráfico e a tabela&amp;nbsp;anexos mostram-no.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-alnUOG8c0oU/TeN8J0KXYlI/AAAAAAAAAVo/5XnK0VdaDTk/s1600/tabela+cancros+chernobyl+2000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="446" src="http://2.bp.blogspot.com/-alnUOG8c0oU/TeN8J0KXYlI/AAAAAAAAAVo/5XnK0VdaDTk/s640/tabela+cancros+chernobyl+2000.jpg" t8="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_pIb1X8ub1k/TeN75CJbLRI/AAAAAAAAAVk/vadJ5hSAsf8/s1600/Cancer+Chernobyl+2000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" src="http://1.bp.blogspot.com/-_pIb1X8ub1k/TeN75CJbLRI/AAAAAAAAAVk/vadJ5hSAsf8/s640/Cancer+Chernobyl+2000.jpg" t8="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Vale a pena notar que tal paradoxal &lt;strong&gt;redução&lt;/strong&gt; da taxa global de cancro (relativamente à demais população) também foi encontrada nos sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki, e poderá parcialmente explicar-se pela relativamente maior atenção médica de que estas populações gozaram depois da exposição,&amp;nbsp;ao longo da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, os estudos epidemiológicos deste tipo são muito difíceis, por razões que vou tentar explicar sumariamente em termos simples: a sua ideia base é a de comparar o número de cancros ocorridos nas pessoas sujeitas a determinado agente suspeito (neste caso, radioactividade) com o que seria de esperar "normalmente", e ver se há um acréscimo estatisticamente significativo (as conclusões estatísticas só são fortes para grandes números).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O problema, porém, é que há imensos outros factores que também mudam a susceptibilidade das pessoas e populações ao cancro, e por isso não é simples a tal comparação com o que seria "normal" esperar. Por exemplo, os japoneses têm, para o mesmo grau de tabagismo, quase 10 vezes menos cancros de pulmão que os americanos e europeus, mas em contrapartida têm quase 12 vezes mais cancros de esófago e estômago por razões mal-conhecidas! Os negros têm muito mais cancro da próstata que os brancos, e depois há os factores ambientais, os "confundidores". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Um exemplo clássico foi o estudo que, décadas atrás, "descobriu" que o café provocava cancro do pulmão, até se verificar que havia uma grande correlação entre o consumo de café e o de tabaco!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E há os factores "confundidores" que se desconhecem e que, em certas regiões e épocas, aumentam muito a incidência de certos cancros (como por exemplo a leucemia infantil, que tende a ocorrer em "&lt;em&gt;clusters&lt;/em&gt;" regionais e temporais por causas desconhecidas).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Por estas razões, um bom estudo epidemiológico sobre o efeito da radioactividade (ou qualquer outro agente) sobre a incidência de cancro não deverá comparar simplesmente a taxa de cancros das pessoas expostas ao agente suspeito com a "média geral", mas sim com a média dos que, &lt;strong&gt;estando exactamente nas mesmas condições relativamente a possíveis factores confundidores&lt;/strong&gt; (tipo populacional genético, modo de vida, ambiente, etc), &lt;strong&gt;só difiram&lt;/strong&gt; no facto de não terem sido expostos ao tal "agente suspeito". E é ainda importante que o número desses outros seja grande, para que os seus valores médios possam efectivamente ser considerados como termo de comparação estatisticamente significativo,&amp;nbsp;um padrão de "normalidade"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A somar a estas dificuldades, há a dificuldade de determinação da dose real de agente suspeito a que foram expostos os investigados. Pode-se ter estado em Pripyat e ter bebido acidentalmente um copo com água contaminada, ou não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Outro aspecto relevante são os números absolutos, para além dos adicionais estimados. Por exemplo e relativamente ao cancro da mama recenseado no estudo da Academia Médica ucraniana acima citado, regista-se um aumento médio de 50%, mas o número real de casos adicionais estimados é de 87 num total de 90 mil mulheres seguidas ao longo de 7 anos, o que deve ser apreciado, como nota o próprio estudo, com o facto de ser verificado uma grande variedade de "clusters" de casos tanto regional como temporalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Tudo&amp;nbsp;isto torna estes estudos difíceis de pôr em prática e também os susceptibiliza a todo o tipo de erros de método, involuntários ou propositados! Sobretudo quando a diferença entre o "normal" e o "suspeito" é pequena em termos relativos, como acontece precisamente para doses de exposição&amp;nbsp;à radioactividade inferiores a 100 mSv!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Isto tem levado a que seja quase consensual na OMS e outras instituições especializadas, no presente, a &lt;a href="http://www.rerf.or.jp/rerfrad_e.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;impossibilidade de demonstração epidemiológica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de aumentos da incidência de cancro para exposições radioactivas inferiores a &lt;strong&gt;100 mSv&lt;/strong&gt; (e para esta "dose" o&amp;nbsp;risco &lt;strong&gt;&lt;u&gt;adicional&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; de cancro admitido pela&amp;nbsp;LNT- ver abaixo -&amp;nbsp;é de &lt;strong&gt;0,5%&lt;/strong&gt;), como disse - apesar de haver cientistas que continuam a tentar tais demonstrações, a que poderá não ser alheio o facto de terem na subsidiação desses estudos o seu modo de vida (como &lt;a href="http://www.creal.cat/creal/quisom/en_info_user.html?idusuari=ecardis"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Elisabeth Cardis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, quiçá a epidemiologista que mais tem publicado sobre o assunto e graças ao qual conseguiu o lugar que detém&amp;nbsp;na Comissão Europeia, onde dirigiu um estudo similar sobre o efeito dos telemóveis sobre o cancro cerebral, que custou&amp;nbsp;17 milhões de € e que chegou a conclusão... nenhuma). Cardis, por exemplo, é autora de um dos estudos mais recentes sobre o efeito de Chernobyl, que &lt;a href="http://www.creal.cat/media/upload/arxius/noticies/Chernobyl%20epidemiology%20Clin%20Oncol%202011.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;pode ser consultado aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: como de costume, conclui que os dados existentes são insuficientes, que no entanto parecem confirmar o alarme existente, e que por isso... são precisos mais estudos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Conheço outros meandros onde se passa a mesma coisa, como nos alegados efeitos das linhas de Alta Tensão sobre a leucemia infantil...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas pode-se questionar: e não haverá outra maneira, sem ser pela epidemiologia, de se saber se sim ou não,&amp;nbsp;baixas doses de&amp;nbsp;radioactividade provocam cancro? Por exemplo, pela biologia molecular, pelo estudo experimental?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora esta é uma das questões mais curiosas sobre o assunto, porque, ao contrário do que se possa pensar, há neste outro domínio científico duas posições contraditórias, ambas suportadas em resultados experimentais e em boas conjecturas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A primeira posição argumenta que, sendo ionizante, a radioactividade tem sempre capacidade de alterar o ADN, e portanto de provocar mutações cancerígenas. Quanta mais, maior a probabilidade, e daí o estabelecimento de uma relação linear sem limiar mínimo (LNT - &lt;em&gt;Linear with No Threshold&lt;/em&gt;) para o risco de cancro causado pela radioactividade. Nesta óptica, a própria radioctividade natural ambiente causará alguns&amp;nbsp;cancros, de facto &lt;strong&gt;1%&lt;/strong&gt; de todos os cancros, e é uma óptica prudente que fundamenta as práticas e limiares de protecção internacionais. Sublinhe-se, porém, que se trata apenas de uma conjectura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;De facto, a segunda posição assume a existência de um limiar mínimo para a perigosidade e não parece menos sensata:&amp;nbsp;argumenta ela que os organismos têm, pela própria natureza da vida, permanentemente em luta contra todo o tipo de&amp;nbsp;agressões (a começar pelos vírus...),&amp;nbsp;mecanismos de adaptação e reparação dessas agressões a que são sujeitos e que, por isso, uma agressão ligeira não só não tem efeitos que o organismo não repare, como até lhe estimula a imunidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É a teoria que é aplicada nas vacinas e em muitas práticas médicas, do aconselhamento do exercício físico (moderado) à reabilitação do vinho bebido em doses moderadas. E também esta teoria tem fundamento experimental a nível celular, e é considerada pela Academia das Ciências francesa como aplicável à exposição à radioactividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;No estado actual da Ciência não há consenso sobre qual das teorias é verdadeira mas, pelo sim, pelo não, as instituições internacionais responsáveis adoptam a primeira (LNT), como medida de precaução. O que parece sensato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O que não se pode é, daí, usar essa teoria como estando confirmada cientificamente e extrapolar números de mortos por radioactividade que é impossível confirmar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E à margem desta discussão: sabem que aconteceu às regiões de Chernobyl que foram desocupadas de presença humana, ao longo destas décadas? Paisagem lunar, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Pois não: transformaram-se em selva primitiva, verdadeiro &lt;a href="http://news.nationalgeographic.com/news/2006/04/0426_060426_chernobyl.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;paraíso ecológico para flora e fauna&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, livres que ficaram da presença humana! Abundam os cavalos selvagens mongóis antes&amp;nbsp;quase extintos&amp;nbsp;(foto anexa da National Geographic)&amp;nbsp;e até o considerado extinto lince europeu agora lá se encontra...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d1V_SAIj4XQ/TeOIuduN5nI/AAAAAAAAAVs/6V91f8rX0iM/s1600/060426_chernobyl_big.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="452" src="http://1.bp.blogspot.com/-d1V_SAIj4XQ/TeOIuduN5nI/AAAAAAAAAVs/6V91f8rX0iM/s640/060426_chernobyl_big.jpg" t8="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-4579734805148576734?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/4579734805148576734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=4579734805148576734&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4579734805148576734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4579734805148576734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/o-destino-da-populacao-de-pripyat.html' title='O destino da população de Pripyat'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FXhcsTDis4E/TePg068891I/AAAAAAAAAVw/Zme14ThuLFI/s72-c/Gama+em+Pripyat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-4877063681653796038</id><published>2011-05-30T07:30:00.002+01:00</published><updated>2011-06-15T07:31:51.379+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciências da vida'/><title type='text'>Os danos para a saúde dos motores Diesel e as alternativas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Um dos paradoxos mais curiosos do terrorismo mediático é que, ao mesmo tempo que distorce desavergonhadamente&amp;nbsp;as notícias sobre a radioactividade resultante de acidentes em centrais nucleares, guarda um silêncio de oiro sobre agentes que quotidianamente envenenam o ar que respiramos, como... os gases de escape dos motores Diesel que percorrem as nossas cidades!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Graças ao maior rendimento destes motores e&amp;nbsp;à política fiscal europeia de penalização da gasolina relativamente ao gasóleo, os motores Diesel equipam já mais de 80% dos automóveis que se vendem na Europa, e em Portugal nomeadamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Nada tenho contra a eficiência dos motores Diesel nem contra esta preferência do mercado (embora pessoalmente o ruído dos automóveis a Diesel me seja muito desagradável), mas penso ser útil saber-se que os gases de escape desses motores &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_IARC_Group_2A_carcinogens"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;consta na lista 2A dos &lt;strong&gt;prováveis&lt;/strong&gt; agentes cancerígeneos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; definida pela &lt;strong&gt;IARC&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Agência Internacional para a Investigação do Cancro&lt;/em&gt;), um organismo reconhecido pela OMS e pelas Nações Unidas. Alguns dos constituintes desses gases de escape, como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Diesel_exhaust"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;o arsénio e o benzeno&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, são comprovadamente cancerígeneos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Porém, a patologia mais importante atribuível aos gases de escape dos Diesel é o enfarte de miocárdio, de que &lt;a href="http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736%2810%2962296-9/abstract"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;estudos epidemiológicos em grande escala recentemente publicados&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; lhe atribuem a responsabilidade por uma quota de &lt;strong&gt;7.4%&lt;/strong&gt;, superior às do esforço físico, alcool ou café. Um estudo de 2001 da Agência Ambiental Federal Alemã atribui aos escapes dos Diesel a responsabilidade por mais de &lt;strong&gt;14 mil mortes&lt;/strong&gt; naquele país, apenas em 2001!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Apesar do seu principal efeito ser aumentar os riscos cardíacos, os escapes dos Diesel são também responsabilizados por &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;a href="http://pubs.healtheffects.org/getfile.php?u=298"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;um acréscimo de 20 a 50% de risco de cancro pulmona&lt;/span&gt;r&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;em profissões expostas aos escapes (motoristas profissionais)&lt;/span&gt;&amp;nbsp;pelo menos tanto como &lt;a href="http://chestjournal.chestpubs.org/content/123/1_suppl/21S.full.pdf+html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;o acréscimo de 30% provocado pelo&amp;nbsp;fumo passivo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(em cônjugues de fumadores)!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O paradoxo nisto é que enquanto o fumo passivo tem vindo a ser proibido em todo o lado (em Nova Iorque decidiu-se recentemente&amp;nbsp;a proibição de fumar nas ruas), não se tem notado a menor preocupação com o efeito bem mais grave da inalação dos gases de escape dos Diesel!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas trago-vos uma boa notícia: até agora, todos os indícios apontam para que os malefícios para a saúde dos gases de escape dos motores Diesel a gasóleo são &lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1852688/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;drasticamente reduzidos quando o gasóleo mineral é substituído por bioDiesel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora a União Europeia manda na sua Directiva "20-20-20" que até 2020 &lt;strong&gt;10%&lt;/strong&gt; de todo o combustível usado nos transportes rodoviários seja "bio" e isso, além da redução da dependência de petróleo islâmico, é bom para a saúde. E melhor ainda será outro futuro incontornável: a substituição do transporte rodoviário a longa distância de mercadorias em camiões Diesel por transporte eléctrico... ferroviário!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-4877063681653796038?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/4877063681653796038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=4877063681653796038&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4877063681653796038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/4877063681653796038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/os-danos-para-saude-dos-motores-diesel.html' title='Os danos para a saúde dos motores Diesel e as alternativas'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-7374716581338717545</id><published>2011-05-28T20:00:00.004+01:00</published><updated>2011-06-15T07:32:58.554+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nuclear'/><title type='text'>Prioridades para uma opção nuclear em Portugal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Os que me conhecem sabem que sou um admirador da tecnologia nuclear (e da tecnologia aeronáutica, da dos computadores, etc...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Sou também um opositor assumido das mistificações propagandísticas, do obscurantismo&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;anti-científico e da mentira tecnológica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Não resulta daqui que defenda, porém, a "opção nuclear" para Portugal como uma compra "alternativa" no &lt;em&gt;Media market&lt;/em&gt;, ao estilo do que se fez com as eólicas ou o solar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Julgo oportuno recordar &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/01/uma-central-nuclear-em-portugal_12.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;o que escrevi sobre isto em Janeiro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Desde&amp;nbsp;a decisão de construção de uma central nuclear até ao início dessa construção, a experiência finlandesa, por exemplo, mostra que são precisos pelos menos 4 anos. E a construção em si também não demora menos de 4 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Por outro lado, antes da decisão é preciso fundamentá-la e precisá-la. Isso requer estudos, a fazer por especialistas devidamente geridos, que nunca demoram menos de 2 anos .... Pelo que se a decisão de se avançar para tal empreendimento se tomasse &lt;strong&gt;agora&lt;/strong&gt;, correndo tudo bem e a marcha acelerada, teríamos a nossa nuclear em 2020. Mesmo a tempo de substituir a central de Sines, e dando tempo a que os processos de construção no estrangeiro das primeiras centrais de 3ª geração ganhassem experiência e maturidade, isto é, entrassem em produção em série. &lt;span style="color: #741b47;"&gt;Note-se que estou a falar de uma central de 1500 MW médios, portanto com &lt;strong&gt;um&lt;/strong&gt; reactor de &lt;strong&gt;1650 MW&lt;/strong&gt; para trabalhar 90% do ano, e que custaria, sem juros e bem negociado (2000 €/MW),&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;€&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: red; color: white;"&gt;3,3 biliões de&lt;/span&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;€&lt;/span&gt;!&lt;/strong&gt;... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Porém, há muitos outros factores a planear sistemicamente para que tal decisão se inserisse numa estratégia sustentável para as gerações vindouras, como por exemplo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&amp;gt; Um &lt;strong&gt;acompanhamento de perto da evolução&lt;/strong&gt; das opções tecnológicas no mercado, bem como de todas as experiências internacionais na matéria quanto a todos os aspectos do ciclo produtivo da energia nuclear.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;gt; O levantamento de todos os aspectos onde se poderia &lt;strong&gt;maximizar a incorporação técnico-económica nacional&lt;/strong&gt;. A Espanha, por exemplo, participa na preparação do urânio das suas centrais;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&amp;gt; A &lt;strong&gt;preparação de recursos humanos qualificados&lt;/strong&gt;. Uma boa ideia seria começar por enviar alguns estudantes de elite para se doutorarem onde haja engenharia nuclear suportada em experiência industrial, e outra seria a FCT disponibilizar alguns fundos para I&amp;amp;D nacional aplicada nessas áreas, de modo a fixar alguns interessados no tema;&lt;br /&gt;&amp;gt; O&lt;strong&gt; permanente diálogo&lt;/strong&gt; com as populações e a opinião pública, e a &lt;strong&gt;total transparência&lt;/strong&gt; dos processos e decisões, únicas atitudes que, como estudos feitos pelas próprias empresas do ramo mostram, inspiram às populações a confiança necessária à aceitação do nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além dos trabalhos de estudo e planeamento, será preciso que haja elevados &lt;strong&gt;padrões éticos&lt;/strong&gt; e estabilidade nas estruturas que tomassem estas responsabilidades.&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Há mais de 50 anos o Estado pensou que a energia nuclear seria o futuro e decidiu preparar o país para isso. Criou para tal uma estrutura (directamente dependente do centro do poder, Salazar, na altura), a &lt;strong&gt;Junta de Energia Nuclear&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;e adquiriu até um reactor para estudo que ainda existe, em Sacavém.&lt;br /&gt;Depois da queda do regime essa estrutura ainda hoje conserva umas centenas de pessoas, mas foi desarticulada, despojada de objectivos e responsabilidades, e hoje nem os resíduos radioactivos dos hospitais monitoriza!&lt;br /&gt;É discutível, pois, se no presente Portugal tem categoria para vir a ter energia nuclear, ou se o futuro não será importá-la toda de Espanha, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1417632"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;um futuro em que Portugal será apenas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt; a província mais&amp;nbsp;pobre desse país vizinho.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;E, pouco depois, &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/02/posicao-sobre-politica-energetica_26.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;em Fevereiro de 2010, precisei algumas destas ideias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não se trata, porém e no imediato, de considerar a compra de uma central nuclear, com a mesma irresponsabilidade e ausência de planeamento com que foi feita a importação de equipamentos de energias renováveis, mas sim e apenas de iniciar a &lt;strong&gt;preparação&lt;/strong&gt; de uma &lt;strong&gt;possível&lt;/strong&gt; futura opção nesse sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Dado o conjunto de aspectos a considerar, é necessária uma estrutura organizativa que coordene esses aspectos. E, dados os longos tempos a envolver nas acções e eventuais investimentos associadas, a actividade dessa estrutura não deverá obedecer aos horizontes temporais de calendários eleitorais. Por esta razão, é necessário que a sua criação resulte de um pacto de regime que garanta uma maioria de apoio parlamentar permanente, e é também imperioso que a sua chefia tenha uma independência imaculada de outros interesses que não os nacionais, sendo por isso recomendável que a sua nomeação requeira a anuência da Presidência da República, podendo a atribuição de funções militares de prevenção e segurança facilitar essa tutela Presidencial. Vale a pena recordar, aliás, que a Junta de Energia Nuclear criada há mais de 50 anos dependia directamente de Salazar, e não do Governo de ocasião. Aliás, o&amp;nbsp;aqui proposto é a refundação de uma Junta como essa, para iniciar a preparação de uma possível&amp;nbsp;opção nuclear!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Esta Nova Junta da Energia Nuclear deverá dispor de uma Comissão Executiva com 3 membros, e constituir um Conselho Consultivo onde estejam representados reconhecidos peritos das áreas relevantes e com um leque de sensibilidades ideológicas diversificado, que garanta o escrutínio e a transparência de todas as actividades desenvolvidas. As actividades prioritárias da Comissão Executiva, a terminar no prazo de um ano, deverão incluir:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;a) A recolha e análise de todos os estudos parcelares realizados no passado sobre a opção nuclear para Portugal;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;b) A constituição de uma equipa interdisciplinar de &lt;strong&gt;técnicos de primeira qualidade&lt;/strong&gt;, cobrindo nomeadamente os aspectos das engenharias civil, mecânica, de controlo e automação, a Física nuclear tecnológica, a Geologia, as Finanças e as Seguranças civil e militar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;c) A identificação das normas internacionais, das necessidades de recursos técnicos especializados futuros e dos projectos em curso ou lançamento noutros países.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Numa segunda etapa, esta Nova Junta deverá preparar, num prazo adicional de 4 a 5 anos, já com a equipa técnica de alta qualidade criada na 1ª etapa e uma definição de objectivos mais precisa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;1) O estudo das opções tecnológicas e comerciais disponíveis internacionalmente;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;2) O estudos dos possíveis modelos de financiamento;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;3) As normas técnicas nacionais, em harmonia com as internacionais existentes e em particular as europeias, detalhadas e precisas, a aplicar nos projectos de centrais;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;4) A formação dos recursos humanos necessários ao &lt;strong&gt;acompanhamento e fiscalização de obras&lt;/strong&gt;;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;5) A pré-selecção de locais apropriados;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;6) A definição das actividades económicas&amp;nbsp;sustentáveis para as quais se possa associar a máxima incorporação nacional, da preparação do combustível ao tratamento de resíduos, passando pelo aproveitamento dos jazigos nacionais de Urânio;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;7) As colaborações internacionais desejáveis, técnicas, económicas e de segurança;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;8) A preparação de um Caderno de Encargos rigoroso para uma Central Nuclear.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;9) O debate público aberto e esclarecedor das opções em apreço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Finda esta preparação, que se iniciada já poderia estar concluída em 2015 ou 2016, o país estaria em condições de decidir se avançaria ou não para a construção de uma Central nuclear. Até lá muita coisa evoluirá no domínio das opções internacionais de energia nuclear, dando tempo a que se venha a aproveitar a experiência alheia. Se por volta de 2015 ou 2016 se tiver efectivamente verificado o renascimento do Nuclear, Portugal estará em condições de fazer a opção correspondente, podendo vir a ter a sua primeira central a tempo de substituir a de carvão em Sines, dentro de uma década. Se não for essa a evolução que ocorrer, também não terá sido grande a perda incorrida nesta &lt;strong&gt;preparação&lt;/strong&gt; - afinal o país custeou por mais de 50 anos uma Junta de Energia Nuclear de que não retirou qualquer préstimo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A ausência da &lt;strong&gt;preparação&lt;/strong&gt; desta opção é que poderá ser trágica!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;É de notar que esta posição não é uma extravagância minha. Na verdade, é a da própria &lt;strong&gt;Agência Internacional de Energia Atómica&lt;/strong&gt; (IAEA), que estabeleceu um guia (&lt;a href="http://www-ns.iaea.org/downloads/ni/embarking/argonne_workshop_2010/Braun/DS%20424%20Actions%20-%20Braun.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;DS 424&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&amp;nbsp;para a implementação das suas normas internacionais de segurança nuclear, de especial importância para países sem experiência prévia no assunto, como se pode &lt;a href="http://www.iaea.org/NuclearPower/Downloads/Infrastructure/meetings/2010-08-23-27-RTWS/11.Roadmap-for-the-implementation-of-safety-standards.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;ver aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://www.iaea.org/NuclearPower/Downloads/Infrastructure/meetings/2010-06-TM/IAEA_JoseBastos.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Resumidamente, a IAEA prescreve &lt;a href="http://www.world-nuclear.org/info/inf102.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;três etapas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; até um país estar em condições de gerir uma primeira central nuclear, com um papel central &lt;strong&gt;do Estado do&lt;/strong&gt; país em causa durante pelo menos metade do processo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Pre-project phase 1&lt;/strong&gt; (1-3 years) leading to &lt;u&gt;knowledgeable commitment&lt;/u&gt; to a nuclear power program, resulting in set up of a Nuclear Power Program Implementing &lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Organisation&lt;/span&gt; (NEPIO).&amp;nbsp; This deals with the program, not the particular projects after phase 2.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Project decision-making phase 2 &lt;/strong&gt;(3-7 years) involving preparatory work after the decision is made and up to &lt;u&gt;inviting bids&lt;/u&gt;, with the regulatory body being established.&amp;nbsp; In phase 2 the government role progressively gives way to that of the regulatory body and the owner-operator.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Construction phase 3&lt;/strong&gt; (7-10 years) with regulatory body operational, up to &lt;u&gt;commissioning&lt;/u&gt; and operation.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-c04xMkjbTMQ/TeE_AuwJxUI/AAAAAAAAAVc/NNSImnlQz_8/s1600/DS+424.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="358" src="http://3.bp.blogspot.com/-c04xMkjbTMQ/TeE_AuwJxUI/AAAAAAAAAVc/NNSImnlQz_8/s640/DS+424.jpg" t8="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-7374716581338717545?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/7374716581338717545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=7374716581338717545&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/7374716581338717545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/7374716581338717545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/prioridades-para-uma-opcao-nuclear-em.html' title='Prioridades para uma opção nuclear em Portugal'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-c04xMkjbTMQ/TeE_AuwJxUI/AAAAAAAAAVc/NNSImnlQz_8/s72-c/DS+424.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-8574748400457947251</id><published>2011-05-25T19:55:00.002+01:00</published><updated>2011-06-15T07:33:45.314+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Energias renováveis'/><title type='text'>O caso do espião da ENERCON</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Não, não venho revelar aos muitos internautas que se têm interessado pela afirmação que fiz nas últimas linhas do meu &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/energia-competitividade-economica-e-o.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;post de divulgação do Manifesto II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o que sei (sabemos) sobre o assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Sobre isso, reitero apenas que a informação divulgada no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; só pode ter sido obtida por espionagem de conversas privadas - conversas de elevado interesse político e eventualmente económico para terceiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Do que venho hoje falar é de outro caso de espionagem que hoje foi notícia em alguns jornais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O Diário de Notícias noticiou, mas por qualquer razão não tem a notícia &lt;em&gt;on-line&lt;/em&gt;; mas &lt;a href="http://www.inteligenciaeconomica.com.pt/?p=3562&amp;amp;utm_source=rss&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=eolicas-portugues-suspeito-de-espionagem-industrial"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;ei-la aqui reproduzida&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://www.ver.pt/conteudos/verClipping.aspx?id=7252"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui podem-se encontrar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; mais detalhes interessantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Um engenheiro de topo da Martifer, empresa que constrói aerogeradores em Oliveira de Frades (e painéis solares), é acusado de espiar para a concorrente ENERCON. Ao que parece, será o primeiro caso detectado de espionagem industrial em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Confesso que o "caso" me diverte um pouco. Primeiro, porque em tempos contei aqui &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/09/clusters-industrais-nas-renovaveis-23.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;a história da espionagem de que a própria ENERCON terá sido vítima&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; pelo Echelon, relativamente&amp;nbsp;à sua tecnologia de aerogeradores de velocidade variável com gerador síncrono e "&lt;em&gt;link dc&lt;/em&gt;". História de que &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/04/de-como-mais-depressa-se-apanha-um.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;mais tarde forneci os &lt;em&gt;hyperlinks&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; relevantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Segundo, porque isto só vem dar razão à acusação que tenho feito sobre a falta de escrúpulos que o &lt;em&gt;lobby&lt;/em&gt; eólico tem usado, cá e na Comissão Europeia, na manipulação política dos seus negócios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;----&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;01-06-2011:&lt;/u&gt; Venho trazer uma correcção. Alguém de confiança me disse que o "caso" de espionagem na Martifer não tem fundamento e que apenas reflecte tricas entre os respectivos sócios, que desde há anos se terão deslumbrado com o capitalismo de casino bolsista e descurado a gestão operacional da empresa. E que a notícia, nascida num jornal de Viseu, já teria sido desmentida.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Não dei por nenhum desmentido publicado da notícia original que saíra no Diario de Notícias, mas aceito que isto possa ser de facto infundamentado. Se assim for, ainda bem - estas notícias de golpes baixos deixam-me sempre infeliz com a espécie humana e os seus desmentidos desanuviam-me.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-8574748400457947251?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/8574748400457947251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=8574748400457947251&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/8574748400457947251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/8574748400457947251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/o-caso-do-espiao-da-enercon.html' title='O caso do espião da ENERCON'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-1331732554157082289</id><published>2011-05-23T20:46:00.001+01:00</published><updated>2011-06-15T07:34:24.988+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><title type='text'>Se sabes contar até 8 já tens positiva a Física</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=9&amp;amp;fileName=CFQ9_Mai2011_Cad2.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Pergunta do exame de Física do 9º ano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O sistema solar é constituído pelo Sol e pelos corpos celestes que orbitam à sua volta. Actualmente, considera-se que os planetas que fazem parte do sistema solar são Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Em 2006, Plutão deixou de ser classificado como um planeta, embora continue a fazer parte do sistema solar. Actualmente, considera-se que o sistema solar é constituído por quantos planetas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=9&amp;amp;fileName=CFQ9_Mai2011_Cad1V1.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Outra pergunta do mesmo exame&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Num gráfico mostra-se a temperatura de água a ser aquecida, ao longo de um certo tempo, até que aos 1400 s essa temperatura estabiliza nos 100ºC. Resposta múltipla a escolher pelo aluno: o que ocorreu na água foi: a) condensação; b) fusão; c) solidificação; d) ebulição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A notícia vem &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/se-sabe-contar-ate-8-ja-nao-tinha-negativa-no-teste-de-fisico-quimica=f650549"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;toda aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;E receio que quem disser que isto é uma completa aldrabice, seja acusado de estar a chamar ignorantes aos portugueses...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-1331732554157082289?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/feeds/1331732554157082289/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36337476&amp;postID=1331732554157082289&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/1331732554157082289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36337476/posts/default/1331732554157082289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/se-sabes-contar-ate-8-ja-tens-positiva.html' title='Se sabes contar até 8 já tens positiva a Física'/><author><name>Pinto de Sá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07236403685335368416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fhgf24PNU94/S35NKZZP55I/AAAAAAAAAMk/pgDloqaMjJU/S220/two_thousand_and_one_a_space_odyssey.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36337476.post-6820391694169390865</id><published>2011-05-20T16:30:00.008+01:00</published><updated>2011-09-08T11:21:48.408+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política energética'/><title type='text'>Aumento do IVA, impostos especiais e revisão tarifária na electricidade.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Como é sabido, o memorando de acordo entre Portugal e a comunidade internacional (Europa e FMI) prevê uma revisão das fiscalidade da electricidade - concretamente um &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/05/troika-deu-me-razao.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;acréscimo do IVA e a criação de impostos especiais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;excise dutties&lt;/em&gt;) de acordo, aliás, com o exigido pela &lt;a href="http://ec.europa.eu/taxation_customs/resources/documents/taxation/com_2011_169_en.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Directiva Europeia 2003/96/EC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de 2003, mas não praticado pelo nosso Estado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Já num &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/04/energia-essa-desconhecida.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;artigo publicado há&amp;nbsp;perto de um mês no Expresso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a meias com o Prof. Clemente Nunes, escrevêramos que o alto custo comparado da nossa electricidade era escondido por, entre outras coisas, um subsídio indirecto aos produtores mediante um IVA especialmente baixo. Vale a pena, por isso, começar por comparar o nosso IVA com o praticado pelos países por onde &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2011/04/o-mix-energetico-europeu-e-portugal.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;há tempos fiz um &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;t&lt;/span&gt;our&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; de visita aos respectivos &lt;em&gt;mix&lt;/em&gt; energéticos - ou seja, todos os da União Europeia a 27 a que pertencemos, excluindo os minúsculos (Luxemburgo, Chipre, Malta...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ec.europa.eu/taxation_customs/resources/documents/taxation/excise_duties/energy_products/rates/excise_duties-part_ii_energy_products_en.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;IVA pago nos países da União Europeia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Espanha: &lt;strong&gt;18%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;França:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;19.6%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Itália: &lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Áustria:&lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Hungria: &lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Eslovénia:&lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Grécia:&lt;strong&gt;13%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Bulgária:&lt;strong&gt;0%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Eslováquia:&lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Chéquia:&lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Alemanha:&lt;strong&gt;19%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Polónia:&lt;strong&gt;23%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Lituânia:&lt;strong&gt;22%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Letónia:&lt;strong&gt;21%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Estónia:&lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Finlândia:&lt;strong&gt;23%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Suécia:&lt;strong&gt;25%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Dinamarca:&lt;strong&gt;25%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Holanda:&lt;strong&gt;19%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Bélgica:&lt;strong&gt;21%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Irlanda: &lt;strong&gt;13.5%&lt;/strong&gt;;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Reino Unido:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;5%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Como se vê, países com IVA menor que o&amp;nbsp;nosso (&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;6%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;)&amp;nbsp;são apenas a Bulgária e o Reino Unido para as famílias, e depois de nós vêm a Grécia e a Irlanda, já com valores de &lt;strong&gt;13&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;13.5%&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;A grande maioria tem um IVA&amp;nbsp;à volta dos &lt;strong&gt;20%&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O &lt;em&gt;excise&lt;/em&gt; que foi tornado obrigatório pela União em Directiva de&amp;nbsp;2003 destina-se a penalizar as fontes de electricidade emissoras de CO2, essencialmente o carvão e o gás natural, mas é muito baixo em todo o lado: o mínimo definido é &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;0,055ç/kWh&lt;/span&gt;. Portugal, no entanto, é o único país da União que se esqueceu dessa taxa, ao mesmo tempo que se tem "esquecido" de eliminar a pré-histórica&amp;nbsp;&lt;a href="http://ouvidor.blogspot.com/2005/05/taxa-de-radiodifuso.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;taxa de radiodifusão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que acarreta um encargo basicamente igual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Para melhor compreensão do que poderá resultar para o consumidor se, aos custos actualmente compondo o tarifário, forem incluídos os efeitos das novas tarifas criadas recentemente para remuneração do "serviço de potência" das hidroeléctricas e térmicas, a amortização parcial do défice tarifário e&amp;nbsp;o IVA à taxa normal (23%), em vez da actual de 6%, anexo&amp;nbsp;um gráfico comparativo em que "corrigi" a barra dos preços portugueses (PT) com esses novos valores. Ao lado, a laranja, o resultante se, em vez do IVA de 23%, for aplicado&amp;nbsp;o de 13%.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KHNeNOx49_Q/TdP1edbMXNI/AAAAAAAAAVU/DhotzJuSXVo/s1600/pre%25C3%25A7os+Kwh+2012+sem+cortes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-KHNeNOx49_Q/TdP1edbMXNI/AAAAAAAAAVU/DhotzJuSXVo/s640/pre%25C3%25A7os+Kwh+2012+sem+cortes.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Como é evidente, com&amp;nbsp;um IVA de 23%, semelhante ao da maioria dos nossos parceiros europeus (e igual ao finlandês), passaremos a ter uma das electricidades mais caras da Europa, ao nível da de Itália, o que deve ser ponderado com o facto do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_sovereign_states_in_Europe_by_net_average_wage"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;ordenado médio líquido em Portugal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (1040 €) ser sensivelmente &lt;strong&gt;metade&lt;/strong&gt; do da média europeia e&amp;nbsp;igual ao da Eslovénia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Com um IVA "intermédio" de 13% ficaremos "apenas" com a electricidade mais cara que a espanhola (que tem um IVA de 18%),&amp;nbsp;o que convirá ponderar com o facto do nosso ordenado médio líquido ser 70% do espanhol...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O actual &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=484423"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Secretário de Estado apressou-se a desmentir a possibilidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de vir a ser aplicada a taxa de 23%, mas é claro que foi o próprio Governo a que pertence que negociou e assinou este acordo com a Europa e o FMI!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Em todo o caso, convém ter em conta duas coisas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O IVA da electricidade apenas penaliza os consumidores domésticos e o consumidor Estado (incluindo a iluminação pública), que constituem respectivamente, no presente, 29% e 9% do total. &lt;a href="http://ruadireita.blogs.sapo.pt/325661.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Para as empresas apenas constitui um problema de tesouraria&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, visto que o podem deduzir ao IVA cobrado.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Para as empresas o que importa é o custo total da electricidade sem IVA mas incluindo quaisquer impostos especiais que, por natureza, não sejam dedutíveis.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O aumento de IVA para 23% geraria assim, tendo em conta o consumo anual nacional actual de 49 TWh, uma receita fiscal adicional de &lt;strong&gt;0,37 biliões de €&lt;/strong&gt; (bilião = mil milhões, usando a notação americana), quiçá menos dada a contracção de consumo que implicaria (&lt;span style="font-size: small;"&gt;confirmo a ordem de grandeza &amp;nbsp;d&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=484423"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: small;"&gt;o resultado das contas do Jornal Económico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; quanto ao agravamento da factura das famílias: +10€/mês na factura média mensal&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O &lt;a href="http://podium.publico.pt/Pol%C3%ADtica/nogueira-leite-sugere-que-ps-nao-sabe-fazer-contas_1493414"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Prof. Nogueira Leite falou&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em 0,5 biliões, mas receio que ele estivesse a incluir nas suas contas o consumo do Estado que é, só por si, quase 1/3 do das famílias portuguesas. Ora, sendo certo que tal&amp;nbsp;como as famílias o Estado também não pode deduzir esse IVA nas suas contas, teria nesse aumento um acréscimo de despesa (0,12 biliões) que iria certamente cobrir com parte do IVA cobrado às famílias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Tal só não acontecerá se esse aumento de IVA for acompanhado de uma correspondente redução do consumo nos edifícios do Estado, ou seja, a menos que &lt;strong&gt;a despesa de electricidade do Estado seja congelada&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Vale a pena notar, com efeito, que se há sector de consumo energético onde mais sentido fará falar de poupança e eficiência é nos &lt;strong&gt;edifícios do&amp;nbsp;Estado&lt;/strong&gt; que, de 1995 a 2009, aumentaram a sua parcela &lt;strong&gt;relativa&lt;/strong&gt; no consumo nacional de electricidade em &lt;strong&gt;40%&lt;/strong&gt;, de 4,0 para 5,6%&amp;nbsp;(a iluminação pública no mesmo período "só" aumentou a sua parcela relativa em 25%, de 2.7% para 3.4%) [&lt;a href="http://www.pordata.pt/azap_runtime/?n=4"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;dados da &lt;em&gt;Pordata&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;]...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Vem esta contabilidade do IVA sobre a electricidade a propósito de um outro objectivo acordado pelo Estado português com os seus credores estrangeiros, o do financiamento de uma &lt;strong&gt;drástica&lt;/strong&gt; redução da Taxa Social Única (TSU).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;A TSU é a parcela das contribuições para a Segurança Social dos trabalhadores que é coberta pela entidade patronal, e que é de 23.5% (contra 11% a cargo dos próprios trabalhadores). A sua redução acarreta uma redução proporcional dos encargos salariais para as empresas, algo equivalente a uma desvalorização da moeda no que toca a esses encargos e que, parece, os economistas consideram ter um efeito muito positivo sobre a economia e a criação de emprego.&amp;nbsp;Falou-se que "redução drástica" seria algo na ordem dos &lt;strong&gt;8%&lt;/strong&gt;, portanto 1/3 das actuais contribuições patronais, embora provavelmente apenas perto de 5% dos seus encargos gerais com o trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ora &lt;a href="http://www2.seg-social.pt/%5Cdownloads%5Cigf%5CRelat%C3%B3rio_Conta_SS_2009_Parte_II.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;as receitas anuais da Segurança Social são hoje constituídas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; por cerca de 7,5 biliões&amp;nbsp;de contribuições dos trabalhadores e&amp;nbsp;&lt;strong&gt;16 biliões de €&lt;/strong&gt; pelas entidades patronais; a redução das contribuições destas de 23,5% para 15,5% reduziria a receita anual da Segurança Social em &lt;strong&gt;5,4 biliões de €&lt;/strong&gt; anuais. Mesmo uma redução de metade disso (4%), por estas contas simples reduziria a referida receita em 2,7 biliões, algo consideravelmente mais do que os 1,6 biliões &lt;a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/tsu-santos-silva-psd-programa-psd-defice-iva/1251989-4058.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;referidos pelo Ministro Santos Silva a este propósito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Admito, porém, não ser especialista em Finanças públicas, e por isso poder&amp;nbsp;ter-me escapado alguma coisa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O certo é que é gigantesca a&amp;nbsp;diferença entre os 0,37 biliões cobráveis das famílias por um aumento radical do IVA&amp;nbsp;de 6% para 23%, (ou &lt;strong&gt;0,5 biliões&lt;/strong&gt;, se incluirmos o Estado com&amp;nbsp;congelamento das suas&amp;nbsp;despesas de electricidade), e os &lt;strong&gt;5 biliões&lt;/strong&gt; necessários para financiar o referido corte&amp;nbsp;de 8% na TSU. Nunca será será possível financiar uma redução universal em 8% da TSU por esta via!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Acontece que esta ideia de financiar uma redução da TSU com impostos sobre a electricidade não nasceu hoje: surgiu num &lt;a href="http://ec.europa.eu/taxation_customs/resources/documents/taxation/gen_info/economic_analysis/economic_studies/energy_tax_study.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;relatório elaborado em 2005 para a União&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e defendendo a criação de um imposto especial, um &lt;em&gt;excise&lt;/em&gt; a que as empresas não escapem - embora a incidir apenas sobre a electricidade de origem "poluente".&amp;nbsp; E isso leva-nos a prestar atenção às &lt;a href="http://www.seai.ie/Publications/Statistics_Publications/EPSSU_Publications/Electricity_and_Gas_Prices/Understanding%20Electricity%20and%20Gas%20Prices.pdf"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;diversas práticas europeias de taxação da electricidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (para além do IVA), chegando assim à conclusão que, se&amp;nbsp;ela é nula como cá em 8 dos Estados membros, atinge na Itália cerca de 5%. A base fiscal para a aplicação de um imposto especial geral sobre a electricidade já existe:&amp;nbsp;o Imposto sobre Produtos Petrolíferos &lt;strong&gt;e Energéticos&lt;/strong&gt; (IPS), que só tem sido aplicado aos produtos petrolíferos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;As questões a colocar, entretanto, são:&amp;nbsp;quanto deveria ser esse imposto e&amp;nbsp;como financiá-lo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O&amp;nbsp;problema-chave que pode justificar a aplicação do referido imposto especial relaciona-se com a da revisão das tarifas, como o Memorando de Acordo com os nossos credores explicita, e com uma questão mais de fundo que tem sido amplamente &lt;a href="http://www.sedes.pt/blog/?p=3493"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;discutida por alguns economistas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: a da transferência que, sobretudo desde a adesão à moeda única, se tem vindo a fazer em Portugal do investimento, do crédito e dos lucros dos sectores produtivos de bens transaccionáveis (sujeitos à concorrência internacional) para os sectores protegidos da concorrência como o da produção de electricidade. Como se sabe, isto levou a uma trágica redução da capacidade produtiva nacional de bens transaccionáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Neste sentido, a redução da TSU faz sentido não se for aplicada universalmente, beneficiando tanto as empresas produtoras de bens transaccionáveis como mais ainda as que detêm privilégios monopolistas e/ou protegidos pelo Estado, mas sim se for aplicada apenas às primeiras, como &lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/122278-taxa-social-unica-van-zeller-concorda-com-reducao-empresas-valor-nacional-"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;bem&amp;nbsp;alertou o ex-presidente da CIP&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, Eng. Van Zeller. Ou se algum mecanismo fiscal extra fizer esse ajuste, o que será equivalente. Por isso, não terão forçosamente&amp;nbsp;de ser os 5 biliões de € necessários à redução universal da TSU que serão precisos, mas apenas parte dessa quantia - sobretudo a que permita atrair e/ou manter investimento estrangeiro produtivo de bens transaccionáveis, como a Auto-Europa ou mesmo as fábricas de aerogeradores (que só poderão ser competitivos, em exportação, se os custos de produção locais compensarem os custos adicionais de transporte - a VESTAS, por exemplo, e que &lt;a href="http://www.ft.com/cms/s/0/cbab1340-e0d2-11df-87da-00144feabdc0.html#axzz1MtfcTdaH"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;tem estado a despedir pessoal na Dinamarca e Suécia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, considera que os aerogeradores produzidos na China e transportados para a Dinamarca ficam ao mesmo custo que os fabricados nesta, assim como os fabricados em Espanha e transportados para a Suécia). É certo que isto é continuar a velha aposta nos baixos custos salariais como factor competitivo, mas &lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/ajustamento-economico-adiado-em-2010-explica-pedido-de-ajuda_1495094"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;é o que é possível a curto prazo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (naturalmente com outras medidas), porque pura e simplesmente não há outro capital acessível que não seja o investimento directo estrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Assim, no sector da electricidade importará &lt;strong&gt;começar por estancar os investimentos improdutivos&lt;/strong&gt;, desnecessários e geradores de futuras rendas extravagantes, protegidas da concorrência e&amp;nbsp;que o Governo&amp;nbsp;vigente pretende continuar, tal como defendemos no &lt;a href="http://energiaparaportugal.com/cont1_01.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Manifesto para uma nova política Energética em Portugal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas sendo este um passo essencial,&amp;nbsp;irei agora mais longe do que os meus co-signatários daquele documento e defender que isso não basta; é também preciso&amp;nbsp;rever e reduzir os ganhos extraordinários que estão, neste momento, acantonados na protecção do Estado no sector energético, e transferi-los para a economia de bens transaccionáveis - por exemplo pela redução da TSU nessas actividades, compensando o financiamento da Segurança Social assim perdido com a aplicação do IPS à electricidade, depois de eliminados os referidos ganhos extraordinários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Bem sei que isto é defendido pelo Partido Comunista. Mas também por "neoliberais" como o economista Vitor Bento, e resume o Acordo assinado com a "troika" nesta matéria!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Também sei que haverá quem se arrepie com a revisão de acordos firmados e defenda que não se deve mexer em tarifas estabelecidas para produtores já autorizados. Mas, a tal argumento contraponho o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Também os ordenados dos funcionários públicos e, sobretudo, as reformas dos aposentados, tinham sido contratados com as pessoas e tiveram de ser revistos. Esta mesma razão moral foi invocada, no último "Expresso", para pedir o abandono do TGV por uma pessoa que nada tem de comunista: Manuela Ferreira Leite!&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Não se trata de fazer nenhuma confiscação de lucros ou bens legítimos, mas apenas de recuperar para Portugal proveitos extravagantes face às práticas de países líderes na aplicação das energias renováveis e, em alguns casos, ilegitimamente obtidos por &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt; verdadeiramente mafiosos!&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Ôs sacrifícios têm de ser repartidos por todos, sem excepção!&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Este &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; já vai longo e, por isso, vou apenas, de momento, mencionar as revisões tarifárias que considero mais que justas e que teriam um impacto muito significativo no custo de produção da energia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;O custo de produção das&amp;nbsp;nossas antigas hidroeléctricas era essencialmente o custo da amortização do respectivo investimento. Findo o longo prazo previsto para essa amortização, o seu custo de produção caiu quase para zero por kWh produzido. Assim, não há justificação para a extensão concedida pelo Estado português&amp;nbsp;à&amp;nbsp;EDP para que continue a explorar essas centrais como se não estivessem amortizadas. É um facto que foi &lt;a href="http://www.ionline.pt/interior/index.php?p=news-print&amp;amp;idNota=45270"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;denunciado por Jorge Vasconcelos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e que significou a concessão à EDP de &lt;strong&gt;centenas de milhões de €&lt;/strong&gt; de proveitos ilegítimos e à custa dos consumidores. O assunto deve ser revisto de forma séria e independente seguindo as práticas internacionais dos nossos parceiros da União.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;As portarias que o actual Governo publicou para &lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/75039-edp-e-tejo-energia-vao-receber-522-milhoes-financiar-centrais"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;remunerar rectroactivamente a EDP&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e a Tejo Energia &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/08/umas-contitas-sobre-nova-factura-do.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;pelo seu serviço de disponibilidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; orça em mais de &lt;strong&gt;0,5 biliões de €,&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;mas &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/08/dificil-vida-dos-smart-griders-e-o.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;não teve em conta o "favor"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que já fora feita ao estender a concessão de exploração das hidroeléctricas. As portarias deverão ser anuladas e a sua justificação recalculada à luz do ponto anterior.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Uma primeira avaliação destes ganhos adicionais aponta para um sobre-lucro anual de &lt;strong&gt;0,3 biliões de €,&lt;/strong&gt; um extra da mesma ordem da que a EDP vem apresentando por &lt;a href="http://resistir.info/e_rosa/lucros_edp_2008.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;comparação com congéneres estrangeiras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O valor deve ser verificado e a ERSE deve corrigi-lo, cumprindo o papel para que foi criada: a defesa dos consumidores e do superior interesse de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Finalmente, as tarifas que remuneram as instalações eólicas existentes deverão ser calculadas rectroactivamente e corrigidas no remanescente futuro, à luz das práticas alemãs, neste domínio exemplares, e tendo ainda em conta 3 factos: a) que o factor eólico de utilização médio alemão é de 0,19 enquanto o nosso é de 0,25; b) que o custo de instalação do MW eólico em Portugal é 90% do alemão; c) que em boa parte dos investimentos nacionais nas eólicas houve comparticipação a fundo perdido de "ajudas" europeias, até 40% do investimento total em alguns casos. Nas contas que &lt;a href="http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/06/desinteressada-candura-ecotopica-e-o.html"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;apresentei há quase um ano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, estimei em &lt;strong&gt;0,2 biliões de €&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;os sobre-lucros obtidos pelas "anomalias" do tarifário nacional, mas penso que aquele valor, que necessitaria de uma afinação com dados rigorosos sobre o diferencial nas taxas de juro dos financiamentos das eólicas em Portugal e na Alemanha &lt;strong&gt;antes da crise&lt;/strong&gt;, peca por defeito.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Penso que as correcções tarifárias indicadas permitiriam poupar ao país pelo menos &lt;strong&gt;0,5 biliões de €&lt;/strong&gt; - a mesma ordem de grandeza que o extraordinário aumento do IVA de 6% para 23% na electricidade poderia gerar. Para que este valor pudesse ser transferido pelo Estado para a Segurança Social de modo a financiar a redução da TSU, teria de corresponder a um IPS, um &lt;em&gt;excise&lt;/em&gt;, de 8% ou 9% em média, a redução aproximada do custo da electricidade que proporcionaria a revisão tarifária que indiquei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Claro que essa transferência de rendimentos por via fiscal poderia também ser reforçada com o IVA de 23%, similar também ao italiano, com o que se chegaria a &lt;strong&gt;1 bilião de € &lt;/strong&gt;de receita fiscal, divididos a meias entre consumidores e "subsídio-dependentes"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Mas &lt;strong&gt;0,5 biliões de €&lt;/strong&gt; já permitiriam financiar a referida redução em 8% da TSU a &lt;strong&gt;10% da massa salarial&lt;/strong&gt;, quiçá a mais concentrada em sectores produtores de bens transaccionáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;Como a ENERCON de Viana do Castelo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Publicado por Pinto de Sá em A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36337476-6820391694169390865?l=a-ciencia-nao-e-neutra.blogsp
